segunda-feira, 17 de maio de 2010

Que o apelo dos bispos não seja apenas bonito no papel

Carta dos bispos brasileiros aos presbíteros na 48ª Assembleia Geral da CNBB.
BRASÍLIA, domingo, 16 de maio de 2010


"Pedimos que zelem pela comunhão eclesial, alimentando-a com a celebração cotidiana da Eucaristia, com a oração fiel e generosa, de modo especial a Liturgia das Horas, com a busca frequente do Sacramento da Penitência e a orientação espiritual, com um estilo de vida sóbrio, que tome distância dos apelos do consumismo, da cultura da banalidade, da invasão do secularismo."

 Texto na íntegra aqui.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Imagens de belas liturgias

Para contrapor as imagens de abusos litúrgicos postadas anteriormente, procurei algumas belas imagens de celebrações. Digo que não foi fácil, mas existem alguns esforços para promover a dignidade da liturgia conforme o real desejo do Concílio. A "reforma da reforma" proposta por Bento XVI há de vingar!

Belos paramentos e vasos litúrgicos, dignos do Sacrifício que o piedoso padre está oferecendo. O relógio aparece na foto, mas acredito que ninguém percebe isso numa liturgia bem celebrada (Valinhos/SP).

Distribuição da Sagrada Comunhão na forma tradicional: de joelhos, na boca, com patena segurada pelo acólito. O padre celebra de casula e o acólito com batina e sobrepeliz (Holanda).

Todos os sacerdotes de casula e em atitude reverente. O acólito (canto esquerdo) com veste adequada e de joelhos na consagração. Repare o crucifixo voltado para o celebrante principal (Holanda).

Sobriedade no tempo quaresmal. Os padres sem casula não ocuparam o altar (Brasil).

Simples e digno. (Brasil)

E não poderia faltar o nosso modelo: o Santo Padre. E isso não é uma Missa tridentina. É o mesmo rito novo de Paulo VI, que nunca proibiu a posição versus Deum.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Imagens de abusos litúrgicos


Brasília, 06 de maio de 2010 – Missa na Assembléia Geral dos Bispos do Brasil. “Portanto, reprove-se qualquer uso, para a celebração da Missa, de vasos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros vasos de cristal, argila, porcelana e outros materiais que se quebram facilmente” (Redemptionis Sacramentum, 117).
Fonte: Fratres in Unum

 Sim, é a Marta Suplicy no altar...
 Repare ainda algumas "coisinhas" no altar (IGMR 306. "Sobre a mesa do altar, apenas se podem colocar as coisas necessárias para a celebração da Missa").
 Além do já dito sobre coisas no altar, extremo mau-gosto.
Que cena! Cadê o mistério?
Um folhetinho, um crucifixo deitado "pra dizer que tem"...
A cara do povo condena o ridículo.
Olha Pe. Joãozinho celebrando Missa...

Sem comentários...
Olha a consagração.
Nem é preciso citar normas litúrgicas. Mas pode ter alguém que ache "bonitinho".
Vai um "pãozinho" aí?
Esta retrata bem o que a liturgia é para alguns.

MISERERE NOBIS, DOMINE!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Mai/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
Multiplique e distribua na sua comunidade!



Memento II- 17. Mai/2010 - Pentecostes: solene início da Igreja; Natureza dos sacramentais; Lendas litúrgicas; glossário: Pentecostes; Notícia: Papa mais uma vez fala sobre a Liturgia: “O culto não pode nascer de nossa fantasia”; Muitos fiéis lamentam um empobrecimento da atual práxis celebrativa. Que conselhos você daria para renovar e tornar mais bela e intensa a liturgia?  

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"O culto não pode nascer da nossa fantasia"

 O Sucessor de Pedro manifestou aos bispos do Pará e Amapá, 15 de abril no Vaticano, em visita ad limina, sua preocupação constante "por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica":  Jesus Cristo "vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados."
"Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… ", disse o Papa referindo-se às comunidades que não preservam o recolhimento na liturgia, atarefando-se em introduzir elementos que ofuscam o mistério. Afastam-se da verdadeira natureza da Igreja aqueles que, "em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa".
Bento XVI também rejeita o erro de pensar a Eucaristia simplesmente como "um encontro fraterno ao redor da mesa" desprovido de valor sacrifical, como já dissera o Servo de Deus João Paulo II.
Por fim, o Sumo Pontífice deseja que Jesus Eucarístico "seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total." E convida: "Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!"

Leia o discurso completo aqui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Papa tomará iniciativas e “não deixará de nos surpreender”

É o que afirma o Cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, o "número dois do Vaticano", como tem sido chamado. Em coletiva de imprensa no Chile, onde faz visita de 6 a 13 de abril como enviado do Papa por ocasião do Bicentenário da República, a tônica dos repórteres foi as polêmicas dos casos de pederastia, como era de se esperar.
Ele afirmou: “creio que o Papa ainda tomará outras iniciativas. Não posso antecipar, mas se estão pensando outras iniciativas. Não vai deixar de nos surpreender com essas iniciativas sobre este tema específico”.
Mas o que causou maior celeuma foi a sua afirmação de que a pedofilia está mais ligada à homossexualidade do que ao celibato. “Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e me disseram recentemente, que há relação entre homossexualidade e pedofilia”. Veja as reações pelo mundo clicando aqui.

Aguardemos as novas iniciativas do Papa. Com certeza elas virão. A paciência e o acerto são virtudes que Bento XVI tem demonstrado desde sempre.

DECLARAÇÃO DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ, P. FEDERICO LOMBARDI, SI - 14/04/2010

Respondendo a perguntas de jornalistas sobre o debate após uma entrevista do Cardeal Secretário de Estado no Chile em questões de abuso sexual por membros do clero, o diretor da Sala de Imprensa disse:

A autoridade da Igreja não considera sua responsabilidade fazer declarações gerais de caráter médico ou psicológico, que naturalmente se referem a estudos técnicos e de investigação em curso sobre o assunto.

Por parte da autoridade eclesiástica, nos casos de abuso de crianças por padres nos últimos anos, dirigida pela Congregação para a Doutrina da Fé, consta simplesmente os dados estatísticos relatados na entrevista de Mons. Scicluna, que falou de 10% dos casos de pedofilia no sentido estrito, e de 90% dos casos a serem definidos como efebofilia (ou seja, contra os adolescentes), dos quais aproximadamente 60% relataram pessoas do mesmo sexo e 30% de caráter heterossexual. Trata-se, naturalmente, da questão do abuso por padres e não da população em geral.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ressurreição, uma nova criação

Reflexão para o 2º Domingo da Páscoa - 1ª leitura: At 5,12-16; Salmo 117; 2ª leitura: Ap 1,9-11a.12-13.17-19; Evangelho: Jo 20,19-31).

A novidade da Páscoa do Senhor Jesus Cristo é tal, e tamanho é seu mistério que ninguém pode abarcar toda a sua realidade. O apóstolo e evangelista João, eminente teólogo, não conseguiu sequer escrever todos os sinais que Jesus realizara (Jo 20,30; 21,25). Mas este pequeno trecho do Evangelho de hoje serve de reflexão sobre muitos aspectos.
A liturgia de hoje cita o “primeiro dia da semana” (Jo 20,19) ou oitavo dia (Jo 20,26), isto é, o Domingo, Dia do Senhor (Ap 1,10), várias vezes. É o dia de reunião dos cristãos (cf. At 5,12) porque é o dia que o Senhor fez para nós (Sl 117,24), o dia da nova vida, nova criação, oitavo dia, acima do tempo cronológico (sete dias). É nesse dia que os cristãos, como os discípulos, fazem a experiência do Ressuscitado. Naquele episódio, puderam ver a carne e os ossos de Jesus, tal e qual foi crucificado. É o mesmo que foi morto, sepultado num túmulo lacrado. Não é a visão de um fantasma. Se bem que esse corpo ressuscitado tem algo de misterioso: entra por portas fechadas e vai onde quer. É realmente uma nova criação, em que também a matéria é redimida. Saberemos como é isso no dia da nossa ressurreição, porque, por Jesus, também nós ressuscitaremos no último dia, num corpo glorioso (1Cor 15,43-44).
São João fez questão de contar como Tomé teve de ter a certeza palpável da ressurreição, contra a heresia de que o Senhor não teria ressuscitado corporalmente, mas “espiritualmente” ou “na experiência subjetiva dos Apóstolos”. O que a fé apostólica nos transmitiu foi que o Senhor ressuscitou verdadeiramente, em carne e ossos (Lc 24,39). Também é citada por duas vezes a chaga do lado aberto de Jesus, como prova de que Ele também morreu verdadeiramente.
Nesta manifestação aos discípulos, Jesus dá a eles, além da prova da ressurreição, a missão e o poder sobre a Igreja, fundada por Ele, quando do seu lado aberto na cruz jorrou sangue e água, prefigurando o Batismo, pelo qual somos incorporados a Ele, e a Eucaristia, pela qual participamos do seu Corpo Glorioso. As palavras “como o Pai me enviou, Eu vos envio” e o gesto de soprar sobre eles o Espírito, também é sinal dessa realidade nova que é a Igreja de Jesus Cristo fundada sobre o fundamento dos Apóstolos.
No relato da criação, o Espírito pairava sobre as águas (Gn 1,2). O Espírito agora paira sobre a Igreja. A Ela foi dado o poder de perdoar pecados (Jo 20,23), enviada a anunciar a misericórdia de Deus a todos os povos (Mt 28,19). É feliz quem crê no testemunho dos Apóstolos: “Vimos o Senhor” (Jo 20,25), porque “felizes aqueles que creem sem ter visto!” (Jo 20,29). Assim acontecia na primeira geração de cristãos: ouviam e presenciavam os sinais e maravilhas realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos (At 5,12). À sombra de Pedro sentiam a força de Cristo (At 5,15).
Hoje, a Igreja de Cristo continua sendo guiada pelos Apóstolos, sob a autoridade de Pedro. A este foi dada especial autoridade pelo próprio Cristo, pelo tríplice “Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21,15-17), pela promessa “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18), e pela entrega das “chaves do Reino dos céus” (Mt 16,19), isto é, autoridade total no que toca à fé cristã. Por tudo isto é que mesmo em meio às tormentas, perseguições e calúnias, a Igreja é sempre vitoriosa, porque não são os membros pecadores que prevalecem, mas a Cabeça toda Santa que é o próprio Cristo. E eis que Ele está conosco, membros de sua Igreja una, católica e apostólica, “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20).