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domingo, 19 de maio de 2013

Pentecostes: solene início da Igreja

Cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade dos discípulos "assíduos e concordes na oração" reunidos "com Maria, a mãe de Jesus" e com os doze Apóstolos (cf. At 1, 14; 2, 1). Portanto podemos dizer que a Igreja teve o seu solene início com a descida do Espírito Santo. Neste extraordinário acontecimento encontramos as notas fundamentais e qualificadoras da Igreja: a Igreja é una, como a comunidade de Pentecostes, que estava unida na oração e "concorde": "tinha um só coração e uma só alma" ( At 4, 32). A Igreja é santa, não pelos seus méritos, mas porque, animada pelo Espírito Santo, mantém o olhar fixo em Cristo, para se tornar conforme com Ele e com o seu amor. A Igreja é católica, porque o Evangelho se destina a todos os povos e por isso, já desde o início, o Espírito Santo faz com que ela fale todas as línguas. A Igreja é apostólica, porque edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, conserva fielmente o seu ensinamento através da cadeia ininterrupta da sucessão episcopal. 
Além disso, a Igreja é, por sua natureza, missionária, e a partir do dia de Pentecostes o Espírito Santo não cessa de a estimular pelos caminhos do mundo, até aos extremos confins da terra e até ao fim dos tempos. Esta realidade que podemos verificar em todas as épocas já está antecipada no Livro dos Atos, onde se descreve a passagem do Evangelho dos Hebreus para os pagãos, de Jerusalém para Roma. Roma está a indicar o mundo dos pagãos, e assim todos os povos que estão fora do antigo povo de Deus. De facto, os Atos concluem-se com a chegada do Evangelho a Roma. Então podemos dizer que Roma é o nome concreto da catolicidade e da missionariedade, expressa a fidelidade às origens, à Igreja de todos os tempos, a uma Igreja que fala todas as línguas e vai ao encontro de todas as culturas. 
Queridos irmãos e irmãs, o primeiro Pentecostes aconteceu quando Maria Santíssima estava presente no meio dos discípulos no Cenáculo de Jerusalém e rezava. Também hoje nos confiamos à sua materna intercessão, para que o Espírito Santo desça abundantemente sobre a Igreja do nosso tempo, encha os corações de todos os fiéis e acenda neles o fogo do seu amor. 

PAPA BENTO XVI. Regina Caeli. 27 de maio de 2007

*NB.: A Igreja não nasceu em Pentecostes, mas foi manifestada; Os Padres da Igreja são unânimes em dizer que a Igreja nasceu na Cruz, onde a obra de salvação foi consumada:

“Se Adão foi figura de Cristo, o sono de Adão foi também figura do sono de Cristo, dormindo na morte sobre a Cruz, para que, pela abertura do seu lado, se formasse a verdadeira mãe dos vivos, isto é a Igreja” (Tertuliano).

"A lança do soldado abriu o lado de Cristo e foi neste momento que, de seu lado aberto, Cristo construiu a Igreja, como outrora a primeira mãe, Eva, foi formada de Adão. Por isso, Paulo escreve: somos de sua carne e de seus ossos. Com isso quer referir-se ao lado ferido de Jesus. Como Deus tomou a costela do lado de Adão, e dela fez a mulher, assim Cristo nos dá água e sangue do lado ferido, e disso forma a Igreja. Lá, nas origens, temos o sono de Adão, aqui o sono da morte de Jesus” (São João Crisótomo).

“Adão dorme para que nasça Eva. Cristo morre para que nasça a Igreja. Enquanto Adão dorme, Eva se forma do seu lado. Quando Cristo acaba de morrer, seu lado é aberto por uma lança, para que dali corram os sacramentos para formar a Igreja”. 
"Adão jazia dormindo quando Eva foi feita, Cristo pendia morto na Cruz e aí nasceu a Igreja, que nos irá gerar e dar a verdadeira vida. (Santo Agostinho)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Alguns títulos da hierarquia católica

Partindo da base, o BATISMO, temos basicamento três estados de vida, modos de viver a vocação cristã:


  • o laicato - a vida consagrada - as ordens sagradas

Leigos são todos os batizados que não são religiosos ou ordenados (bispos, padres, diáconos). Têm como missão própria viver o projeto de Deus em todos os ambientes, com todas as obras, preces, vida familiar e trabalho cotidiano. Anunciam Deus ao mundo mediante o testemunho de vida e da palavra. Os fiéis leigos intervêm diretamente na vida política e social e colaborando com todos, como autênticas testemunhas do Evangelho e agentes de paz e de justiça.

Os religiosos, homens ou mulheres, são aqueles que decidem seguir Cristo com maior liberdade e imitá-lo mais de perto, consagrando, cada um a seu modo, a própria vida a Deus. Trabalham exclusivamente para levar a mensagem de Cristo, abrindo mão de possuir bens próprios, de constituir família e sendo obedientes à Igreja e aos superiores. Podem ser padres, irmãos ou irmãs, ou leigos consagrados (oblatos, ordens terceiras, novas comunidades); é, por isso, um estado peculiar "intermediário", que pode conter leigos ou ordenados.

A hierarquia da Igreja, propriamente dita, é formada pelas ordens sagradas.
Pertence à hieraquia da Igreja aquele que recebe o sacramento da ordem num dos três graus: diaconato, presbiterato ou episcopado.
  • o diácono serve a Igreja na caridade, na liturgia e na Palavra. Pode ser transitório (será ordenado presbítero posteriormente) ou permanente (casado ou celibatário). Suas funções específicas são servir diretamente ao bispo (mas também o presbítero) na liturgia, organizar o serviço da caridade, pregar, realizar os sacramentais (bênçãos diversas, exéquias), ministrar o batismo e assistir aos matrimônios.
  • o presbítero e o bispo exercem o sacerdócio em Cristo:
      • O bispo é sucessor direto de um dos Apóstolos. Têm como missão serem testemunhas do ensinamento de Cristo, ensinando, santificando e servindo o povo de Deus, como fizeram os Doze Apóstolos. Os bispos tornam-se responsáveis por uma parte dos fiéis, de uma região chamada diocese.
      • Os presbíteros (padres) são os colaboradores dos bispos. Acompanham mais de perto o povo, servindo-o com a oração, a pregação, as celebrações, principalmente a Santa Missa.
Os restantes títulos todos pertencem a uma das classes acima, representando sua função na Igreja ou algum título de honra. Entre eles se destacam:
  • O Papa. Dentre os Apóstolos, Jesus escolheu um para ser o líder: Pedro. Dentre os bispos do mundo inteiro, um é escolhido para ser o líder de toda a Igreja: o Papa, bispo de Roma, que é sucessor direto de Pedro. Sua missão é confirmar e unir todos os bispos e todo o povo numa só fé e num só ensinamento.
  • Os Cardeais são colaboradores diretos do Papa. É um cargo de nomeação que o Papa faz a qualquer ordenado, mas que normalmente, para melhor desempenho de sua função, antes ou depois da nomeação, é um bispo. O Cardeal pode exercer o seu ministério sacerdotal na sua diocese de origem, mas é também incorporado ao clero de Roma, recebendo, por isso, uma das paróquias romanas. Poderá ser cardeal diácono, cardeal presbítero ou cardeal bispo (são títulos para indicar sua posição no clero de Roma, não a sua ordem sacra).
  • O Arcebispo é um bispo de uma importante (arqui)diocese, superior de uma Província eclesiástica (grupo de dioceses).
  • O Monsenhor é um título honorífico concedido pelo bispo a alguns de seus padres. Pela sua importante função na diocese, recebem esse título, normalmente, os Vigários Gerais (auxiliam o bispo no governo da diocese) e Judiciais (tribunais eclesiásticos).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Cátedra de Pedro, dom de Cristo à sua Igreja


"Queridos irmãos e irmãs,
A Liturgia latina celebra hoje (22/02) a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde o século IV, com a qual se dá graças a Deus pela missão
confiada ao Apóstolo Pedro e aos seus sucessores. Literalmente, a "cátedra" é a sede fixa do Bispo, posto na igreja matriz de uma Diocese, que por isso é chamada "catedral", e constitui o símbolo da autoridade do Bispo e, em particular, do seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos Apóstolos, é chamado a conservar e a transmitir à Comunidade cristã.

Portanto, qual foi a "cátedra" de São Pedro? Escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual edificar a Igreja (cf.  Mt  16, 18), ele começou o seu ministério em Jerusalém, depois da Ascensão do Senhor
e do Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, e provavelmente naquela sala onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou juntamente com os discípulos para que fosse reservado um lugar especial a Simão Pedro. Em seguida, a sé de Pedro tornou-se Antioquia, na Síria, hoje na Turquia, naquela época terceira metrópole do império romano. Depois Pedro dirigiu-se para Roma, centro do Império.


Testemunham-no os mais antigos Padres da Igreja, como por exemplo Santo Ireneu, Bispo de Lião, proveniente porém da Ásia Menor, que no seu tratado "Contra as heresias" descreve a Igreja de Roma como "a maior e a mais antiga, conhecida por todos; ...fundada e constituída em Roma pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo"; e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua exímia superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte” (III, 3, 2-3). Portanto, a cátedra do Bispo de Roma representa não apenas o seu serviço à comunidade romana, mas a sua missão de guia de todo o Povo de Deus. Celebrar a "Cátedra" de Pedro, como fa-zemos hoje, significa, portanto, atribuir-lhe um forte significado espiritual e reconhecer-lhe um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda a sua Igreja e orientá-la no caminho da salvação.
Entre os numerosos testemunhos dos Padres, apraz-me evocar o de São Jerônimo: "Decidi consultar a
cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado,
a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventu-rança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Cartas I, 15, 1-2).

BENTO XVI. Audiência de 22 de fevereiro de 2006. (resumido) Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20060222_po.html

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ano da fé em imagens e frases

Textos: Bento XVI, Porta Fidei e Homilia de abertura do Ano da Fé, em 11 de outubro de 2012.







terça-feira, 26 de junho de 2012

Reflexão para a Solenidade de São Pedro e São Paulo - Dia do Papa


A Igreja une em uma só solenidade a memória dos Apóstolos Pedro e Paulo. O que os une é a missão comum de evangelizar até os confins do mundo, sendo testemunhas de Cristo até a morte na mesma cidade de Roma.
Pedro, o Apóstolo escolhido por Jesus para ser a rocha, isto é, o sinal da firmeza na fé e da unidade no ensinamento, foi de maneira especial preparado para dirigir a Igreja após a ausência física de Cristo. Sobre Pedro é colocada a missão de ser guia da Igreja, continuadora da obra de salvação até o fim dos tempos.
Paulo, perseguidor convertido, é pregador incansável da única verdade que é Cristo. Encontra-se com Pedro pelo menos duas vezes, reconhecendo nele a missão de ser guia da Igreja, representante autorizado de Cristo.
O que faz destes dois Apóstolos colunas da Igreja não é nenhum mérito pessoal. Ambos pecadores, um homem rude, outro soberbo doutor, ambos, porém, tocados pela graça divina e feitos novos homens em vista de uma missão sem a qual não seríamos hoje cristãos. A Igreja fundada por Jesus Cristo foi colocada sob a responsabilidade de Pedro, mostrando que é Deus quem age por meio dos seus escolhidos.
Por isso, Roma é, nas palavras de Santo Irineu: “a maior e a mais antiga Igreja, conhecida por todos, ... fundada e constituída pelos gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo”, e acrescenta:  "Com esta Igreja, pela sua superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte”. Nesta solenidade celebramos o dia do Papa, o bispo de Roma, sucessor de São Pedro. Significa celebrar a bondade de Jesus, Bom Pastor, que não deixa suas ovelhas descuidadas, mas deixa um guia seguro, sob a assistência do Espírito Santo, que conduz à Verdade e ao caminho da salvação. Ouçamos o Papa, na certeza de que é a doce voz de Cristo na terra.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PROJETO MISSIONÁRIO PAROQUIAL



1.            OBJETIVO GERAL
Despertar em cada cristão o sentido de pertença à Igreja e a vivência sacramental

2.            OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·                    Valorizar a vivência sacramental
·                    Fortalecer o vínculo dos batizados com a comunidade paroquial
·                    Descobrir e formar lideranças cristãs

3.            ETAPAS
a.            Planejamento e  organização
Uma equipe organizadora planeja as etapas seguintes com o pároco. O tempo previsto para o projeto é de um ano intensivo, a terminar com a celebração da Páscoa. Prever pessoal apto e material para a fase de levantamento de dados e catequese. Prever tempo de divulgação e esclarecimento do projeto antes da fase de execução.
b.           Levantamento de dados
Consiste em pesquisa para levantamento de dados de todas as pessoas residentes na paróquia. Será feito por meio de questionário objetivo a ser entregue em cada residência, onde constará dados pessoais e de contato básicos de cada pessoa e sua situação sacramental, se católico (se recebeu o batismo, eucaristia, crisma, matrimônio). Deixar claro o tempo de resposta e o modo de recolhimento.
Com base nos dados recolhidos, planejar com os catequistas missionários o contato com as pessoas nas diferentes situações encontradas (pessoas não batizadas, que não receberam a Eucaristia, a Crisma, não são casadas na Igreja, etc.).
c.            Catequese
A partir do contato e, se possível, visitas, organizar grupos de catequese adaptadas às situações, aos públicos, aos horários disponíveis. Prever catequistas preparados e, se necessário, pedir ajuda de pessoal em outras paróquias. Esforçar para atender a todas as pessoas que demonstraram interesse e abertura, mesmo que individualmente.
Durante as catequeses, os missionários observem aqueles que demonstram interesse e participação na vida paroquial para futura formação de lideranças.
d.           Celebração sacramental
Após o período de catequese, planejar e organizar as celebrações sacramentais comunitárias, aproveitando o período quaresmal para preparação intensiva principalmente dos catecúmenos. Marcar as celebrações preferencialmente para o período pascal. Prever celebração comunitária do matrimônio para os que desejarem.
e.            Formação continuada de lideranças
Engajar os novos crismados nas atividades da Igreja e formar líderes e missionários.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TEOLOGIA DA MISSÃO

A Igreja no mundo é missionária por natureza, pois tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o propósito de Deus Pai. O fim universal de salvação que Cristo deu à Igreja é toda a sua razão de ser, mesmo na sua constituição hierárquica, sua organização e atividade. A Igreja recebeu de Cristo a missão de anunciar o Reino de Deus e instaurá-lo entre todos os povos.
Para isso a Igreja contém em si um tríplice encargo, ofícios dos quais cada membro participa segundo seu estado de vida: o ofício de ensinar, santificar e governar, segundo os ministérios profético, sacerdotal e pastoral. São estas as três dimensões do serviço e da missão que derivam de Cristo.
A missão pertence e alcança a todos, de modo que há diversidade de ministérios mas unidade de missão.
A ordem missionária de Cristo exige que sua verdade esteja sempre presente e seja ensinada de modo vivo e inteiro. Em primeiro lugar, este dever de ensino cabe à hierarquia, visto serem dotados da autoridade de Cristo pelo sacramento da ordem. Requer-se que estes e todos os demais membros da Igreja sejam fiéis ao depósito da fé revelada, contido nas Escrituras e na Tradição.
O ofício de santificar é o primeiro em importância. O fim da missão da Igreja é que todos cheguem ao conhecimento de Deus e participem dos seus mistérios. Toda ação missionária deve ter por fim a “salvação das almas”. Também a este ofício cabe primeiramente o ministério ordenado, pois pelo Sacramento se tornam dispensadores da graça de Cristo através da Igreja.
Uma missão especial desempenham os leigos, que vivendo em meio aos assuntos temporais são chamados a viver o espírito evangélico, santificando o mundo a partir de dentro, através do testemunho, principalmente. Tem a tarefa de viver as virtudes cristãs em suas profissões, na família e nas relações sociais, e em particulares situações que só por meio deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Jesus Cristo.
Todos os batizados são responsáveis pela missão da Igreja e têm obrigação de difundir o Evangelho. A consciência das próprias responsabilidades pressupõe renovação interior constante e empenho na vivência e no anúncio do Reino de Deus.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Questões sobre sacramentos e princípios ecumênicos

Questões respondidas à luz do Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre o Ecumenismo

1. O que dizer sobre a validade do batismo?
O batismo é válido se conferido com água e com uma fórmula que indica claramente que o batismo é feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e que o ministro pretenda fazer o que a Igreja faz quando batiza.

2. Que se entende por padrinho de batismo?
O padrinho de batismo é um responsável pela educação cristã da pessoa a ser batizada não somente como um amigo; deve ser representante da comunidade de fé em que é celebrado o batismo, como garantia da fé do candidato e do seu desejo de comunhão eclesial.

3. Poderia um cristão não-católico ser padrinho? Se não, qual a indicação do diretório?
Uma pessoa batizada que pertence a outra comunidade eclesial pode ser admitida como testemunha do batismo, não como padrinho, mas apenas em conjunto com um padrinho católico.

4. Poderia uma reunião ecumênica com a participação de católicos e cristãos não-católicos encerrar-se com a renovação das promessas batismais?
Os cristãos podem comemorar o batismo que os une, renovando o compromisso de proceder a uma vida plena cristã, que assumiram nas promessas de seu batismo, e comprometendo-se a cooperar com a graça do Espírito Santo, na tentativa de curar as divisões que existem entre os cristãos.

5. O que se entende por “casamento misto”?
Refere-se a qualquer casamento entre um católico e um cristão batizado que não esteja em plena comunhão com a Igreja Católica.

6. É conveniente a celebração de um casamento misto com a Eucaristia? Por quê?
Um casamento misto celebrado segundo a forma católica ordinariamente ocorre fora da liturgia eucarística, por causa de problemas referentes à Eucaristia e a presença de testemunhas e convidados não-católicos.

7. Como fica a participação de ministros católicos em celebrações matrimoniais numa Comunidade Eclesial (não-católica) e a de ministros não católicos em celebrações matrimoniais na Igreja Católica?
Com a prévia autorização do Ordinário local e, se for convidado a fazê-lo, um padre ou diácono pode assistir ou participar de alguma forma na celebração de casamentos mistos, em situações em que a dispensa de forma canônica foi concedida. Nestes casos, pode haver apenas uma cerimônia na qual o ministro testemunha os votos de casamento. A convite do celebrante, o sacerdote ou diácono pode oferecer outras orações, ler as Escrituras, dar uma breve exortação e abençoar o casal.
A pedido do casal, o Ordinário local pode permitir um ministro da parte de outra comunidade eclesial para participar da celebração do casamento na Igreja Católica, proceder a leitura das Escrituras, dar uma breve exortação e abençoar o casal.

sábado, 24 de setembro de 2011

A Catequese católica

Foi chamado de catequese, o conjunto dos esforços da Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a acreditar que Jesus é o Filho de Deus, a fim de que, mediante a fé, tenham a vida em Seu nome, para os educar e instruir quanto a esta vida e assim edificar o Corpo de Cristo.
Num primeiro momento da história do cristianismo – séculos I à V aproximadamente – catequese e comunidade caminhavam juntas. Era nas celebrações que se ia aprendendo, partilhando e vivenciando a fé (I Cor 11,17-29). E foi aí, nas aclamações litúrgicas e nas orações,  que se organizou o Credo ou “Símbolos da fé”. Mais tarde, criou-se o catecumenato, preparação pela Palavra, celebração e testemunho, com o objetivo de introduzir na vida cristã todos os convertidos, traduzindo em suas vidas a Mensagem de Cristo pela perseverança na fé e na caridade fraterna.
Na cristandade, período entre os séculos V e XVI, toda a sociedade podia ser considerada cristã. Neste tempo, o poder civil e religioso mantinham uma aliança e a catequese era realizada pela participação na vida social, profissional e artística, com influência da família, da pregação e das escolas.
Do século XVI, em diante, houve grande mudança pedagógica na catequese. Os motivos principais foram:
a-      preocupação com a clareza e a exatidão dos conceitos doutrinais;
b-      o surgimento, pela imprensa e escolas, dos catecismos (como os de Lutero, Pedro Canísio, Carlos Borromeu, Roberto Belarmino) para a “desconfusão doutrinal”;
c-      O iluminismo, incitando a resolver os problemas pela inteligência, sem a fé.
Assim, passou-se a valorizar a aprendizagem individual da catequese.

A catequese do século XX empenhou-se em dar sustento à conversão, à segurança e ao compromisso do cristão na comunidade, para a sua transformação segundo as orientações e os valores do Evangelho.

A Catequese a nível universal

O Concílio Vaticano II prescreveu a redação de um « Diretório para a instrução catequética do povo ». A Congregação para o Clero, dicastério responsável pela Catequese, apoiada por uma Comissão de especialistas e pelas Conferências Episcopais do mundo, elaboraram o Diretório Catequético Geral, revisto pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovado por Paulo VI em 1971. Foi reformulado em 1997.
O Diretório trata do Anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo, propondo um olhar ao mundo a partir da fé, sobre os direitos humanos, a cultura e as culturas, a situação religiosa e moral.
Quanto à fé dos cristãos, distingue algumas categorias:
Uma primeira configura-se de cristãos « não praticantes ». Redespertá-los para a fé é um verdadeiro desafio para a Igreja.
Há ainda as « pessoas simples », com uma « religiosidade popular » muito enraizada. « Conhecem mal os fundamentos dessa mesma fé ». Além disso, existem também numerosos cristãos, muito cultos, mas com uma formação religiosa recebida apenas na infância, e que necessitam reposicionar e amadurecer a sua fé.

O Diretório apresenta uma situação da catequese:
Aspectos positivos:
– O grande número de sacerdotes, religiosos e leigos que se consagram à catequese
– a consciência de que a catequese deve adquirir o estilo de formação integral e não simples ensinamento: deverá suscitar uma verdadeira conversão.
– a importância que vai adquirindo a catequese dos adultos.
Aspectos negativos:
– O conceito de catequese como escola da fé, como aprendizado de toda a vida cristã, que ainda não penetrou plenamente na consciência dos catequistas.
– o conceito conciliar de « Tradição » tem uma menor influência. De fato, em muitas catequeses, a referência à Sagrada Escritura é quase que exclusiva, sem que a reflexão e a vida bimilenar da Igreja.
– uma apresentação mais equilibrada do mistério de Cristo. Às vezes, se insiste somente na sua humanidade, sem fazer explícita referência à sua divindade; em outras ocasiões, menos freqüentes nos nossos dias, a sua divindade é tão acentuada, que não se percebe mais a realidade do mistério da Encarnação do Verbo.
– algumas lacunas doutrinais no que concerne à verdade sobre Deus e sobre o homem, sobre o pecado e a graça e sobre os Novíssimos; formação moral, história da Igreja e a Doutrina Social.
– ligação fraca da catequese com a liturgia.
– uma excessiva acentuação do valor do método e das técnicas, por parte de alguns.
– a dimensão missionária ad gentes mostra-se ainda fraca e inadequada.

A Catequese cumpre o mandato missionário de Jesus:
« Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura » (Mc 16,15)
« Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei » (Mt 28,19-20).
« Recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas... até os confins da terra » (At 1,8).
A Catequese tem como conteúdo e base a fé trinitária: a Revelação do desígnio de Deus Pai; Jesus Cristo, mediador e plenitude da Revelação; e a transmissão dessa Revelação por meio da Igreja, obra do Espírito Santo. A Igreja existe para evangelizar.
A catequese no processo da evangelização está a serviço da iniciação cristã, é distinta do primeiro anúncio do Evangelho,  promove e faz amadurecer esta conversão inicial.
A Catequese deve estar a serviço da educação permanente da fé, de várias formas:
– O estudo e o aprofundamento da Sagrada Escritura
– A leitura cristã dos eventos (ótica cristã)
– A catequese litúrgica
– O aprofundamento por meio de um ensino teológico

O Diretório toca no tema do ensino escolar da Religião e diz que para a escola católica o ensino religioso é indispensável e é o fundamento de sua existência. No contexto da escola pública e não confessional, terá uma característica mais ecumênica e de conhecimento inter-religioso comum e poderá ter um caráter mais cultural, orientado para o conhecimento das religiões. Se administrado por um professor sinceramente respeitoso, o ensino religioso escolar mantém uma dimensão de verdadeira « preparação evangélica ».

« Para a glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus Cristo é o Senhor » (Fl 2,11).
Finalidade da catequese: a comunhão com Jesus Cristo - Profissão de fé no único Deus: Pai, Filho e Espírito Santo - Sempre em referência à Igreja.

As tarefas fundamentais da catequese: Todas necessárias. O conhecimento da fé, a vida litúrgica, a formação moral, a oração, a pertença comunitária, o espírito missionário.

Fonte da catequese: A Palavra de Deus, contida na Sagrada Tradição e na Sagrada Escritura, compreendida sob a orientação do Magistério, celebrada na liturgia e aprofundada na pesquisa teológica.

Critérios para a apresentação da mensagem: Cristocentrismo, caráter eclesial da mensagem e a inculturação.

Métodos na catequese: A Igreja não possui um método próprio, nem um método único. Discerne os métodos do tempo, assume com liberdade de espírito « tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso ou que de qualquer modo mereça louvor » (Fl 4,8).
Merecem ser recordados os métodos de aproximação à Bíblia, do Símbolo e dos documentos, dos sinais litúrgicos e os meios de comunicação.

Os destinatários da catequese « O Reino diz respeito a todos » (Rm 15), toda criatura, « todas as nações » (Mt 28,19; Lc 24,47) « até os confins da terra » (At 1,8) e por todos os tempos, « até a consumação dos séculos » (Mt 28,20).

A adaptação ao destinatário. Deverão ser atentamente consideradas « diferenças de culturas, de idades, da vida espiritual, de situações sociais e eclesiais daqueles a quem a catequese é dirigida »
Destaque à Catequese dos adultos. Podem-se distinguir:
– adultos crentes, que desejam sinceramente aprofundá-la;
– adultos que não foram adequadamente catequizados ou se distanciaram da fé
– adultos não batizados, aos quais corresponde o verdadeiro e próprio catecumenato.
Para os adultos é importante a apresentação do Catecismo da Igreja Católica, esclarecimento de questões religiosas e morais e desenvolver os fundamentos racionais da fé.

Importância da catequese das crianças e dos adolescentes

Nesta idade, « ...nascem preciosas possibilidades para a edificação da Igreja e para a humanização da sociedade ».
Um dos principais problemas é quando o jovem conclui o processo da iniciação cristã e distancia-se totalmente da prática da fé.
Outras questões a serem afrontadas e resolvidas diz respeito à diferença de « linguagem » (mentalidade, sensibilidade, gostos, estilo, vocabulário...)

Catequese no contexto sócio-religioso

Em relação à religiosidade popular requer-se uma catequese que, seja capaz de ajudar a superar os riscos de desvio.
No contexto ecumênico e inter-religioso requer-se a exposição de toda a revelação que tem a Igreja Católica; explique-se as divisões que subsistem e os passos que devem ser feitos para superá-las. Manter a identidade católica, no respeito pela fé dos demais.

A formação bíblico-teológica do catequista

Abranger Antigo Testamento, vida de Jesus Cristo e história da Igreja, liturgia, vida moral e oração. Conhecimento das ciências humanas (psicológicas e pedagógicas).

A Catequese a nível nacional

Está estrutura sobre a herança do Concílio e em estreita ligação com os Documentos Pontifícios, em especial o Diretório Geral para a Catequese, inserida na realidade latino-americana. Um dos principais documentos vem a ser o nº 26 da CNBB, “Catequese Renovada”.
Enfoca a Catequese como educação permanente para a comunhão e participação na comunidade de fé. Catequese inserida no conjunto pastoral, tendo em vista a opção pelos pobres e a participação das comunidades de base, em ações concretas do dia-a-dia do povo que sofre, luta e espera.
Retoma o tema da Revelação com centro em Jesus Cristo e sua transmissão pela Tradição, Escritura e Magistério.
Acrescenta, quanto aos métodos, que a interação pode se pautar sob o método do ver, julgar e agir.

domingo, 18 de setembro de 2011

Catechesi Tradendae - resumo esquemático

Vaticano II – “O grande catecismo dos tempos modernos” – Paulo VI
O Concílio Vaticano II prescreveu a redação de um « Diretório para a instrução catequética do povo ». (CD 44)
Diretório Geral da Catequese –                         Congr. Clero, Paulo VI -   18/03/71[1]
I Congresso Internacional de Catequese -                                                   25/09/71
Conselho Internacional da Catequese –             Paulo VI -                         1975
Ex. Ap. Evangelii Nuntiandi -                           Paulo VI -                         1976
IV Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos – Paulo VI -                         out/1977
(tema Catequese, sobretudo à crianças e jovens)

Catechesi Tradendae –                              João Paulo II –                  16/10/79
Consolidar os bons frutos do Sínodo, nos aspectos mais atuais e decisivos. Iniciado por João Paulo I.

Catequese: uma das tarefas primordiais da Igreja, segundo a ordem de Cristo de fazer discípulos de todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que lhes tinha mandado.

I. NÓS TEMOS UM ÚNICO MESTRE, JESUS CRISTO

 Pôr em comunhão com a Pessoa de Cristo
cristocentrismo de toda a catequese autêntica. a Pessoa de Jesus de Nazaré e «o Mistério de Cristo».
Transmitir a doutrina de Cristo
Os ensinamentos de Jesus Cristo, a Verdade que Ele comunica, ou, mais exactamente, a Verdade que Ele é.
O catequista não há-de procurar inculcar as suas opiniões e opções pessoais
Cristo que ensina
O único «Mestre»
Cristo ensina com toda a sua vida

II. UMA EXPERIÊNCIA TÃO ANTIGA COMO A IGREJA

A Missão dos Apóstolos
A catequese nos tempos apostólicos - O seu múnus de ensinar transmitem-no aos seus sucessores. Cartas, Evangelhos, ensinamento oral, reflectem uma estrutura catequética.
Os Padres da Igreja e a catequese - Bispos e Pastores, consideram como parte importante do seu ministério episcopal proferir instruções ou escrever tratados catequéticos.
A partir dos Concílios e da actividade missionária - O Concílio de Trento deu prioridade à catequese; «Catecismo Romano»
A catequese: direito e dever da Igreja -
Dever: originado numa ordem do Senhor
Direito: todos os baptizados, têm direito a receber da Igreja um ensino e uma formação; direito a procurar a verdade religiosa
Uma tarefa prioritária - consolidação da sua vida interna como comunidade de fiéis
Consagrar à catequese os seus melhores recursos de pessoal e de energias, sem se poupar a esforços
Responsabilidade comum e diferenciada - toda a Igreja se deve sentir e mostrar responsável.
Renovação contínua e equilibrada - renovação contínua, mesmo em certo alargamento do seu próprio conceito, nos seus métodos, na busca de uma linguagem adaptada e na técnica dos novos meios para a transmissão da mensagem.
repetição rotineira e improvisação inconsiderada são igualmente perigosas

III. A CATEQUESE NA ACTIVIDADE PASTORAL E MISSIONÁRIA DA IGREJA

A catequese: uma fase da evangelização - nunca pode ser dissociada do conjunto das actividades pastorais e missionárias da Igreja.
Catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã.
O primeiro anúncio do Evangelho para suscitar a fé; a apologética; a experiência da vida cristã; a celebração dos Sacramentos; a integração na comunidade eclesial; e o testemunho apostólico e missionário.
Catequese e primeiro anúncio do Evangelho - fazer amadurecer a fé inicial; conhecimento mais aprofundado e sistemático
Finalidade específica da catequese - desenvolver a inteligência do mistério de Cristo
Necessidade de uma catequese sistemática - que se concentre no essencial; ensino suficientemente completo; iniciação cristã integral, vida pessoal, familiar e social ou eclesial
Catequese e experiência vital - Ortopraxis e ortodoxia
Ninguém pode alcançar a verdade integral mediante uma simples experiência privada
Catequese e Sacramentos - É nos Sacramentos que Cristo Jesus age em plenitude na transformação dos homens. Toda a catequese leva necessariamente aos Sacramentos da fé
A autêntica prática dos Sacramentos tem um aspecto catequético
Catequese e comunidade eclesial - a comunidade eclesial, a todos os níveis, tem a responsabilidade de prover à formação dos próprios membros; acolher num meio ambiente em que possam viver o mais plenamente possível aquilo que aprenderam; dar testemunho da sua fé, transmiti-la aos filhos, dá-la a conhecer a outros
Necessidade da catequese no sentido lato, para a maturação e o vigor da fé

IV. TODA A BOA NOVA COLHIDA NA FONTE

O conteúdo da Mensagem - a Boa Nova da Salvação
A fonte - Palavra de Deus, transmitida na Tradição e na Escritura
O Credo: expressão doutrinal privilegiada - síntese da fé da Igreja
Elementos a nunca transcurar - o que de Deus se pode conhecer;
O mistério do Verbo de Deus feito homem, a salvação pela Páscoa, sacramentos da sua presença permanente no meio de nós.
Se torne bem patente este sacramento da presença de Cristo que é o Mistério da Igreja
explicar que a história dos homens, já uma certa prefiguração do mundo que há-de vir
exigências morais e pessoais requeridas pelo Evangelho
Integridade do conteúdo - não mutilada, falsificada ou diminuída. Nenhum catequista autêntico poderia legitimamente fazer, a seu próprio arbítrio, uma selecção no depósito da fé
Servir-se de métodos pedagógicos adaptados
Dimensão ecuménica da catequese
A catequese terá, pois, uma dimensão ecuménica sempre que, sem deixar de ensinar que a plenitude das verdades reveladas e dos meios de salvação instituídos por Cristo que se mantém na Igreja, fizer tal ensino com sincero respeito em palavras e obras
Colaboração ecuménica no domínio da catequese
é por sua natureza limitada: nunca poderá significar uma «redução» a um mínimo comum
Problemas dos manuais que apresentam as diversas religiões
Uma apresentação objectiva dos factos históricos, das várias religiões e das diversas confissões cristãs, poderá contribuir até para melhor compreensão recíproca
esses manuais não poderão, evidentemente, ser considerados como obras catequéticas

V. TODOS PRECISAM DE SER CATEQUIZADOS

A importância das crianças e dos jovens
Na primeira infância - recebem dos pais e do meio ambiente familiar os primeiros elementos da catequese. Simples revelação do Pai celeste, bom e providente.
Início de um diálogo amoroso com esse Deus
Crianças - introduzir as crianças de modo orgânico na vida da Igreja, e a prepará-las para a celebração dos Sacramentos
Adolescentes - levar o adolescente a uma revisão da sua própria vida e ao diálogo
A apresentação de Jesus Cristo como modelo ideal capaz de provocar admiração e arrastar à imitação; resposta aos problemas fundamentais
Jovens - uma catequese que denuncie o egoísmo apelando para a generosidade,
o sentido cristão do trabalho, do bem comum, da justiça e da caridade, promoção da dignidade humana
Adaptação da catequese aos jovens - traduzir, com paciência e sabedoria, a mensagem de Jesus, sem a trair
Deficientes - têm direito, como quaisquer outros da sua idade, a conhecer o «mistério da fé»
Jovens religiosamente sem apoio
Adultos - a fé destes, portanto, tem de ser continuamente esclarecida, estimulada e renovada, a fim de impregnar as realidades temporais desse mundo por que eles são os responsáveis.
Quase catecúmenos - nascidos e educados em regiões ainda não cristianizadas; se afastaram de toda a prática religiosa; nunca foram educados na sua fé
Catequeses diversificadas e complementares

VI. ALGUMAS VIAS E MEIOS PARA A CATEQUESE

Meios de comunicação social - conjugar bem uma expressão estética de valor com uma rigorosa fidelidade ao Magistério
Múltiplos lugares, movimentos ou reuniões a valorizar - movimentos de grande alcance; peregrinações; missões tradicionais; círculos bíblicos; comunidades eclesiais de base; agrupamentos de jovens;
A homilia - pedagogia da fé tem a sua fonte e o seu complemento final na Eucaristia
Livros catequéticos - que sejam adaptados à vida concreta da geração a que são destinados
sejam a expressão de toda a mensagem de Cristo e da sua Igreja

VII. COMO DAR A CATEQUESE

Diversidade dos métodos
Ao serviço da Revelação e da conversão - a Revelação tal como a transmite o Magistério universal da Igreja, na sua forma solene ou ordinária.
Encarnação da mensagem nas culturas - por um lado, a Mensagem evangélica não é isolável pura e simplesmente da cultura em que primeiramente se inseriu;
por outro lado, a força do Evangelho por toda a parte é transformadora e regeneradora
Contribuição das devoções populares - sua base deva ser purificada, ou mesmo rectificada, sob muitos aspectos; se bem utilizados, poderiam perfeitamente servir para fazer progredir e aperfeiçoar o conhecimento do mistério de Cristo ou da sua mensagem
Memorização - O essencial é que os textos memorizados sejam também interiorizados, compreendidos pouco a pouco na sua profundidade

VIII. A ALEGRIA DA FÉ NUM MUNDO DIFÍCIL

Afirmar a identidade cristã
Num mundo indiferente
Com a pedagogia original da fé - trata-se de comunicar na sua integridade a Revelação de Deus
Linguagem adaptada ao serviço do Credo
Investigação e certeza da fé - a fé é firme fundamento daquilo que se espera e demonstração de realidades que não se vêem
Catequese e teologia - os teólogos e exegetas têm o dever de estar muito atentos para procederem de tal maneira que não se tomem como verdades certas aquelas coisas que ainda são questões de opinião ou de disputa entre peritos
não perturbarem o espírito das crianças e dos jovens, nesta fase da sua catequese, com teorias peregrinas, vãos problemas ou discussões estéreis

IX. A TAREFA DIZ RESPEITO A TODOS NÓS

Encorajamento a todos os responsáveis
Bispos
Sacerdotes
Religiosos e Religiosas
Catequistas leigos
Na paróquia - lugar privilegiado da catequese
Na família - testemunho de vida cristã muitas vezes silencioso
Na escola
Nas associações e movimentos
Institutos de formação

CONCLUSÃO

O Espírito Santo, Mestre interior - Ele ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que eu vos disse.
«Quando vier o Espírito da Verdade, ele guiar-vos-á por toda a verdade..., e anunciar-vos-á as coisas vindouras».
A Igreja, ao realizar a sua missão de catequizar deve estar bem consciente de agir como instrumento vivo e dócil do Espírito Santo.
A «renovação no Espírito», efectivamente, será autêntica e terá na Igreja verdadeira fecundidade, não tanto na medida em que ela suscitar carismas extraordinários, mas na medida em que levar o maior número de fiéis, pelos caminhos da vida de todos os dias, ao esforço humilde, paciente e perseverante de conhecerem cada vez melhor o mistério de Cristo e darem testemunho dele.
Maria, mãe e modelo do discípulo - Viu o seu Filho Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça»


[1] A nova redação do Diretório Geral para a Catequese (1997) teve que balancear duas exigências principais: de um lado, a contextualização da catequese na evangelização, postulada pelas Exortações Evangelii Nuntiandi e Catechesi Tradendae; por outro lado, a assunção dos conteúdos da fé propostos pelo Catecismo da Igreja Católica.