A Celebração que encerra o ano litúrgico apresenta a consumação do Reino de Deus: o Filho, Bom Pastor, reunirá os homens de todas as nações e de todos os tempos a fim de revelar suas obras. Quem vive pelo irmão, e em obediência e despojamento tal como Jesus, que venceu e foi exaltado justamente por ter obedecido humildemente ao Pai até a morte, esse participará da mesma glória do Filho, à direita do Pai, no Reino definitivo, preparado desde todos os tempos para ser a consumação da História.
Nesse sentido, o Reino não está presente em sua plenitude neste mundo. Isto não nos permite descuidar de sua construção. Ele é preparado neste mundo pelo amor desinteressado principalmente ao menor dos irmãos, imagem do Cristo humilde, que não busca poder terreno, mas espera que o Pai cumpra toda a justiça. De fato, a fé no Juízo Final é esperança para os cristãos que confiam no Rei e Juiz Misericordioso, e sabem que a injustiça do mundo não pode ser a última palavra sobre a História.domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
A Doutrina da justificação
Sobre a DECLARAÇÃO CONJUNTA SOBRE A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO ENTRE A IGREJA CATÓLICA E A FEDERAÇÃO LUTERANA MUNDIAL (31 de Outubro de 1999). Disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/documents/rc_pc_chrstuni_doc_31101999_cath-luth-joint-declaration_po.html.
A Declaração conjunta católico-luterana é um resumo dos resultados dos diálogos sobre a justificação ocorridos ao longo do século XX. Representa o que há de comum na compreensão da justificação pela graça de Deus na fé em Cristo, baseado principalmente na Sagrada Escritura.
Já no Antigo Testamento aparece o tema do pecado e da desobediência e da justiça de Deus. O Novo Testamento trata da justificação como o dom da salvação, libertação, reconciliação e paz com Deus e vida nova em Cristo. A justificação é dom de Deus recebido mediante a fé e que se desenvolve mediante as obras.
A concordância católico-luterana abarca um consenso nas verdades básicas e em desdobramentos distintos.
É fé comum que a justificação é obra do Deus uno e trino e que o Filho, por sua encarnação, morte e ressurreição, é a nossa justiça. Somente por graça, na fé na obra salvífica de Cristo, somos justificados e assim capacitados e chamados para as boas obras.
| Fé comum | Desdobramento católico | Desdobramento luterano |
| O ser humano depende completamente da graça salvadora de Deus. | Por efeito da graça, o ser humano coopera no preparo e na aceitação da justificação. | O ser humano é incapaz de cooperar em sua salvação, porque como pecador ele resiste a Deus. |
| Deus perdoa, por graça, o pecado. | Ao crente é presenteada a renovação da pessoa interior pelo recebimento da graça. | A vida do pecador é renovada somente em união com Cristo e a justificação é livre de cooperação humana e independente da renovação de vida. |
| O pecador é justificado pela fé. Essa fé atua pelo amor. | O ser humano é justificado pela fé, através do batismo. Recebe de Cristo a fé, esperança e amor, que permanecem dependentes da graça. | Deus justifica o pecador somente na fé. A renovação da conduta de vida é distinta mas não separada da justificação. |
| A pessoa justificada permanece dependente da graça de Deus, chamada constantemente à conversão. | A graça apaga todo pecado, mas permanece a concupiscência, que não é um pecado mas inclinação. A pessoa pode se separar voluntariamente de Deus, necessitando do perdão pelo sacramento da reconciliação. | O cristão é ao mesmo tempo justo e pecador, mas após a justificação não está mais separada de Deus. |
| O ser humano é justificado na fé no evangelho independentemente de obras da lei. | A pessoa justificada é obrigada a observar os mandamentos de Deus. | A lei é exigência e acusação; põe a descoberto o pecado para que a pessoa se volte para a misericórdia de Deus em Cristo. |
| Os crentes podem confiar na misericórdia de Deus e ter a certeza da graça. | Não duvidar da misericórdia de Deus, mas se preocupar com a salvação, por causa das fraquezas e insuficiências. | Confiar somente em Cristo e ter a certeza de sua salvação. |
| As boas obras são frutos da justificação. | As boas obras contribuem para o crescimento na graça; a justiça é conservada e a comunhão com Cristo aprofundada. Essas obras terão recompensa no Céu. | A participação na justiça de Cristo sempre é perfeita, mas seu efeito pode crescer. A vida eterna é galardão imerecido. |
Existe, pois, um consenso nas verdades básicas. As diferenças permanecem na terminologia, na articulação teológica e na ênfase da compreensão. Alguns dos desdobramentos são excludentes entre si, apesar de não serem contrários à verdade básica explicitada nesta declaração, que, no geral, não resolve as diferenças, mas acentua as semelhanças, por mínimas que sejam.
sábado, 9 de agosto de 2008
Bíblia, Palavra de Deus e Igreja
A Bíblia é a Palavra de Deus! – canta-se em nossas igrejas. Mas deveríamos entender: a bíblia (mas não só ela) manifesta a Palavra de Deus.
O homem pode, somente com sua razão natural, chegar a reconhecer Deus. De fato, muitos filósofos admitiram a necessidade e existência de um ser absoluto, eterno, causa e fim de tudo que existe. Mas uma compreensão mais fácil e sem erro desse Ser se dá somente com sua auto-revelação. Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). A Palavra eterna de Deus se encarna e nos dá a conhecer a plenitude do mistério divino.
O Verbo eterno entrou no tempo (Jesus) e comunicou a vida íntima de Deus aos homens daquele tempo, deixando o mandato do ensino: àqueles que escolheu prometeu assistência infalível do seu próprio Espírito, para que todos os povos participassem dessa revelação. Esse grupo, inicialmente os doze apóstolos liderados por Pedro, depois seus sucessores, se tornam o critério da verdade.
Posterior no tempo, mas tão importante quanto essa Sagrada Tradição Apostólica, é a Sagrada Escritura. Deve-se ter em mente que o que está escrito é o que era pregado. A palavra é anterior à escrita. O Antigo Testamento foi escrito durante aproximadamente mil anos, terminado por volta de dois séculos antes de Cristo. O Novo Testamento começou a ser escrito por volta do ano 50 depois de Cristo (duas décadas depois de sua pregação!) e só terminou por volta do ano 100. Muitos outros escritos haviam por esse tempo que não entraram no conjunto do que conhecemos hoje como Bíblia.
Para a escolha dos livros do Antigo Testamento, que é patrimônio também dos judeus, houve duas tradições. Os judeus de Alexandria, colônia grega no Egito, por volta do ano 200 a.C. escolheram 46 livros, dentre os quais 39 escritos originalmente em hebraico, que foram traduzidos para o grego. Essa versão é conhecida como Septuaginta ou “tradução dos Setenta” ou simplesmente “LXX”, referência aos setenta sábios que teriam feito a tradução para o grego. A segunda tradição é de apenas 39 livros. Judeus nacionalistas reunidos em Jamnia por volta do ano 100 d.C. rejeitaram os livros escritos em grego (1 e 2 Macabeus, Judite, Tobias, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc e trechos de Daniel e Ester).
Já os Apóstolos utilizavam a versão grega em suas pregações. Aliás, todo o Novo Testamento foi escrito em grego. Desse modo compreende-se que a Igreja Católica tenha assimilado os 46 livros do Antigo Testamento.
Também houve controvérsias na escolha dos livros do Novo Testamento. Os livros de Tiago, Hebreus, Apocalipse, 2 Pedro, 2 e 3 João e Judas foram questionados por muito tempo. Aos poucos as próprias comunidades iam rejeitando alguns escritos, que hoje conhecemos como apócrifos. A definição do elenco dos atuais livros da nossa bíblia veio primeiramente por meio de Concílios Regionais como o de Roma (382 d.C), Hipona I (393 d.C), Cartago III (397 d.C). Uma definição universal veio no Concílio Ecumênico de Florença em 1442, reiterado em 1545 no Concílio de Trento, contra a Reforma Protestante que adotou somente 39 livros do Antigo Testamento.
Assim, a Bíblia como a conhecemos é fruto da Igreja Católica, da Tradição Apostólica. Ambas – Sagrada Escrita e Sagrada Tradição – estão a serviço da Palavra de Deus. A Bíblia, sem a devida e autêntica interpretação da Tradição que a criou, pode se tornar letra morta.
Cf. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina. 1965. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Evolução da Lei do Amor
Também se observa avanço na forma de tratar a ofensa: não só pelo ato em si, mas pela intenção. O homicídio premeditado cairia na lei do talião, vida por vida. O homicida involuntário, acidental, deveria ser protegido do "vingador de sangue", podendo até se refugiar no santuário.
Como em todo o Pentateuco, essa lei também, a seu modo, quer garantir a vida. A lei punitiva não tem função remediativa mas preventiva. O homem que cava um poço e não o tapa é responsável pelo que nele cair (Ex 21,34). Se alguém fizer uma fogueira no seu campo e o fogo se alastrar para o campo de outra pessoa, o causador do incêndio pagará todo o prejuízo (Ex 22,5). Ao longo do tempo as punições extremas vão se amenizando a ponto de serem substituídas por resgates ou pelo perdão.
O fato destas leis estarem inseridas na Lei do Sinai não pode ser interpretado como sendo leis "ditadas" diretamente por Deus. As leis do Sinai são anacrônicas se tomadas literalmente. Tratam de coisas que não existiam no deserto, "três meses depois da saída do Egito" (Ex 19,1), onde o texto é colocado, como campos, templos. A vida em sociedade exige que se conheça a autoridade. Então toda a lei é remetida a um momento primordial, fundante, a um patriarca e ao próprio Deus.
O ápice da evolução das leis bíblicas anti-violência se dá em Jesus, que no sermão da montanha desenvolve toda a Lei e os Profetas. "Ouviram o que foi dito aos antigos: Näo matarás. E ainda: Aquele que matar alguém terá de responder em julgamento. Mas eu digo-vos: Todo aquele que se irritar contra o seu semelhante terá de responder em julgamento; aquele que insultar o seu semelhante, chamando-lhe "imbecil", será julgado pelo tribunal; e aquele que lhe chamar "estúpido" merece ir para o fogo do inferno" (Mt 5,21s). Jesus, em sua Lei do Amor, eleva a crime a mínima ofensa: note-se o jogo de que quanto menor a ofensa, maior a pena.
"Ouviram o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Mas eu digo-vos: Näo resistam a quem vos fizer mal" (Mt 5,38-39). Jesus não ensina aqui a passividade frente ao mal, mas a extinguir o ciclo do mal, provocando no agressor a reflexão sobre a verdade: "Se disse alguma coisa de mal, mostra onde está o mal. Mas se o que eu disse está certo, por que é que me bates?" (Jo 18,23).
domingo, 8 de junho de 2008
Marcha da Maconha: legalização ou barbárie
Comentário ao artigo "Marcha da Maconha: legalização ou barbárie", publicada em 02/05/2008 às 19h04m (http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2008/05/02/marcha_da_maconha_legalizacao_ou_barbarie-427176164.asp) de Renato Cinco.
A falência da política de proibição de drogas é evidente, mas a política inversa não será solução definitiva, como bem reconhece o autor. Dizer que a legalização da maconha “fará desaparecer a principal fonte de financiamento do crime de rua e uma das principais fontes de corrupção das autoridades” é no mínimo inocente ignorância. É desconhecer que a maior movimentação financeira vem de drogas mais pesadas e que a legalização do comércio de um produto não significa que desaparecerão os meios ilegais de adquiri-lo.
Por trás do desejo de descriminização está a defesa de uma prática já realizada, não o desejo de um debate público. E ainda: passeatas não são nem de longe a melhor forma de discutir uma questão, principalmente se for polêmica. A passeata só mostra um lado da questão. Os debates sérios já acontecem há algum tempo e nunca foram proibidos.
Se juridicamente a defesa da descriminização não significa apologia ao ato defendido (no caso, quem defende a legalização da maconha não está necessariamente incentivando seu uso), não é assim para o espectador de uma tal passeata. Para uma criança ou adolescente mais vale uma bela passeata do que um debate fechado em meio político ou acadêmico. O direito à livre expressão não dá direito a defender qualquer coisa e de qualquer jeito.
domingo, 1 de junho de 2008
O mito como interpretação da realidade
Resumo de: CROATTO. José Severino. O mito como interpretação da realidade. Considerações sobre a função da linguagem de estrutura mítica no Pentateuco. In: RIBLA, n. 23. Petrópolis: Vozes, 1996, p. 16-22.
O Pentateuco é para Israel o relato das tradições fundantes, das experiências que dão sentido às práticas sociais e religiosas. Ele ajuda na compreensão da própria história e identidade do povo enquanto narra um tempo originário que garante o tempo presente.
Para essa importante tarefa, o mito é o recurso que melhor se adapta. No mito se recolhe o histórico e real e se lhe dá um novo significado, imaginando uma origem instauradora, de preferência de uma autoridade superior, quase sempre a divindade.
O que é narrado no mito certamente nunca aconteceu. O que é fato é uma interpretação de uma realidade dada no presente; aquilo a que o mito se refere, não o relato em si. O histórico do mito é interpretativo, não descritivo.
No Pentateuco, as experiências de sucessos dos hebreus são narradas como mito. As tradições do agora do povo também devem ter sua origem numa instância superior e primordial. O mito é também gerador de modelos divinos:
· A situação de um povo em situação de exílio e de diáspora, que esperam um futuro, é narrada como acontecimento salvífico carregado de símbolos, de teofanias reveladoras e de promessas aos patriarcas.
· Uma situação de pecado é narrada como a transgressão de um primeiro casal.
· A vingança de sangue, como prática preventiva, é originada e instituída por Deus no mito de Caim.
· A fundação e o desaparecimento da Babilônia imperial do agora de Israel é narrado no mito de Babel.
· A circuncisão, o sábado, o culto e todas as leis são remetidas a uma instauração divina no grande mito do Sinai, um momento impreciso mas primordial, original. O sábado é colocado mesmo no contexto da criação de Deus, como modelo a ser seguido: os homens fazem o que Deus fez.
Por fim, o mito é interpretador da história. A sucessão de fatos é re-significada com vistas a uma finalidade presente ou uma esperança futura. É fator encorajador principalmente na história religiosa de um povo.
domingo, 4 de maio de 2008
Ressurreição, Juízo Final e Juízo Particular
É opinião corrente nos meios teológicos que Juízo Final e Juízo Particular se darão em um só "momento", por ocasião da morte de cada um. O argumento usado é que o homem é ser inteiro, não podendo subsistir o corpo sem alma ou a alma sem o corpo, por um instante que seja. Logo a ressurreição do corpo se daria "no mesmo instante que a morte". Também é dito que para depois desta vida não há passagem de tempo; sendo assim seremos julgados todos ao mesmo tempo.
Tal não é o ensinamento da Igreja.
O Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – comenta sobre a Liturgia da Ascensão do Senhor: "Nosso verdadeiro céu é Cristo ressuscitado, com quem iremos encontrar-nos e formar um «corpo» depois de nossa ressurreição, e de modo provisório e imperfeito imediatamente depois da morte". A Congregação para a Doutrina da Fé já havia se pronunciado em Carta referente a algumas questões de Escatologia, aos 17 de maio de 1979, sobre alguns pontos:
- A Igreja entende a ressurreição do homem todo inteiro; esta não é outra coisa que a extensão da ressurreição de Cristo aos homens.
- A Igreja afirma a sobrevivência e subsistência após a morte de um elemento espiritual que prorroga a consciência e assegura que o "eu" humano subsista. Para designar este elemento, a Igreja emprega o termo "alma", consagrado pela Escritura e Tradição. Sem ignorar que o termo tem diversos sentidos na bíblia, não há razão séria para o rejeitar e considera um recurso de linguagem essencial para assegurar a fé dos cristãos.
- A Igreja, conforme a Escritura, espera a manifestação gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, considerada, no entanto, como separada e distinta em comparação com a situação que os homens se encontram imediatamente após a sua morte.
Alguns teólogos criticam esta posição da Igreja, tachando-a de dualista por defender a distinção entre corpo e alma. Ora, seria também dualismo não aceitar a subsistência de um elemento sem o outro. O homem é inteiro, formado de corpo e alma, não como elementos antagônicos, mas complementares.
O que se dá na morte, em linhas gerais, é a corrupção do corpo e a permanência da alma (elemento espiritual, portanto não se decompõe). A alma (que é pessoa) é julgada em foro privado por Deus (juízo particular) e aí conhece seu destino (permanecer em Deus ou negá-l'O, afastando-O). Por ocasião da segunda vinda de Jesus (parusia), todos ressuscitarão em seus corpos (glorificados, não-materiais) e será esclarecida perante todos a história e cumprida toda a justiça (juízo final).
Há de se esclarecer ainda sobre a eternidade. Esta é a situação do que não teve começo nem terá fim. Então, só Deus é eterno. Ele abarca toda a história em um mesmo instante.
Para todos os outros seres, as criaturas, há sucessão de fatos. Neste mundo estamos sob o tempo, a sucessão de dias e anos. Para as criaturas espirituais (o que inclui o homem após a morte) há sucessão de fatos, de um modo que não é possível determinar. Caso morra hoje, não poderei ser julgado ao lado de uma pessoa que sequer existe, pois nascerá daqui a dez anos, por exemplo. A não ser que se admita, contra todos os argumentos e contra a Revelação, um estado de dormição, de não-existência esperando a ressurreição.
É, pois, errôneo atribuir a todos os homens um só juízo, o final, ocorrido logo após a morte em um mesmo instante para todos.
Seria melhor ainda não nos preocuparmos com especulações do tipo "como vai o céu" mas nos determos a praticar o "como se vai ao céu", conforme a reflexão do Pe. Cantalamessa: "As palavras do anjo, «homens da Galiléia, por qu e ficais aqui parados, olhando para o céu?», contêm também uma reprovação velada: não devem ficar olhando para o céu e especulando sobre o além, mas viver à espera do retorno [de Jesus], prosseguir sua missão, levar seu Evangelho até os confins da terra, melhorar a própria vida na terra".
E confiemos na Igreja, que nesse mesmo episódio evangélico recebeu de Jesus a promessa de assistência por "todos os dias até o fim do mundo".
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Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia da Ascensão do Senhor. ROMA, 2 de maio de 2008 - http://www.zenit.org/article-18301?l=portuguese
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Carta referente a algumas questões de Escatologia – Recentiores episcoporum Synodi, 17 de maio de 1979 - http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19790517_escatologia_fr.html