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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aula ao vivo: Que é Metafísica? - com Pe. Elílio Matos

Aula ao vivo com Pe. Elílio de Faria Matos Jr., direto de Roma.
Dia 9 de junho de 2014, segunda-feira, às 18h30 (horário de Brasília).

http://www.youtube.com/watch?v=zDWKYqq4Cmw

Quem assistir ao vivo poderá fazer perguntas, através dos comentários no próprio Youtube. É necessário estar logado com uma conta do Youtube/Google.

Quem não puder assistir ao vivo, poderá assistir a gravação pelo mesmo link acima.
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Por que estudar latim atualmente?

Há uma tendência mundial de revalorização do ensino/aprendizagem do latim. Reunimos aqui uma série de links que tratam do assunto:

 Curso de Latim online, clique aqui.

 Por que um estudante de 2013 deveria ainda estudar Latim? A resposta é que o Latim serve para tudo.


 Original italiano: http://www.tempi.it/blog/perche-uno-studente-del-2013-dovrebbe-ancora-studiare-il-latino-la-risposta-e-che-il-latino-serve-a-tutto#.Ubn9cpwhUdh


Traduzido por Pe. Giovanni Battaglia. Agradecimento especial à aluna de Formação Católica Online,
Mª Tereza Venancio da Silva, que fez contato com o padre. Grifos nossos.
 

Estamos nas últimas semanas de inscrição para as escolas superiores (colegiais).

Outro dia uma mãe me perguntou qual a diferença existente entre um “Curso” com ou sem latim (uma opção sempre mais comum) . Os alunos das últimas séries são sempre mais desanimados, apavorados por esta matéria e preferem excluí-la, talvez pelo medo de um excesso de esforço.

Me pergunto: pra que serve o Latim ? Quem já estudou Latim não se arrepende.

Estudar Latim de qualquer jeito não serve. Estudar com interesse e seriedade serve para tudo.

Conhecer o Latim ajuda a dar valor a muitos lados da realidade. Quais?

Somente o estudo pode ajudar a entender isso, mas é preciso tempo e vontade.

As motivações: sempre foi dito que o estudo do Latim ajuda a desenvolver o raciocínio, a lógica, mas isto não satisfaz os adolescentes. Semana enigmística, filosófica, matemática podem obter o mesmo resultado. Porque estudar Latim em 2013?

Em primeiro lugar o Latim ajuda entender o presente como época filha de um passado. A nossa tradição ocidental tem suas raizes na cultura grega, na romana e cristã.

Raciocínio, filosofia, sabor da beleza, são heranças que nós recebemos dos gregos; o direito, o sentido da unidade do Estado recebemos dos Romanos, a história cristã introduziu depois uma nova concepção da pessoa, da civilização, da sociedade. Por isso estudar civilização, literatura e língua latina significa conhecer as próprias raízes, como conhecer melhor os próprios pais. Facilita entender o que temos em comum com os antigos e nos permite de pontualizar as mudanças.

Em segundo lugar, conhecimento do Latim ilumina a linguagem e as palavras. Linguagem e palavras contam a história de uma civilização, do desenvolvimento humano, da cultura de um povo. Exemplo: a palavra CULTURA; o verbo latim colo é o alicerce da palavra cultura e destaca a passagem do ser humano da condição nômade a sedentário. O verbo significa cultivar, morar, venerar. Um povo de vida sedentário aprende a cultivar a terra, a habita e venera a divindade do lugar. No termo cultura tem tudo isso… o alicerce, as raizes que levam a dar frutos e bons frutos.

Dá pra entender que a cultura não é somente conhecimento de componentes da realidade, mas vem de um passado e se abre ao presente e ao futuro. Cultura não é só matéria, mas também religiosidade.

Latinos pensavam o termo nomen ligado a homem ... a palavra como expressão da pessoa. Nomina consequencia rerum, o nome consequência da realidade das coisas.

Em terceiro lugar, dos Latinos, assim como dos Gregos, nos derivam a retórica, que ensina a escrever bem, a falar bem, a persuadir. Nas escolas precisariam acrescentar esta “nova matéria”, na verdade antiquíssima. “Saber falar bem” e “saber escrever bem” são duas atitudes transversais fundamentais, assim como “saber raciocinar” e “saber julgar”. Visto que retórica não se ensina, precisariam aprender do italiano, latim e Grego. Mas isto acontece?

Em quarto lugar a leitura das grandes obras da literatura latina de Virgílio, Horácio, Sêneca, Cícero facilita o encontro com os grandes do passado.

Acho que aprender uma disciplina (matéria) não é finalizada a uma competência. A nossa escola virou a escola das competências (saber fazer) desligada da cultura.

Somente a leitura de uma poesia é finalizada, aprender um estilo, figura retórica...

Esta é uma atitude violenta que corre o risco de desanimar as crianças da leitura, da poesia, … Quando se gosta de uma matéria, não se pode exigir que o aluno estude para conseguir objetivos específicos.

A coisa mais bela é que também o outro se apaixone pela mesma beleza que te fascina.

É este fascínio, esta paixão, este entusiasmo por alguma coisa passada, que é maior que nós, pode levar um rapaz a estudar Latim.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Perseguidos são os cristãos, a religião ou quem não segue o islã?


Ocorre no mundo uma grande perseguição pouco noticiada aos cristãos, principalmente em países islâmicos. Alguém poderia dizer, porém, que os perseguidos não são os cristãos, mas todos que não seguem o islã.
Isso é falso, na medida que quem pensa assim quer diminuir o fato de que são os cristãos os mais perseguidos.
A perseguição geralmente não é ao credo cristão em si, mas aos princípios cristãos, principalmente quando parte do Estado. Porque o cristianismo defende a liberdade, inclusive a religiosa, a democracia, a moralidade e também a independência do estado quanto às religiões. A perseguição geralmente é do próprio estado. Existem, é fato, grupos fanáticos que perseguem os "infiéis", mas geralmente são apoiados ou acobertados pelos estados.

Ou seja, a Igreja é a favor do estado laico, que é diferente, porém, de laicismo ou ateísmo. A Coreia do Norte é o país mais intolerante com o cristianismo, sendo um estado ateu comunista, porém de maioria budista e taoísta.(http://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/perfil/)

Na China, segundo a comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos , pelo menos 40 bispos católicos estariam presos ou desaparecidos. Lá são permitidas religiões desde que controladas pelo Estado comunista. No mundo 7 em 10 perseguidos por causa da religião são cristãos (Dados de 2011: http://www.istoe.com.br/reportagens/168132_CRISTAOS+PERSEGUIDOS)
Não se trata, então, de perseguição islâmica, apesar de ser grande maioria. A perseguição aos cristãos é uma perseguição a Deus, sem falar na tentativa de minar as bases da civilização ocidental: a razão grega, o direito romano e a moral judaico-cristã. 
Foi na base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a ideia dos direitos humanos, a ideia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir. Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade. A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma [...] (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2011/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20110922_reichstag-berlin_po.html)

Essa tentativa é orquestrada por grupos globalistas, que aceitam ajuda de todos os lados: islã, multinacionais, partidos políticos (todos de esquerda), ONGs, "direitos humanos", ecologistas, mídia, e quem quer que se aproveite, mesmo por um momento, da destruição de Deus e da imbecilização humana.
[...] numa busca desesperada por peças de reposição para o nous e o logos [...], os “filósofos” foram “resvalando hierarquia abaixo” da estrutura do ser.
Partiram de Deus (concepção clássica e cristã) e aterrissaram de cabeça nos fluidos dos impulsos biológicos (psicologia do inconsciente de Freud), passando pela guilhotina da razão (iluministas),se embrulhando na inteligência pragmática, abraçando a utilidade (John Stuart Mill e utilitaristas), sendo esmagados pelas forças de produção (Karl Marx) e pelos determinismos raciais (Gobineau).
[...] Perdida a experiência da realidade divina, do fundamento do ser, os indivíduos e as sociedades tornam-se incapaz de orientar corretamente sua atuação no mundo, tornando-se, assim, estúpidos, imbecis.(http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/13756-imbecis-sem-deus.html)


domingo, 16 de dezembro de 2012

Resumo dos 6 Argumentos para a existência de Deus do Dr. Willian L. Craig



Apresento aqui os argumentos para a existência de Deus utilizados pelo Dr. Willian Lane Craig, teólogo, filósofo analítico e apologista evangélico estadunidense, conhecido por seu trabalho na Filosofia da Religião. (www.reasonablefaith.org)
Dr. Craig participou de vários debates com ateus e céticos e expõe, em geral, 6 argumentos a favor do teísmo. O presente resumo foi feito a partir do debate “Deus existe? Willian Lane Craig X Austin Dacey”:
Ao final do texto, alguns outros links de importantes debates.

Comentário crítico: Os argumentos do Dr. Craig e sua exposição são claros, válidos e convincentes, baseados na filosofia em diálogo com a ciência, principalmente a cosmologia. O sexto argumento, ele o declara, não é um argumento, mas poderia ser se apresentasse como senso religioso inato no homem, apoiado sobre dados sociológicos e antropológicos. Os argumentos filosóficos e cosmológicos poderiam ser mais aprofundados com os dados da filosofia tomista e as cinco vias. A origem protestante do Dr. Craig o impede de ir além nos testemunhos históricos da Tradição católica e no relato científico de milagres, importantes argumentos sempre atuais em favor da atuação direta de Deus na história.



Perguntados se Deus existe, temos que pensar em duas outras questões:
1.       Que boas razões existem para pensarmos que Deus existe?
2.       Que boas razões existem para pensarmos que Deus NÃO existe?
Dr. Craig expões seis linhas de evidências a favor da existência de Deus, deixando as razões para que Deus não exista para seu oponente no debate.

Razão 1: Deus é a melhor explicação para o porquê existe alguma coisa, além do nada.
Qualquer coisa que existe possui uma explicação para sua existência. E a explicação só pode ser de dois tipos: ou a causa está na sua própria natureza ou a causa é externa.
É óbvio que o Universo existe e existem explicações para sua existência, porque o Universo veio a existir no tempo, antes dele nada havia, segundo os cosmólogos. Logo, a causa do Universo é externa.
Então, a causa do Universo deve ser maior que o Universo, isto é, estar fora do espaço e do tempo, logo, imaterial e atemporal (pois não existia matéria e tempo antes do Universo).
Ora, só existem dois tipos de objetos que são assim: objetos abstratos, como números, ou uma mente inteligente.
Mas objetos abstratos não causam nada, portanto, se segue que a explicação do universo é uma causa pessoal, externa e transcendente.

Razão 2: A existência de Deus é inferida pela origem do universo.
Uma objeção pode surgir do primeiro argumento: o universo poderia existir de forma necessária, pela sua própria natureza. Mas este segundo argumento impede este escape: qualquer coisa que exista de forma necessária deve existir eternamente.
As ciências evidenciam que o Universo teve uma origem no tempo, no evento conhecido como Big Bang, do qual surgiu todo o espaço físico e o tempo. Não havia espaço, tempo e matéria pré-existente.
Mas a pergunta necessária é por que o Universo veio a existir. A menos que se queira crer que algo possa surgir do nada, temos por conclusão que
(1)    Qualquer coisa que comece a existir tem uma causa;
(2)    O Universo começou a existir;
(3)    Portanto, o Universo tem uma causa.
A causa do espaço e do tempo deve ser eterna, não espacial, imaterial e de um poder insondável. Além disso, deve ser um ser pessoal.
Porque deve haver um ser pessoal nessas condições? O único modo da causa ser eterna e o efeito ter início no tempo é se a causa for um agente pessoal, que livremente escolheu criar um efeito no tempo, sem nenhuma condição predeterminada.

Razão 3: O ajuste fino do universo aponta para um projetista inteligente.
As leis da natureza apresentam algumas constâncias, como a constante gravitacional. Estas não são determinadas pela natureza, mas foram elas que deram possibilidade de existência para o universo.
Ainda, existem certas quantidades arbitrárias colocadas como condições iniciais sobre as quais as leis da natureza operam, por exemplo, a quantidade de entropia ou o equilíbrio entre matéria e antimatéria.
Todas essas constantes e quantidades se encaixam extraordinariamente em uma faixa muito estreita de valores infinitesimais que permitem a existência de vida. Se esses valores e quantidades fossem infinitesimamente diferentes, nada existiria.
Existe somente três possibilidades de explicar este ajuste fino do universo:  necessidade física, acaso ou design (projeto).
Necessidade física não pode ser, pois vimos que os valores independem e são condições necessárias para as leis da natureza.
O Acaso, é matematicamente impossível. A probabilidade de que todas estas constantes e quantidade se encaixem é absurdamente pequena, e os acertos do acaso teriam que se repetir sequencialmente um número absurdo de vezes.
Portanto, o ajuste fino implica a existência de um Projetista inteligente.

Razão 4: É plausível que os valores morais objetivos sejam fundamentados em Deus.
Se Deus não existe, tampouco valores objetivos (válidos e obrigatórios por si, independente de pessoa ou aceitação).
Um certo evolucionismo moderno afirma que os valores morais são fruto de evolução tanto quanto órgãos e membros biológicos, portanto, uma moral objetiva é ilusória. Nietzsche, que proclamou a morte de Deus, entendeu que sem Deus não há sentido e valor objetivo para a vida.
A questão não é que devamos crer em Deus para reconhecer e viver valores morais. A questão é que na ausência de Deus como fonte da lei moral objetiva, não podemos reconhecer nenhuma moral, pois que seria fruto de evolução, portanto, mutável, não objetiva. Na visão ateísta, não há nada de absolutamente errado em estuprar alguém ou infringir qualquer sofrimento a um inocente. São meras convenções sociais evolucionárias.
Assim, (1) se Deus não existe, valores morais objetivos não existem. (2)E, mesmo que no fundo, todos sabem que valores objetivos existem. (3) Logo, Deus existe.

Razão 5: Os fatos históricos relacionados à vida, morte e ressurreição de Jesus.
Críticos do Novo Testamento chegaram a algum consenso de que o Jesus histórico veio à cena com um senso de autoridade divina. Ele levou uma vida austera de pregação e atos miraculosos.
Mas a confirmação suprema de suas afirmações foi sua ressurreição de dentre os mortos. Se Jesus ressuscitou, parece que temos um milagre divino em nossas mãos e, assim, uma evidência para a existência de Deus.
Existem três fatos históricos estabelecidos, reconhecidos pelos historiadores, que são evidências para  a ressurreição de Jesus:  (1) a tumba encontrada vazia no Domingo após a crucifixão; (2) a experiência de inúmeras aparições do ressuscitado; (3) os discípulos acreditaram na ressurreição num ambiente totalmente contrário a isso.
Tentativas de rejeitar esses fatos (se os discípulos roubassem o corpo; ou que Jesus não teria morrido de fato) são amplamente recusadas pelos críticos.
Portanto, (1) existem três fatos históricos confirmados a favor da ressurreição, (2) a hipótese “Deus ressuscitou Jesus de dentre os mortos” é a melhor explicação para estes fatos, (3) isto implicaria a existência de Deus, (4) portanto, Deus existe.

Razão 6: A experiência pessoal de Deus.
Este não é verdadeiramente um argumento, mas antes uma afirmação da sua existência simplesmente pela experiência pessoal imediata e evidente que dá sentido a vida.
Portanto, para acreditar que o ateísmo está correto, então o opositor terá primeiro que derrubar as seis razões apresentadas e em seu lugar apresentar razões porque o ateísmo é verdadeiro. A não ser que isto aconteça, nós podemos concluir que o teísmo é a cosmovisão mais plausível.

Respostas a algumas objeções:
Em geral se observa que os argumentos do ateísmo estão baseados na dúvida se Deus preenche ou não nossas expectativas. É uma pressuposição perigosa pensar que se nossas expectativas sobre Deus não forem satisfeitas, Deus não existe. O mais provável é que as expectativas estejam equivocadas.
Objeção 1: O sumiço de Deus
Não há razão para esperar mais evidências além das que Ele já deixou. Por que esperar mais evidências que um universo contingente, surgido do nada, o ajuste fino para a existência de vida inteligente, o conjunto de valores transcendentes, a ressurreição e as afirmações de Jesus, e a experiência imediata do próprio Deus?
O objetivo principal de Deus é atrair as pessoas para uma relação livre e amorosa com Ele, não apenas convencê-los de que Ele existe. Uma manifestação mais direta poderia ter o efeito contrária: forçar a relação não dá espaço para a liberdade e o amor.
Objeção 2: O sucesso das ciências naturais
Primeiro, é o teísmo que garante o sucesso das ciências naturais. O mundo é racional e opera segundo leis claras e observáveis, como vimos no argumento do design.
Segundo, Deus pode intervir periodicamente no processo natural que ele mesmo criou. Por exemplo, a ressurreição de Jesus. Toda a história de Israel foi pontuada com a autorrevelação de Deus na história.
Objeção 3: O dualismo mente-corpo ensinado pelo teísmo.
Correlações entre eventos cerebrais e mentais não provam que não existe um “eu”, alma ou mente imaterial que seja correlacionada com o cérebro. O materialismo reducionista diz que eu sou o mesmo que meu cérebro ou sistema nervoso. Porém, as propriedades mentais não são do mesmo tipo que propriedades físicas: “estados de espírito”, percepção moral e identidade pessoal, intenções, sabedoria, liberdade. Não saber como um agente imaterial interage com o material (o cérebro e o corpo) não é razão para negar a realidade da alma, muito menos que Deus existe.
Objeção 4: A evolução extravagante e ineficiente é incompatível com a existência de um Deus inteligente.
Em primeiro lugar, eficiência é importante apenas para uma pessoa que tenha tempo e recursos limitados. Dizer que a via que Ele escolheu é ineficiente é apenas afirmar que não correspondeu a nossas expectativas.
Segundo, o argumento supõe que a teoria macro-evolucionária é verdadeira, mas isso está longe de ser provado. Somente no exemplo do homo sapiens, existem pelo menos 10 passos tão improváveis que, antes que eles possam ter acontecido simplesmente pelo acaso, o sol e a Terra deixariam de existir.
Portanto, se a evolução aconteceu, isto seria literalmente um milagre, e portanto evidência para a existência de Deus.
Objeção 5: O sofrimento dos inocentes no mundo.
Deve-se distinguir “problema emocional do sofrimento” e “problema intelectual do sofrimento”. Dor e sofrimento são uma objeção emocional para reconhecer a existência de Deus, mas não intelectual.
Primeiro, não está claro que o sofrimento seja sem sentido. Apenas não estamos em condições de fazer esse tipo de julgamento. Ao sermos limitados por tempo e espaço, nós não temos condições de conhecer o fim da história e as razões dos acontecimentos. Isso não passa de ressentimento por não saber essa e tantas outras coisas.
Segundo, é logicamente impossível Deus nos dizer, de modo compreensível, a cada um, a razão de tudo. Ele nos diz de uma forma mais geral, de modo que podemos confiar nele e esperar o cumprimento de suas promessas para além desta vida.

Debate entre William Lane Craig e Jamal Badawi - LEGENDADO

Deus Existe? - Debate Craig & Atkins

Entrevista 'A Ressurreição' - William Lane Craig

Craig Versus Ehrman - O Debate da Ressurreição


 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vídeos: O senso moral como argumento para existência de Deus

Exposição sobre as grandes aspirações do ser humano, o senso moral e a responsabilidade.
Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=Krjts-_v0ds
Parte 2: http://youtu.be/OggZC_achSU


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Frases selecionadas (em imagens) de G. K. Chesterton

Chesterton foi um dos maiores intelectuais convertidos ao catolicismo na Inglaterra do século XX. Enfrentou com maestria todos os problemas filosóficos do seu tempo, deixando um grande legado em suas diversas obras.
 





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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pensamentos: Verdade x opinião





Não troco a sabedoria bimilenar por uma mera opinião.
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***

"Uma opinião é uma representação objetiva, um pensamento qualquer, uma fantasia que eu posso ter dum modo e outros de outro modo; uma opinião é coisa minha, nunca é uma idéia universal que exista em si e por si. Mas a filosofia não contém nenhuma opinião, porque não existem opiniões filosóficas."

E a Igreja, "mestra em Humanidades", defensora da Verdade, sempre alertou:
"A filosofia moderna, esquecendo-se de orientar a sua pesquisa para o ser, concentrou a própria investigação sobre o conhecimento humano. Em vez de se apoiar sobre a capacidade que o homem tem de conhecer a verdade, preferiu sublinhar as suas limitações e condicionalismos.

Daí provieram várias formas de agnosticismo e relativismo, que levaram a investigação filosófica a perder-se nas areias movediças dum cepticismo geral. E, mais recentemente, ganharam relevo diversas doutrinas que tendem a desvalorizar até mesmo aquelas verdades que o homem estava certo de ter alcançado. A legítima pluralidade de posições cedeu o lugar a um pluralismo indefinido, fundado no pressuposto de que todas as posições são equivalentes: trata-se de um dos sintomas mais difusos, no contexto actual, de desconfiança na verdade. [...] Neste horizonte, tudo fica reduzido a mera opinião. [...] Com falsa modéstia, contentam-se de verdades parciais e provisórias, deixando de tentar pôr as perguntas radicais sobre o sentido e o fundamento último da vida humana, pessoal e social. Em suma, esmoreceu a esperança de se poder receber da filosofia respostas definitivas a tais questões." (grifei. Fides et Ratio, 5)

Pensamentos: Acidente

Se ocorre um acidente automóvel e morre uma pessoa, poderíamos explicar este dizendo que o fulano entrou na curva a 90km/h; a força centrípeta, x; a resistência do pneu, y; do metal, z. Viria o médico explicando como o volante no tóxax cortou o coração e a circulação. Essas seriam explicações científicas.
Isso serve para o acidente dos outros.
O homem não se contenta em ter uma explicação do que ocorre. Ele quer ter o sentido do que ocorre, do porquê da existência.
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***

Para refletir sobre os limites da ciências materiais contra a filosofia e a teologia. O ser humano é transcendente, espiritual, não pode ser explicado só do ponto de vista material.

"O ser humano é, indubitavelmente, um ser de transcendência. A palavra transcendência vem do latim "trans" (além de) e "ascendere" (subir), de modo que sua etimologia dá-nos a ideia de uma transgressão de limites, de um ultrapassar, enfim, de uma saída de uma posição dada, uma subida em direção a. Com efeito, à diferença dos brutos, o ser humano não se contenta com o que está dado, mas deseja sempr
e alcançar o que julga lhe faltar, e isso indefinidamente. Experimenta uma ausência, que o coloca em movimento à procura de plenitude, à procura do infinito. Bem ao contrário, os animais ditos irracionais não experimentam ruptura com o que está dado, já que o instinto encarrega-se de lhes garantir satisfação plena. Vivem plenamente aconchegados no mundo da natureza.

Qual seria a razão da ruptura do homem com o que está dado, com o mundo da natureza? Ao longo da história do pensamento humano, várias foram as doutrinas que se candidataram a responder a tão intrigante questão, desde aquelas que veem no homem um animal doentio por causa do afrouxamento dos instintos até aquelas que lhe reconhecem uma dignidade ímpar entre os seres, a dignidade do espírito. É a esta corrente, reconhecedora do espírito, que nos filiamos. Só o espírito é homólogo ao ser como tal em sua infinitude e absoluta universalidade.

Como quer que seja, é fato incontestável que o homem transgride o mundo natural, e, na medida dessa transgressão, constrói cultura, faz história. A religião, a arte, a filosofia, as ciências e as técnicas compõem o grande arco da história humana e, como tais, estão a testemunhar que o ser humano é capaz de transcender-se, de ultrapassar-se. Já constatava sabiamente Blaise Pascal que “o homem ultrapassa infinitamente o homem”.
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