segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Demanda por práticas tradicionais é predominantemente de jovens


"O Capelão da Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, Monsenhor Sergio Costa Couto está ajudando o Arcebispo na tarefa de implementar a Missa. Ele explicou que, a partir do decreto do Papa João Paulo II, todo sacerdote de rito latino pode celebrar essa missa na forma antiga, como está no manual de 1963, feito pelo Papa João XXIII.

- Essa missa é celebrada em latim, podendo, eventualmente, fazer as leituras em português. Percebe-se que há uma demanda muito grande de pessoas afeiçoadas às práticas tradicionais, explicou.

Ele contou que fiéis desvinculados da linha pastoral moderna, que predomina no ambiente católico atual, buscam a missa em latim. Curiosamente, esta parcela de fiéis é composta, em sua maioria, por jovens entre 20 e 30 anos, que já nasceram sob a vigência da missa reformada, mas conheceram e simpatizaram com esta forma de Liturgia Tradicional.

Ele acrescentou que as diferenças entre a antiga e a nova liturgia vão muito além do idioma, envolvem as fórmulas, as orações, os gestos, a postura do padre (de costas para a assembléia), os cantos."

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro


Vide, também, o fenômeno da evangelização na internet, predominatemente de linha tradicional, fiel ao Magistério da Igreja e levada a cabo por jovens, enquanto que a linha "liberal" ou "modernista" é alimentada por "velhas ideias" e pessoas idem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“Procissão da Bíblia” e dança na Liturgia

A prática da entrada ou procissão da Bíblia, logo antes da primeira leitura, muitas vezes acompanhada de dança, vem sendo tolerada há muito tempo. Fato é que esse “rito” não existe oficialmente, isto é, nos livros e normas litúrgicas. O motivo pelo qual ainda não foi permitida oficialmente, apesar da intensa prática, é que (1) não tem nenhum sentido litúrgico-teológico e ainda (2) perturba o andamento da celebração.
1. Na liturgia, Cristo está presente na “palavra proferida”, não no livro: “Ele está presente em sua palavra visto que é ele próprio quem fala quando as Escrituras são lidas na Igreja”. Esta presença é sinalizada pelo ambão e pela beleza dos livros litúrgicos, isto é, o lecionário e o evangeliário. Em virtude deste sinal, o livro venerado deve ser o que vai ser lido. O livro das leituras ou a Bíblia não é Palavra de Deus se serve apenas como enfeite.
2. Após a Oração do dia ou coleta, os fiéis imediatamente se sentam e fazem silêncio para ouvir a Palavra de Deus. É a prática de séculos. Quando se introduz um rito não previsto neste momento, gera-se um desconforto na assembleia, quebra-se o ritmo. É um “ruído litúrgico”. O que é previsto é a entrada do evangeliário na procissão de entrada, levado pelo diácono ou, na falta deste, um leitor. É colocado no centro do altar, voltado para o povo, e é levado novamente em procissão na hora do Evangelho, por aquele que proclama. Na falta do evangeliário, entra o lecionário que vai direto ao ambão.
A CNBB, num tópico das “Orientações para a celebração da Palavra de Deus” de 1994, diz: “Convém que as comunidades, conforme as circunstâncias específicas, encontrem, dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitem valorizar e realçar o Livro da Palavra (Bíblia, Lecionário) e a sua proclamação solene. O Livro, sinal da Palavra de Deus, é trazido em procissão, colocado na Mesa da Palavra, aclamado antes e depois da leitura e venerado. Não é recomendável que o leitor proclame a Palavra usando o folheto” (n. 70). Note-se que não se diz o momento adequado, nem que esta sugestão seja aplicável à Missa. Tinha em vista corrigir o abuso que é “folheto”, correndo o risco de gerar outros (o que, de fato, ocorreu). Pelo zelo e pela obrigação, opte-se pelas normas do Missal Romano, sinal da unidade litúrgica católica.
Sobre a dança, Cardeal Ratzinger escrevera: “A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século III, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia (…) As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas – invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior a Liturgia do “sacrifício da Palavra”. É totalmente absurdo – na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente” recorrer a espetáculos de pantomimas de dança (Introdução ao Espírito da Liturgia, pg. 146). É permitida, assim como as palmas, somente nas culturas onde faz parte do acompanhamento natural do canto, que não é o nosso caso.
Quem incentiva essas práticas (normalmente “equipes de liturgia” que compreendem mal o sentido de criatividade) deveria se colocar antes no lugar da assembleia.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Set/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
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Memento II- 21. Set/2010 - A inspiração divina da Sagrada Escritura e a sua interpretação; As festas da Virgem e dos Santos; Lendas litúrgias 16; "Procissão da Bíblia" e dança na liturgia.