quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Nov/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
Multiplique e distribua na sua comunidade!


Memento II- 23. Nov/2010 - Solenidade de Todos os Santos; Ano Litúrgico: As festas dos santos; Lendas Litúrgicas 18; glossário: casula, alva; A lei litúrgica não mata.

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Out/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
Multiplique e distribua na sua comunidade!


Memento II- 22. Out/2010 - A construção da comunhão eclesial é a chave da missão; Ano Litúrgico: Exercícios de piedade, Domingo e Festas do Senhor; Lendas litúrgicas 17; glossário: genuflexão; A beleza e o Sagrado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A vida futura

Havia dois gêmeos, um menino e uma menina, tão inteligentes e precoces que, mesmo no útero materno, já conversavam entre si.
A menina perguntava ao irmão: “Pra você, haverá vida após o nascimento?”.
Ele respondia: “Não seja ridícula. O que faz você pensar que exista algo fora desse espaço estreito e escuro em que nos encontramos?
A menina, criando coragem, insistia: “Talvez haja uma mãe, alguém que nos colocou aqui e que vai cuidar de nós.”
Ele disse: “Você vê alguma mãe em algum lugar? O que você vê é tudo que existe”.
Ela de novo: “Mas você não sente, às vezes, uma pressão no peito que aumenta dia a dia e nos impele para frente?”.
“Pensando bem, ele respondeu, é verdade, sinto isso o tempo todo”.
“Veja, concluiu, triunfante, a irmã mais nova, essa dor não pode ser para nada. Eu acho que está nos preparando para algo maior do que este pequeno espaço”.

Pe. Raniero Cantalamessa, segunda pregação do Advento 2010.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

“O próprio Senhor vos dará um sinal”

Reflexão para o 4º Domingo do Advento

Mt 1,21: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.” (Veja também: 1ª leitura: Is 7,10-14; Salmo 23; leitura: Rm 1,1-7; Evangelho: Mt 1,18-24).

“O próprio Senhor vos dará um sinal”
O povo espera, mas muitas vezes desanima. Não sabe mais o que esperar. É preciso vozes proféticas que mostrem sinais de que Deus não se esquece de seu povo.
Do último Domingo do Advento aprendemos que Deus mesmo dá seus sinais e que não esquece suas promessas. Quando o povo espera um Messias, um libertador, Deus promete algo mais, o próprio Emmanuel, Deus no meio dos seus, que traz a libertação definitiva, a salvação. E Ele vai ao seio da humanidade, tornando-se também homem, por meio de uma mulher, virgem.
O mistério que celebramos no Natal é exercício daquela mesma fé que moveram Maria e José a fazerem a vontade de Deus. Aparecem-nos muitos motivos para não acreditar ou desviar nosso olhar dos sinais de Deus. A pureza e justiça de Maria e José permitiram que vissem além de sua boa fama e deram lugar ao verdadeiro Protagonista da história da salvação.
Deus não se impõe, quer ser aceito. E neste caso significa O considerar no seu devido lugar de Deus que se manifesta em nós, com a nossa colaboração. Assim como Paulo, pela participação no mistério de Cristo somos vocacionados ao apostolado “a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu Nome. Entre esses povos estais também vós...” (Rm 1,5s)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cresce o índice de confiança na Igreja, segundo FGV

A Igreja Católica ocupa a 2ª posição no ranking de confiança da população brasileira nas instituições. O número faz parte do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), produzido pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (Direito GV), referente ao 3º trimestre do ano (jul-set).

Segundo a pesquisa espontânea, 54% das pessoas entrevistadas consideraram a Igreja uma instituição confiável, atrás apenas das Forças Armadas, que obteve 66% de confiabilidade.

No 2º trimestre (abr-jun), a Igreja ocupava a sétima posição, com 34%.



Para Luciana Gross Cunha, professora da Escola de Direito da FGV-SP e coordenadora do ICJ Brasil, podem ter pesado para o aumento do índice tanto a controvérsia sobre o aborto travada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais quanto a baixa da confiança nos três meses anteriores por causa das acusações de pedofilia contra padres. A próxima pesquisa deverá confirmar os dados.


Fontes:
 Diário Catarinense, Estadão, Portal Canção Nova, FGV

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja

Apresentamos a Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja

Todos recordam que que há dois anos, de 5 a 26 de outubro de 2008, los bispos de todo o mundo se reuniram, convocados pelo Santo Padre, para dialogar acerca da Palavra de Deus na vida e missão da Igreja.
Agora, em 11 de novembro de 2010, o Papa publicou a Exortação apostólica Verbum Domini, na qual nos dá a conhecer as conclusões daquela reunião.
É um documento precioso que nenhum católico pode deixar de ler, no que o Papa nos exorta em cada parágrafo a ter cada vez mais familiaridade com a Sagrada Escritura e tomá-la sempre em conta em nossa vida ordinária de homens e cristãos.

A exortação consta de três partes:

PRIMEIRA PARTE

A primeira parte é intitulada Verbum Dei e o Papa fala sobre o papel de Deus, o Pai, como fonte e origem da palavra.

Está dividida em três capítulos:

1."O Deus que fala" Trata da "vontade de Deus para abrir e manter um diálogo com os seres humanos, em que Deus toma a iniciativa e se revela de várias maneiras".

2. "A resposta do homem ao Deus que fala" Trata de como "o homem é chamado a entrar na aliança com seu Deus que ouve e responde às suas perguntas. Um Deus que fala, o homem responde com a fé.".

3. "A hermenêutica das Sagradas Escrituras na Igreja". Trata da interpretação correta da Sagrada Escritura (hermenêutica) que exige a complementariedade dos sentidos literal e espiritual, uma harmonia entre fé e razão.

SEGUNDA PARTE

A segunda parte é intitulada "Verbum in Ecclesia" e consiste em três capítulos:

1. "A Palavra de Deus e a Igreja", fala que "graças à Palavra de Deus e à ação sacramental, Jesus Cristo é contemporâneo aos homens na vida da Igreja. "

2. "A Liturgia, lugar privilegiado da Palavra de Deus" fala do "nexo vital entre as Escrituras e os sacramentos, especialmente da Eucaristia." A importância do lecionário, a leitura e a homilia.

3. "A Palavra de Deus na vida da Igreja", aqui é o lugar onde o Papa fala da "importância da formação bíblica dos cristãos, a Bíblia Sagrada na pastoral, na catequese, nos grandes encontros eclesiais, e em relação com as vocações."

TERCEIRA PARTE

A terceira parte, intitulada "Verbum mundo", fala do dever de todos os cristãos de proclamar a Palavra de Deus no mundo em que vivemos e trabalhamos. Composta por quatro capítulos:

1. "A missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo", fala de como a Igreja está orientada para proclamar o Evangelho àqueles que não conhecem a Jesus Cristo, mas também aqueles que foram batizados, mas que precisam de uma nova evangelização .

2. "Palavra de Deus e compromisso com o mundo", o Papa recorda que os cristãos são chamados a servir a Deus nos menores dos irmãos.

3. "A Palavra de Deus e as culturas". O Papa expressou sua esperança de que a Bíblia seja mais conhecida nas escolas e universidades e que os meios de comunicação social usem todas as possibilidades técnicas para sua difusão.

4. "Palavra de Deus e o diálogo inter-religioso" O Papa dá algumas indicações úteis sobre o diálogo entre cristãos e pessoas de outras religiões não-cristãs.

Não faltam no documento indicações e sugestões muito práticas, como por exemplo, que todas as famílias tenham uma Bíblia em casa e que possam ler e rezar com ela.

Autor: Lucrecia Rego de Planas | Fuente: Catholic.net
Tradução: Márcio Carvalho
Documento completo: vatican.va

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Alegrai-vos pois o fim está próximo

Reflexão para o 33 Domingo do Tempo Comum
Primeira leitura - Ml 3,19-20a; Segunda leitura - 2Ts 3,7-12; Salmo - Sl 97;Evangelho - Lc 21,5-19.

Os três últimos domingos que encerram o ano litúrgico vem relatando a última viagem de Jesus a Jerusalém, onde haveria de morrer. O discurso, porém, é sobre os nossos últimos dias.
“Tudo será destruído”, é a advertência de Jesus neste texto de Lucas. Diante da tendência de algumas épocas ou grupos de ver nas guerras, calamidades e perseguições o indício de um fim muito próximo, hoje ouvimos: “É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. Grande perseguição à Igreja foi prenunciada. Em última análise, a perseguição é ao próprio Cristo: “Todos vos odiarão por causa do meu nome.” Àqueles que permanecerem fiéis a esse Nome será certa a vida, não esta que passa, mas a futura.
Se o fim dos tempos anunciado pelo Cristo e ensinado pela Igreja não pode ser previsto, o fim de cada indivíduo é certo e vem em breve. São Paulo adverte que isso não é motivo de para quietismo ou ociosidade, mas todos devem trabalhar e cooperar com a graça divina. A caridade cristã não permite a acomodação e a resignação passiva, nem o extremo oposto do pietismo, que pretende comprar a salvação por meio das muitas obras.
O fim dos tempos, tanto no plano individual quanto no universal, é motivo de esperança e alegria, conforme o salmista: “Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade”. Porque Deus é justo, e sua justiça é a misericórdia.