quarta-feira, 29 de maio de 2013
Uma mulher na origem do “Corpus Christi”
domingo, 19 de maio de 2013
Pentecostes: solene início da Igreja
“Se Adão foi figura de Cristo, o sono de Adão foi também figura do sono de Cristo, dormindo na morte sobre a Cruz, para que, pela abertura do seu lado, se formasse a verdadeira mãe dos vivos, isto é a Igreja” (Tertuliano).
"A lança do soldado abriu o lado de Cristo e foi neste momento que, de seu lado aberto, Cristo construiu a Igreja, como outrora a primeira mãe, Eva, foi formada de Adão. Por isso, Paulo escreve: somos de sua carne e de seus ossos. Com isso quer referir-se ao lado ferido de Jesus. Como Deus tomou a costela do lado de Adão, e dela fez a mulher, assim Cristo nos dá água e sangue do lado ferido, e disso forma a Igreja. Lá, nas origens, temos o sono de Adão, aqui o sono da morte de Jesus” (São João Crisótomo).
“Adão dorme para que nasça Eva. Cristo morre para que nasça a Igreja. Enquanto Adão dorme, Eva se forma do seu lado. Quando Cristo acaba de morrer, seu lado é aberto por uma lança, para que dali corram os sacramentos para formar a Igreja”.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Formação Católica Online: Curso de Cultura Mariológica
Formação Católica Online: Curso de Cultura Mariológica: O « Curso de Cultura Mariológica I » (CCM) visa dar continuidade ao « Curso Básico de Mariologia » incentivando a cultura e constante f...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Manifesto Pelo Novo Movimento Litúrgico
terça-feira, 2 de abril de 2013
Formação Católica Online: Curso de Iniciação Teológica - 6ª turma!
Formação Católica Online: Curso de Iniciação Teológica - 6ª turma!: O Curso de Iniciação Teológica pretende dar uma visão geral dos tratados da Teologia, fornecendo ao aluno subsídios para posterior aprofu...
domingo, 31 de março de 2013
Inabitação da Trindade: Deus em nós
In-habitação: é a morada de Deus dentro de nós.
É uma
linguagem e uma realidade espiritual, não que possamos dizer que Deus
está aqui, "sentado no meu pulmão, escorado no meu coração".
É uma ação atribuída ao Espírito Santo, mas sabemos que a ação de uma das Pessoas é ação dos Três.
Deixemos que a Igreja explique:
"A inabitação do Espírito Santo
78. Certamente não desconhecemos quão difícil de entender e de explicar é esta doutrina da nossa união com o divino Redentor, e especialmente da habitação do Espírito Santo nas almas, pelos véus do mistério que a recatam e tornam obscura à investigação da fraca inteligência humana. Mas sabemos também que da investigação bem feita e persistente e do conflito e concurso das várias opiniões, se a investigação for orientada pelo amor da verdade e pela devida submissão à Igreja, brotam faíscas e se acendem luzes com que, mesmo neste gênero de ciências sagradas, se pode obter verdadeiro progresso. Por isso não censuramos os que, por diversos caminhos, se esforçam por atingir e quanto possível declarar este tão sublime mistério da nossa admirável união com Cristo. Uma coisa, porém, devem todos ter por certa e indubitável, se não querem desviar-se da verdadeira doutrina e do reto magistério da Igreja: rejeitar toda a explicação desta mística união que pretenda elevar os fiéis tanto acima da ordem criada, que cheguem a invadir a divina, a ponto de se atribuir em sentido próprio um só que seja dos atributos de Deus. Retenham também firmemente aquele outro princípio certíssimo, que nestas matérias é comum à SS. Trindade tudo o que se refere e enquanto se refere a Deus como suprema causa eficiente.
79. Note-se também que se trata de um mistério recôndito, que neste exílio terrestre nunca se poderá completamente desvendar ou compreender nem explicar em linguagem humana. Diz-se que as Pessoas divinas habitam na criatura inteligente enquanto presentes nela de modo imperscrutável, dela são atingidas por via de conhecimento e amor, (53) de modo porém absolutamente íntimo e singular, que transcende a natureza humana. Para formarmos disto uma idéia ao menos aproximativa, não devemos descurar o caminho e método que o Concílio Vaticano tanto recomenda nestas matérias, para obter luz com que se possa vislumbrar alguma coisa dos divinos arcanos, isto é, a comparação dos mistérios entre si e com o bem supremo a que se dirigem. E é assim que Nosso sapientíssimo Predecessor de feliz memória Leão XIII, tratando desta nossa união com Cristo e da habitação do Espírito Paráclito em nós, muito oportunamente fixa os olhos na visão beatífica, que um dia no céu completará e consumará esta união mística. "Esta admirável união, diz ele, que com termo próprio se chama "inabitação", difere apenas daquela com que Deus no céu abraça e beatifica os bem-aventurados, só pela nossa condição (de viajores na terra)".(55) Naquela visão poderemos com os olhos do Espírito, elevados pelo lume da glória, contemplar de modo inefável o Pai, o Filho e o Divino Espírito, assistir de perto por toda a eternidade às processões das divinas Pessoas e gozar de uma bem-aventurança semelhantíssima àquela que faz bem-aventurada a santíssima e indivisível Trindade."
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_20030417_eccl-de-euch_po.html22. A incorporação em Cristo, realizada pelo Baptismo, renova-se e consolida-se continuamente através da participação no sacrifício eucarístico, sobretudo na sua forma plena que é a comunhão sacramental. Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Ele intensifica a sua amizade connosco: « Chamei-vos amigos » (Jo 15, 14). Mais ainda, nós vivemos por Ele: « O que Me come viverá por Mim » (Jo 6, 57). Na comunhão eucarística, realiza-se de modo sublime a inabitação mútua de Cristo e do discípulo: « Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós » (Jo 15, 4).
sábado, 30 de março de 2013
A consciência humana e divina de Jesus
É um campo em que cabem muitas opiniões, porque não é um tema essencial para a fé e a salvação das almas saber o modus operandi da mente de Jesus, porém temos que ter o cuidado de não afetar o essencial de sua mensagem.
Em
resumo da questão, eu diria que Jesus tinha plena consciência de si e
de sua missão, incluindo vários aspectos do futuro, em virtude daquilo
que Ele "viu do Pai", da sua união hipostática. A consciência, porém,
não precisa ser absoluta e imediata, mas progressiva e somente naquilo
que era necessário.
O que a Igreja já formulou a respeito, são as quatro proposições seguintes. Estão no documento, em espanhol: A consciência que Jesus tinha de si mesmo e de sua missão. No texto completo há mais comentários.
1
- La vida de Jesús testifica la conciencia de su relación filial al
Padre. Su comportamiento y sus palabras, que son las del «servidor»
perfecto, implican una autoridad que supera la de los antiguos profetas y
que corresponde sólo a Dios. Jesús tomaba esta autoridad incomparable
de su relación singular a Dios, a quien él llama «mi Padre». Tenía
conciencia de ser el Hijo único de Dios y, en este sentido, de ser, él
mismo, Dios.
2 - Jesús conocía el fin de su misión: anunciar
el Reino de Dios y hacerlo presente en su persona, sus actos y sus
palabras, para que el mundo sea reconciliado con Dios y renovado. Ha
aceptado libremente la voluntad del Padre: dar su vida para la salvación
de todos los hombres; se sabía enviado por el Padre para servir y para
dar su vida «por la muchedumbre» (Mc 14, 24).
3 - Para
realizar su misión salvífica, Jesús ha querido reunir a los hombres en
orden al Reino y convocarlos en torno a sí. En orden a este designio,
Jesús ha realizado actos concretos, cuya única interpretación posible,
tomados en su conjunto, es la preparación de la Iglesia que será
definitivamente constituida en los acontecimientos de Pascua y
Pentecostés. Es, por tanto, necesario decir que Jesús ha querido fundar
la Iglesia.
4 - La conciencia que tiene Cristo de ser enviado
por el Padre para la salvación del mundo y para la convocación de todos
los hombres en el pueblo de Dios implica, misteriosamente, el amor de
todos los hombres, de manera que todos podemos decir que «el Hijo de
Dios me ha amado y se ha entregado por mí» (Gál 2, 20).
Também convido-os a ler o comentário da mesma Comissão Teológica Internacional na notificação sobre as obras de Jon Sobrino, da teologia da libertação, no item V. A auto-consciência de Jesus Cristo, n. 8.
Não é possível separar, sem perigo de cair nas velhas heresias citadas
no nosso material, o que seria da natureza humana e o que seria da
natureza divina em Jesus. A consciência de Jesus, segundo os documentos
citados acima, é consequência de sua divindade:
"A consciência filial e messiânica de Jesus é a consequência directa da sua ontologia de Filho de Deus feito homem. "Lembro-me também da sua agonia: "Pai, afasta de mim esse cálice", e antes ainda:
"Jesus, o Filho de Deus feito carne, tem um conhecimento íntimo e imediato do seu Pai, uma “visão” que certamente vai para além da fé. A união hipostática e a sua missão de revelação e redenção requerem a visão do Pai e o conhecimento do seu plano de salvação. "
“Os seus olhos [os de Jesus] permanecem fixos no Pai. Precisamente pelo conhecimento e experiência que só Ele tem de Deus, mesmo neste momento de obscuridade Jesus vê claramente a gravidade do pecado e isso mesmo fá-l’O sofrer."
“Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar"
Jesus atribui à sua morte um significado em ordem à salvação; de modo especial Mc 10,45 (Mt 20,28): “o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e a dar a vida como resgate de muitos”; e as palavras da instituição da Eucaristia: “Este é o meu sangue da aliança, que será derramado por muitos”
Mc 8,31-33 (cf. Mt 16,21-28), em algum lugar perto de Cesareia de Filipe, após a confissão de Pedro. “Então começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muitas coisas, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse”Com o método histórico-crítico e, pior, ligado à teologia da libertação, essas e outras passagens foram destituídas de valor real, mas seriam reconstruções. A Notificação citada diz, simplesmente, sobre isso: "Os dados neo-testamentários são substituídos por uma hipotética reconstrução histórica, que é errada."
Mc 9,30-32: “O Filho do homem será entregue às mãos dos homens, e tirar-lhe-ão a vida; e depois de morto, ressurgirá ao terceiro dia. Mas eles não compreendiam estas palavras, e temiam interrogá-lo.”
Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze, e em caminho lhes disse: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado, e ao terceiro dia ressuscitará. (Mt 20,17-19).
Se negarmos a consciência de Jesus do seu sofrimento, podemos negar o caráter de dom e de sacrifício de sua morte. Como disse antes, pode-se admitir um crescimento nessa consciência divina, mas nunca para depois do início de sua missão pública. Isso explica também o porque do seu escondimento e fuga daqueles que já no início queriam fazê-lo rei.

