domingo, 18 de setembro de 2011
Catechesi Tradendae - resumo esquemático
sábado, 17 de setembro de 2011
Limite da responsabilidade dos bispos sobre os presbíteros
Cf. Nota explicativa do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, de 12 de fevereiro de 2004, sobre os limites de responsabilidade canônica do bispo diocesano em relação aos presbíteros incardinados em sua diocese.
Entre o bispo diocesano e seus presbíteros existe uma comunhão no Sacramento da Ordem, pelo qual ambos participam do único sacerdócio de Cristo. Do ponto de vista jurídico, essa relação não pode ser reduzida à relação de subordinação hierárquica nem à relação de emprego.
A subordinação do presbítero ao bispo diocesano se limita ao âmbito do exercício do ministério próprio dos presbíteros. Estes gozam de legítima iniciativa e de uma justa autonomia. A obediência hierárquica assumida pelos presbíteros está vinculada com a diocese, não com a pessoa física do bispo.
O bispo tem o dever do cuidado e da vigilância sobre os presbíteros, somente no âmbitos dos deveres gerais do estado próprio e do ministério dos presbíteros. Cabe ainda ao bispo conferir um ofício ou ministério ao presbítero. O responsável direto por esse ofício, porém, é seu titular, não aquele que o conferiu.
O presbítero responde pessoalmente por seus atos, não podendo o bispo ser considerado responsável pela vida privada dos presbíteros. O bispo poderá eventualmente ser responsabilizado somente nas condições de negligência das normas canônicas e se não tomar as devidas providências quando do conhecimentos de atos irregulares.
"Preciosidades" de Lutero
Carta aos Príncipes da Saxônia sobre o Espírito Revoltoso
A carta é um alerta de Lutero aos príncipes contra as consequências de uma possível revolta iniciada em Allstedt. Considera-se servidor da palavra de Deus e seus opositores, do diabo. Este está em constante luta contra a palavra de Deus desde os primórdios: primeiro através dos judeus e gentios, depois pelos hereges e seitas e, por último, pelo papa, o “derradeiro e mais poderoso anticristo”.
O diabo fez seu ninho em Allstedt; lá que dizem (arrogantemente, segundo Lutero) ouvir o próprio Deus. Lutero, por sua vez, tem o espírito certo [modesto, não?], embora pobre pecador.
Lutero alerta e pede ao príncipe que se antecipe à rebelião e faça uso da “espada confiada”, se necessário. Concede que os deixe pregar livremente para que a palavra de Deus continue em luta.
Posicionamento do Dr. Martinho Lutero sobre o Livrinho Contra os Camponeses Assaltantes e Assassinos
Lutero havia aprovado e mandado a matança dos camponeses, por isso foi alvo de muitos comentários negativos. Em sua defesa, argumenta que o rebelde quer atacar e suprimir a autoridade e é dever dos súditos proteger seu cabeça para preservar a autoridade. Após admoestação e orientação, o rebelde insistente deve ser deixado na inclemência.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Aceitar e transformar a vida
Reflexão para o 22º Domingo do Tempo Comum - Ano A
Márcio Carvalho da Silva
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Os cantos da tradição
Os cantos gregorianos mais simples que os fiéis são convidados a aprender e cantar segundo a intenção da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Sagrada Liturgia
CD e Pdf área download
"A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar."
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Verdadeiro alento aos que se acham desolados com a Igreja
Apesar do estranho título, quero basear minha reflexão no artigo publicado no Correio do Brasil de 15/08/2011, online. Este quer dar a entender que a Igreja Católica está "num inverno rigoroso", isto é, sem verdadeiros fiéis com "políticas" que favorecem uma emigração na Igreja. Conclui que o cristianismo deve ser um "caminho espiritual" apesar da(s) Igreja(s).
O foco do ataque é o atual Papa Bento XVI. E não é para menos.
Há quem queira pensar um cristianismo sem a Igreja ou uma fé desinstitucionalizada. Bento XVI, comprometido com a verdade, vai na direção contrária.
A Igreja não é uma instituição humana burocrática que surgiu para tirar proveito da mensagem de Jesus. Ela é o instrumento deixado pelo próprio Cristo para perpetuar sua mensagem e levar a salvação aos homens de todos os tempos. Se as milhares de seitas cristãs, hoje existentes graças a negação da Igreja ocorrida no século XVI, fazem mau uso do termo Igreja e de toda a mensagem de Cristo, resta negar-lhes o título de Igreja. Isso não é ir contra o ecumenismo, como afirmou o artigo, mas é favorecer a verdade.
Jesus não veio "anunciar um sonho", mas tornar realidade o sonho do Pai: reconciliar o mundo consigo. O instrumento escolhido foi o próprio Filho, que deixa o seio da Trindade eterna para se fazer frágil, humano. Inaugurou assim o Reino de Deus, dos Céus, ao qual se adere aceitando esse presente do Pai e vivendo como Ele viveu. Não podendo obrigar a todos a essa salvação deixou a administração do precioso depósito da fé aos seus amigos especialmente preparados, os Apóstolos (= enviados).
| Queiram ou não, o Papa é ouvido por milhões. |
O articulista objeta também que o movimento de Cristo é anterior aos evangelhos. De fato, a redação dos evangelhos está entre os anos 70 e 100. Os escritos paulinos são mais antigos, a partir de 50. Ora, tendo o Senhor morrido nos anos 30, tais escritos são mais que provas cabais da realidade institucional da Igreja, pois neles se encontram sua fundação e estruturação. A Igreja não é um movimento paralelo ao cristianismo, mas sua realidade. Acreditar que o verdadeiro cristianismo corre em separado da Igreja é desacreditar na mensagem de Jesus compilada nos evangelhos e transmitidas pela tradição da mesma Igreja. O autor até tenta citar os textos dos Atos dos Apóstolos pra dizer deste cristianismo marginal, mas cai assim em contradição, pois o Novo Testamento foi todo escrito e compilado pela Igreja Apostólica. Cristãos não são outros que os membros da Igreja de Cristo.
Se não houvesse Igreja Católica, não haveria Novo Testamento e nem cristãos. A Igreja é consequência e legado de Jesus.
O verdadeiro alento a quem se sente sozinho na Igreja ou fora dela, a quem se sente triste com a Igreja ou sem Ela, é que Jesus fundou a sua única Igreja e não a deixou desamparada. Quando incumbiu a Pedro de continuar sua obra, dotou a ele e à Igreja enquanto instituição da assistência divina. A Igreja é obra de Deus e não pode uma obra de Deus falhar. Só o Espírito de Deus faz perdurar uma obra que traz em si tantos homens pecadores.
De resto, o artigo se baseia em vários preconceitos contra o papa, arraigados na mente dos inimigos da Igreja, amigos das próprias vontades e convicções. Bento XVI não introduziu a Missa em latim, ela sempre existiu e nunca foi proibida; a reconciliação com os cismáticos é um dever de caridade que não abriu mão da verdade; ninguém fez mais pelo combate ao crime da pedofilia que Ratzinger; ninguém entende melhor a questão da AIDS que a Igreja.
Quem está interessado em "performances mediáticas"? A Igreja que defende a verdade mesmo contra a maioria ou um pretenso-iluminado-brasileiro-revoltado-que-quer-ensinar-o-papa-a-rezar?
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Uma multidão com fome
Reflexão para o 18º Domingo do Tempo Comum
