segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Amo o Papa, apesar das angústias

Amo o Papa desde que soube o que era o Papa.
Eu, como todos os atuais católicos adultos, fomos acostumados a um estilo de ministério pastoral petrino diferente deste de Francisco. Isso incomodou muitos, inclusive a mim. Fez-nos relembrar a História bimilenar da Santa Igreja Romana com suas luzes e sombras.
Estávamos acostumados a discursos claros e inequívocos, profundos porém acessíveis. Lembro que li e entendi Fides et ratio aos 14 anos. As poucas palavras difíceis me fizeram procurar seu significado, tamanha a coerência daquele discurso. Quem substituiria o grande João Paulo II? Não é questão de substituição ou comparação de qualidade, mas é uma pergunta absolutamente normal e uma angústia comum nos católicos em tempo de conclave. Ainda mais depois de 27 anos de pontificado.
Veio Bento XVI - que será lembrado como Magno, escrevam - e nos trouxe 8 anos de alívio. Pelo menos para os católicos de frente de batalha, que põe a mão na massa, os joelhos no chão, os ouvidos no Magistério e os olhos na Cruz, as fofocas de tablóides não conseguiram obscurecer o reinado humilde e heróico do Papa Ratzinger.
Agora, Francisco surpreende com quebras de protocolo e discurso obscuro. Não estávamos acostumados a ver um papa ter que se explicar tanto. A cada entrevista, uma surpresa. A cada aparição do porta-voz, certeza de alguma nota. Eu, no meu amor filial, rezei e continuo rezando por ele para que não caia na armadilha dos falsos conselhos, atuais ou de juventude. Nosso papa certamente não estava acostumado a ser a voz inerrante, doce e firme de 2 mil anos de Tradição, ainda mais em um tempo em que seu rebanho o ouve e interpela em tempo real. Não há tempo para pensar, ensaiar ou rascunhar. Estilo próprio, ele tem. Haja coração!
Nenhum papa é incriticável. Podemos ter preferências, salvo a obediência e respeito que se deve a todos, nos limites do direito. O fato que, para mim, é conforto quando a angústia aparece, é que nosso sui generis Supremo Pastor tem contato com seu predecessor (caso também sui generis!) e, ao que me parece, há uma "confirmação" mútua.
Ainda que não seja para todos nítidos os limites da obediência e respeito ao Romano Pontífice, resta claro que também é novidade o alcance da figura do Papa nos últimos anos. O poder dos mass media molda as percepções, de modo que é fácil cairmos nos lugares comuns das generalizações e das manchetes alarmistas. Se para o católico é chocante qualquer notícia de "revolução" no seio da Igreja, para o espírito moderno é a realização dos desejos mais profundos implantados por ninguém sabe quem.
Vou continuar amando e jurando fidelidade ao Papa, seja ele quem for. Não serei fiel aos seus métodos, pois estes não tem a garantia da promessa da infalibilidade, mas pedirei a graça de entender e amar mais o Doce Cristo na Terra.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ALERTA: Legislativo brasileira faz manobras para implantar ideologia de gênero

ALERTA DE MANOBRA - COMPARTILHE ENQUANTO HÁ TEMPO
(informações de Julio Severo e Pe. Paulo Ricardo)

O PLC 122, sob o disfarce de combater a “homofobia,” introduz os conceitos de gênero e orientação sexual na legislação brasileira, será novamente votado nesta próxima quarta-feira, dia 11 de dezembro de 2013, às 8h30min da manhã, na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal em Brasília.

Na mesma tarde de quarta-feira, será votado, no Plenário do Senado o PLC 103-2012, ou Plano Nacional da Educação, que estabelece:

ART. 2º SÃO DIRETRIZES DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO:

III - A SUPERAÇÃO DAS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS, COM ÊNFASE NA PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL, REGIONAL, DE GÊNERO E DE ORIENTAÇÃO SEXUAL;

ELES NÃO DESCANSAM, quando há interesses. Se um projeto não passar, que passe o outro. Os parlamentares "esperam que a votação seja tranquila, mas se não for assim, o projeto será votado uma, duas, dez vezes, até que no final o Plano Nacional de Educação seja aprovado".

GÊNERO é uma construção ideológica para sustentar uma variedade flexível de "sexualidades" inventadas.

Se o Senado aprovar nesta este Substitutivo para o Plano Nacional da Educação, todos os alunos serão obrigados a aprender nas escolas a ideologia de gênero, que apresenta como sexualidade toda a abundância de opções fora dos padrões relacionados com a construção de uma família tradicional.

ELES ESTÃO DESESPERADOS para aprovar a ideologia de gênero.
O que fazer?

[A] para o PLC 122, a ser votado quarta-feira, dia 11 de manhã:
Pedir apenas à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa: o arquivamento do PLC 122

[B] Para o PLC 103, Plano Nacional da Educação, a ser votado quarta-feira, dia 11 à tarde:
Pedir a todo o senado: a rejeição do substitutivo do senador Vital do Rêgo e da inclusão da igualdade de gênero como diretriz do Plano Nacional de Educação.

Mande hoje mesmo um email ao seu senador. Telefone para ele.
Divulgue esta mensagem enquanto há tempo.
E-mails de todos os senadores

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SENADOR RENAN CALHEIROS (PMDB-AL)
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SENADOR WELLINGTON DIAS (PT-PI)
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SENADOR JOSÉ AGRIPINO (DEM-RN)
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(61) 3303-1816 / 1641
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SENADOR RODRIGO ROLLEMBERG (PSB-DF)
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Telefones e faxes da Comissão de Direitos Humanos

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(61) 3303-5730 / 2211
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SENADOR GIM ARGELO (PTB-DF)
(61) 3303-1161 / 1547 / 1650
gim.argello@senador.leg.br

SENADOR JOÃO CAPIBERIBE (PSB-AP)
(61) 3303-9011 / 9014 / 9019
capi@senador.leg.br

SENADOR JOÃO DURVAL (PDT-BA)
(61) 3303-3173 / 2862
joaodurval@senador.leg.br

SENADOR JOÃO VICENTE CLAUDINO (PTB-PI)
(61) 3303-2415 / 4847 / 3055 / 2967
j.v.claudino@senador.leg.br

SENADORA LÍDICE DA MATA (PSB-BA)
(61) 3303-6408 / 6417 / 6414
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SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES)
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magnomalta@senador.leg.br

SENADOR OSVALDO SOBRINHO (PTB-MT)
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SENADOR PAULO DAVIM (PV-RN)
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SENADOR PAULO PAIM (PT-RS)
(61) 3303-5227 / 5232 / 5235
paulopaim@senador.leg.br

SENADOR RICARDO FERRAÇO (PMDB-ES)
(61) 3303-6590 / 6592
ricardoferraco@senador.leg.br

SENADOR ROBERTO REQUIÃO (PMDB-PR)
(61) 3303-6623 / 6624 / 6628
roberto.requiao@senador.leg.br

SENADOR SÉRGIO PETECÃO (PSD-AC)
(61) 3303-6706 a 6714
sergiopetecao@senador.leg.br

SENADOR SÉRGIO SOUZA (PMDB-PR)
(61) 3303-6271 / 6261 / 6273
sergiosouza@senado.leg.br

SENADOR WILDER MORAIS (DEM-GO)
(61) 3303-2092 a 2099 / 2964
wilder.morais@senador.leg.br

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Programa ao vivo no Youtube/Hangout, toda segunda,...

Programa ao vivo no Youtube/Hangout, toda segunda,...: Toda segunda-feira, às 21h, temos programa ao vivo comentando as notícias da semana sob o ponto de vista católico, com o Prof. Márcio Carvalho

Será no canal: https://www.youtube.com/user/cursoscatolicos
Aguardamos a participação de todos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Papa Francisco celebra Missa "de costas para o pov...

Martyria Cursos e Editora: Papa Francisco celebra Missa "de costas para o pov...: Missa celebrada pelo Papa Francisco no altar de parede do Beato João Paulo II no dia 31 de outubro de 2013, na capela de São Sebastião, no V...

Inscrições abertas até 10/11/2013: Curso de Iniciação Teológica - 8ª turma!

Formação Católica Online: Curso de Iniciação Teológica - 8ª turma!: O Curso de Iniciação Teológica pretende dar uma visão geral dos tratados da Teologia, fornecendo ao aluno subsídios para posterior aprofu...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Planejamento familiar, controle de natalidade ou paternidade responsável?

Martyria Cursos e Editora: Planejamento familiar, controle de natalidade ou p...: A Igreja não utiliza o termo “Planejamento Familiar”, muito menos “controle de natalidade”, mas sim: PATERNIDADE RESPONSÁVEL...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ALERTA, CATÓLICOS - FALSAS APARIÇÕES

Um grupo de impostores esotéricos está percorrendo o Brasil, há um bom tempo, dizendo receber mensagens de "Maria, Cristo Jesus e São José".
O site de divulgação dos charlatães, divinamadre.org, apresenta mensagens "Maria, Mãe da Divina Concepção da Trindade" - >>> CONCEPÇÃO DA TRINDADE <<< !!!!!

O grupo promove grandes eventos agendados das "aparições", em grandes centros de convenções. O único intuito é, através do engano, arrecadar.
São ligados aos já conhecidos esotéricos de Trigueirinho e Figueira, onde aparecem os nomes dos mesmos "videntes".

Repasse e mobilize os católicos, principalmente das cidades dos próximos eventos, a não serem enganados.

domingo, 1 de setembro de 2013

Relógio de parede: Liturgia das Horas, Santos, Papa, brasões, personalizados

 Relógio de parede: Liturgia das Horas, Santos, Pap...: Adquira aqui. Relógio de parede personalizado. Escolha entre as imagens ou personalize enviando sua imagem. Mencione nos comentários d...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PARE DE TOMAR A PÍLULA

Como já dizia o cantor e compositor brasileiro, Odair José, que fez grande sucesso a partir dos anos 70, com a sua música Pare de Tomar a Pílula: “PARE DE TOMAR A PÍLULA, … Porque ela não deixa o nosso filho nascer… Todo dia a gente ama mas você não quer deixar nascer o fruto desse amor” a qual foi censurada pelo governo brasileiro pelo suposto entendimento de que a canção fazia propaganda contrária à distribuição das tais pílulas para o controle de natalidade.
As chamadas pílulas anticoncepcionais, atualmente, contraceptivos hormonais, têm várias apresentações – comprimidos orais, injetáveis, adesivos cutâneos, dispositivos vaginais e implantes subcutâneos. Foram criadas nos anos 60, e eram compostas por uma combinação de estrogênios e progestagênios em altas doses, que ao agirem sobre a hipófise, inibiam a ovulação, portanto, eram contraceptivas. Essas descobertas coincidiram com a revolução sexual.
Essa formulação dos medicamentos causou vários efeitos colaterais graves, dentre eles tromboses, infartos, AVCs, os quais chegaram a levar a óbito algumas mulheres. Como consequência, houve várias pesquisas para se reduzirem as doses dos hormônios, e assim, ser reduzida a incidência dos efeitos colaterais, e sua gravidade. Houve redução progressiva, até que chegaram às doses atuais, que são incapazes de causar um bloqueio efetivo do eixo hipotálamo-hipófise-ovário (eixo hormonal), permitindo que as mulheres que usam contraceptivos hormonais, apresentem ovulações periódicas.
Além da ação sobre a ovulação, os medicamentos também atuam na movimentação das trompas, dificultando o percurso do óvulo para a cavidade uterina; alteram o muco do colo uterino para que dificulte a ascensão dos espermatozóides; e levam a uma atrofia importante do endométrio, acompanhada de um processo inflamatório. Essas modificações não impedem a fecundação em mais da metade dos ciclos, e quando essa acontece, frequentemente o ovo fecundado, é impedido de se implantar na parede uterina, ocorrendo a sua “eliminação”, junto com o sangramento menstrual, sem haver atraso da menstruação. Esse fato é denominado ABORTO OVULAR – há fecundação, mas não há implantação no endométrio, seguida de perda.
Como podemos perceber, a famosa pílula anticoncepcional impede que ‘o fruto do amor’ nasça, muitas das vezes,provocando um aborto imperceptível. Será que podemos concordar com seu uso?
OBS: a fecundação acontece na trompa e após sete dias, aproximadamente, o ovo fecundado chega à cavidade uterina, já composto por um aglomerado de células dispostos superficialmente e com uma cavidade central, denominado blastocisto, para se fixar ao endométrio e iniciar a formação da circulação materno-fetal, que irá nutrir o embrião em seu desenvolvimento.
SÚMULA DA IMPLANTAÇÃO

  1. MOORE, Keith L. e PERSAUD, T. V. N. Embriologia Clínica. 7ª edição. Rio de Janeiro : Elsevier, 2004. 609 páginas.
  2. SAAD, Mário J. A., MACIEL, Rui M. B. e MENDONÇA, Berenice B. Endocrinologia. São Paulo : Atheneu, 2007. 1251 páginas.
  3. Hormonal contraception and risk of venous thromboembolism: national follow-up study.
  4. Benefits and risks of hormonal contraception for women.
  5. Quais são os efeitos dos anticoncepcionais orais? – WWW.providafamilia.org
  6. WWW.coladaweb.com
Fabíola Barbosa Dias Borges, médica ginecologista. In: http://blog.cancaonova.com/familiasnovas/2013/04/24/pare-de-tomar-a-pilula/

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Igreja e os sistemas econômicos


103. A análise articulada e aprofundada das «res novæ» [coisas novas, os novos tempos a que se referia Leão XIII na Rerum novarum], e especialmente a grande guinada de 1989, com a derrocada do sistema soviético, contém um apreço pela democracia e pela economia livre, no quadro de uma indispensável solidariedade.
312. A globalização da economia, com a liberalização dos mercados, o acentuar-se da concorrência, o aumento de empresas especializadas no fornecimento de produtos e serviços, requer maior flexibilidade no mercado do trabalho e na organização e na gestão dos processos produtivos. No juízo sobre esta delicada matéria, parece oportuno reservar uma maior atenção moral, cultural e no âmbito dos projetos, ao orientar o agir social e político sobre as temáticas ligadas à identidade e aos conteúdos do novo trabalho, num mercado e numa economia que também são novos. As modificações do mercado do trabalho, não raro, são um efeito da modificação do trabalho mesmo e não a sua causa.
335. Na perspectiva do desenvolvimento integral e solidário, pode-se dar uma justa apreciação à avaliação moral que a doutrina social oferece sobre a economia de mercado ou, simplesmente, economia livre: «Se por “capitalismo” se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no sector da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de “economia de empresa”, ou de “economia de mercado”, ou simplesmente de “economia livre”. Mas se por “capitalismo” se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético ereligioso, então a resposta é sem dúvida negativa»[Centesimus annus, 42]. Assim se define a perspectiva cristã acerca das condições sociais e políticas da atividade econômica: não só as suas regras, mas a sua qualidade moral e o seu significado.
336. A doutrina social da Igreja considera a liberdade da pessoa em campo econômico um valor fundamental e um direito inalienável a ser promovido e tutelado [...]

Então a Igreja aprova o contrário, o capitalismo? Não, há restrições a fazer, e não é uma escolha excelente. A Igreja faz sempre críticas também ao capitalismo.
Coloca-se um dilema — inexistente — entre socialismo e capitalismo, como se tivéssemos que escolher entre esses dois, considerando um bom e o outro ruim. A verdade é que o capitalismo é ruim, mas o socialismo é pior.
O principal ponto negativo do Capitalismo, condenado pela Igreja, é a separação entre Economia e Moral, que foi uma consequência da separação entre Igreja e Estado.
Um segundo ponto negativo do Capitalismo — também condenado — foi a livre concorrência absoluta na Economia. A livre concorrência absoluta favorece, por exemplo, o produto que dá mais lucro, geralmente o de pior qualidade, entre outras consequências.

Logo, temos pelo menos dois pontos negativos do capitalismo: 1) a separação entre Economia e Moral e 2) a Livre Concorrência Absoluta.
Se o Capitalismo tem esses dois pontos negativos, ele manteve, entretanto, dois pontos positivos:
1) continuou a admitir o direito de propriedade particular, que é um direito natural, direito que a Igreja sempre defendeu;
2) o capitalismo permite a livre iniciativa. Cada um pode trabalhar do modo que melhor lhe aprazer.
O Socialismo, ao contrário:
1) combate o direito de propriedade particular; por isso é um sistema anti-natural, essencialmente mau;
2) combate a livre iniciativa, pois o Estado é o controlador da economia, e o trabalhador é apenas uma peça do sistema econômico.
Não se trata de escolher entre Capitalismo e Socialismo ou entre Liberalismo e Comunismo. Entre dois males, se não houver outra via, deve-se escolher o mal menor, o mal que permite ainda a existência de uma certa ordem e de um certo bem.
Assim, entre Socialismo e Capitalismo, é preferível o Capitalismo, pois permite a propriedade particular e a liberdade econômica.
Frisando: no capitalismo, está de acordo com a Igreja o reconhecimento do direito natural a ter propriedade particular, assim como o direito de livre iniciativa, contra o coletivismo e o dirigismo socialista. Entretanto, a Igreja condena, e sempre condenou, no capitalismo, a separação entre economia e moral, típico princípio liberal, como condena também a livre concorrência absoluta e sem freio, que, de fato, acaba com a própria concorrência.
Portanto, a Igreja não apoia o capitalismo sem nenhuma restrição, mas também não o condena em absoluto, como fez com o socialismo.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quaresma de São Miguel Arcanjo


Consta de 40 dias de oração (descontados os Domingos) a São Miguel, ladainha e consagração. Disponibilizamos as orações em pdf, pronto para imprimir em uma folha: baixe pelo link http://goo.gl/0Wi5cp

O Pe. Paulo Ricardo fez uma aula a respeito dessa devoção e sobre os anjos: http://www.youtube.com/watch?v=BmmNQEx65LM

Compartilhe! A oração ainda é a melhor arma contra todos os males.


Fonte:
Martyria Cursos e Editora: Quaresma de São Miguel Arcanjo

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Formação Católica Online: Curso de Iniciação Bíblica

Formação Católica Online: Curso de Iniciação Bíblica: É proposta deste curso investigar, de modo amplo, as Sagradas Escrituras, desde sua formação, visando oferecer uma iniciação à leitura e in...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Lumen Fidei - A luz da fé. Síntese do conteúdo

Martyria Cursos e Editora: Lumen Fidei - A luz da fé. Síntese do conteúdo: (CLIQUE PARA VER UM RESUMO) Lumen Fidei - A luz da fé , assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, ...

sábado, 6 de julho de 2013

Martyria Cursos e Editora: Lumen Fidei - A luz da fé. Síntese do conteúdo

Martyria Cursos e Editora: Lumen Fidei - A luz da fé. Síntese do conteúdo: Lumen Fidei - A luz da fé , assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, ...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Por que estudar latim atualmente?

Há uma tendência mundial de revalorização do ensino/aprendizagem do latim. Reunimos aqui uma série de links que tratam do assunto:

 Curso de Latim online, clique aqui.

 Por que um estudante de 2013 deveria ainda estudar Latim? A resposta é que o Latim serve para tudo.


 Original italiano: http://www.tempi.it/blog/perche-uno-studente-del-2013-dovrebbe-ancora-studiare-il-latino-la-risposta-e-che-il-latino-serve-a-tutto#.Ubn9cpwhUdh


Traduzido por Pe. Giovanni Battaglia. Agradecimento especial à aluna de Formação Católica Online,
Mª Tereza Venancio da Silva, que fez contato com o padre. Grifos nossos.
 

Estamos nas últimas semanas de inscrição para as escolas superiores (colegiais).

Outro dia uma mãe me perguntou qual a diferença existente entre um “Curso” com ou sem latim (uma opção sempre mais comum) . Os alunos das últimas séries são sempre mais desanimados, apavorados por esta matéria e preferem excluí-la, talvez pelo medo de um excesso de esforço.

Me pergunto: pra que serve o Latim ? Quem já estudou Latim não se arrepende.

Estudar Latim de qualquer jeito não serve. Estudar com interesse e seriedade serve para tudo.

Conhecer o Latim ajuda a dar valor a muitos lados da realidade. Quais?

Somente o estudo pode ajudar a entender isso, mas é preciso tempo e vontade.

As motivações: sempre foi dito que o estudo do Latim ajuda a desenvolver o raciocínio, a lógica, mas isto não satisfaz os adolescentes. Semana enigmística, filosófica, matemática podem obter o mesmo resultado. Porque estudar Latim em 2013?

Em primeiro lugar o Latim ajuda entender o presente como época filha de um passado. A nossa tradição ocidental tem suas raizes na cultura grega, na romana e cristã.

Raciocínio, filosofia, sabor da beleza, são heranças que nós recebemos dos gregos; o direito, o sentido da unidade do Estado recebemos dos Romanos, a história cristã introduziu depois uma nova concepção da pessoa, da civilização, da sociedade. Por isso estudar civilização, literatura e língua latina significa conhecer as próprias raízes, como conhecer melhor os próprios pais. Facilita entender o que temos em comum com os antigos e nos permite de pontualizar as mudanças.

Em segundo lugar, conhecimento do Latim ilumina a linguagem e as palavras. Linguagem e palavras contam a história de uma civilização, do desenvolvimento humano, da cultura de um povo. Exemplo: a palavra CULTURA; o verbo latim colo é o alicerce da palavra cultura e destaca a passagem do ser humano da condição nômade a sedentário. O verbo significa cultivar, morar, venerar. Um povo de vida sedentário aprende a cultivar a terra, a habita e venera a divindade do lugar. No termo cultura tem tudo isso… o alicerce, as raizes que levam a dar frutos e bons frutos.

Dá pra entender que a cultura não é somente conhecimento de componentes da realidade, mas vem de um passado e se abre ao presente e ao futuro. Cultura não é só matéria, mas também religiosidade.

Latinos pensavam o termo nomen ligado a homem ... a palavra como expressão da pessoa. Nomina consequencia rerum, o nome consequência da realidade das coisas.

Em terceiro lugar, dos Latinos, assim como dos Gregos, nos derivam a retórica, que ensina a escrever bem, a falar bem, a persuadir. Nas escolas precisariam acrescentar esta “nova matéria”, na verdade antiquíssima. “Saber falar bem” e “saber escrever bem” são duas atitudes transversais fundamentais, assim como “saber raciocinar” e “saber julgar”. Visto que retórica não se ensina, precisariam aprender do italiano, latim e Grego. Mas isto acontece?

Em quarto lugar a leitura das grandes obras da literatura latina de Virgílio, Horácio, Sêneca, Cícero facilita o encontro com os grandes do passado.

Acho que aprender uma disciplina (matéria) não é finalizada a uma competência. A nossa escola virou a escola das competências (saber fazer) desligada da cultura.

Somente a leitura de uma poesia é finalizada, aprender um estilo, figura retórica...

Esta é uma atitude violenta que corre o risco de desanimar as crianças da leitura, da poesia, … Quando se gosta de uma matéria, não se pode exigir que o aluno estude para conseguir objetivos específicos.

A coisa mais bela é que também o outro se apaixone pela mesma beleza que te fascina.

É este fascínio, esta paixão, este entusiasmo por alguma coisa passada, que é maior que nós, pode levar um rapaz a estudar Latim.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Uma mulher na origem do “Corpus Christi”



Este texto contém a catequese que o Papa Bento XVI dirigiu aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, na quarta-feira, 17 de novembro de 2010, para a audiência geral. Nesse mesmo dia, essa intervenção do Sumo Pontífice foi publicada pelo boletim diário de www.zenit.org.
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Queridos irmãos e irmãs:
Também nesta manhã eu gostaria de vos apresentar uma figura feminina, pouco conhecida, à qual a Igreja, no entanto, deve um grande reconhecimento, não somente pela sua santidade de vida, mas também porque, com seu grande fervor, ela contribuiu para a instituição de uma das solenidades litúrgicas mais importantes do ano, a do Corpus Domini (em português, mais conhecida como Corpus Christi, N. da T.).
Estamos falando de Santa Juliana de Cornillon, conhecida também como Juliana de Liège. Possuímos alguns dados sobre sua vida, sobretudo por meio de uma biografia, escrita provavelmente por um contemporâneo seu, que recolhe vários testemunhos de pessoas que conheceram diretamente a santa.
Juliana nasceu entre 1191 e 1192, nas proximidades de Liège, na Bélgica. É importante sublinhar este lugar, porque naquela época a diocese de Liège era, por assim dizer, um verdadeiro "cenáculo eucarístico". Antes de Juliana, insignes teólogos haviam ilustrado lá o
valor supremo do sacramento da Eucaristia e, sempre em Liège, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervente. Guiadas por sacerdotes exemplares, tais mulheres moravam juntas, dedicando-se à oração e às obras de caridade.
Órfã aos 5 anos de idade, Juliana, junto à sua irmã Inês, foi confiada aos cuidados das religiosas agostinianas do convento-leprosário de Mont-Cornillon. Foi educada sobretudo por uma freira cujo nome era Sabedoria e que acompanhou seu amadurecimento espiritual, até que a própria Juliana recebeu o hábito religioso e se converteu, também ela, em freira agostiniana. Adquiriu uma notável cultura, chegando até a ler as obras dos Padres da Igreja em latim, particularmente Santo Agostinho e São Bernardo. Além de uma inteligência vivaz, Juliana mostrava, desde o começo, uma propensão particular à contemplação; tinha um sentido profundo da presença de Cristo, que experimentava vivendo de maneira particularmente intensa o sacramento da Eucaristia e meditando com freqüência sobre as palavras de Jesus: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos" (Mt 28,20).
Aos 16 anos, teve uma primeira visão, que depois se repetiu muitas vezes em suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua em seu pleno esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor a fez compreender o significado do que lhe aparecera. A lua simbolizava a vida da Igreja na terra; a linha opaca representava, no entanto, a ausência de uma festa litúrgica, para cuja instituição se pedia a Juliana que trabalhasse de maneira eficaz, isto é, uma festa na qual os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar sua fé, crescer na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.
Durante cerca de 20 anos, Juliana - que, enquanto isso, havia se tornado a priora do convento - conservou em segredo esta revelação, que havia enchido seu coração de alegria. Depois contou a duas ferventes adoradoras da Eucaristia: a Beata Eva, que levava uma vida eremítica, e Isabel, que a havia seguido ao mosteiro de Mont-Cornillon. As três mulheres estabeleceram uma espécie de "aliança espiritual", com o propósito de glorificar o Santíssimo Sacramento. Também quiseram envolver um sacerdote muito estimado, João de Lausana, cônego da igreja de São Martinho de Liège, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre o que elas carregavam no coração. As respostas foram positivas e motivadoras.
O que aconteceu com Juliana de Cornillon se repete frequentemente na vida dos santos: para ter a confirmação de que uma inspiração vem de Deus, é necessário sempre submergir-se na oração, saber esperar com paciência, buscar a amizade e aproximar-se de outras almas boas e submeter tudo ao juízo dos pastores da Igreja. Foi precisamente o bispo de Liège, Roberto de Thourotte, quem, depois das dúvidas iniciais, acolheu a proposta de Juliana e das suas companheiras e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Domini em sua diocese. Mais tarde, outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais.
Contudo, Deus frequentemente pede aos santos que superem provas, para que sua fé cresça. Isso aconteceu com Juliana, que teve de sofrer a dura oposição de alguns membros do clero e do próprio superior do qual seu mosteiro dependia. Então, por vontade própria, Juliana deixou o convento de Mont-Cornillon com algumas companheiras e, durante 10 anos, entre 1248 e 1258, foi hóspede de vários mosteiros de religiosas cistercienses. Ela edificava todos com sua humildade, nunca tinha palavras de crítica ou de reprovação para seus adversários, senão que continuava difundindo com zelo o culto eucarístico. Faleceu em 1258, em Fosses-La-Ville, na Bélgica. Na cela em que jazia, expuseram o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana morreu contemplando, com um último arrebato de amor, Jesus Eucaristia, a quem sempre havia amado, honrado e adorado.
Para a boa causa da festa do Corpus Domini, foi conquistado também Tiago Pantaléon de Troyes, que havia conhecido a santa durante seu ministério de arquidiácono em Liège. Foi precisamente ele quem, ao tornar-se papa com o nome de Urbano IV, em 1264, quis instituir a solenidade do Corpus Domini como festa de preceito para a Igreja universal, na quinta-feira depois de Pentecostes. Na bula de instituição, intitulada Transiturus de hoc mundo (11 de agosto de 1264), o Papa Urbano também evoca com discrição as experiências místicas de Juliana, respaldando sua autenticidade, e escreve: "Ainda que a Eucaristia seja solenemente celebrada todos os dias, consideramos justo que, ao menos uma vez por ano, faça-se dela mais honrada e solene memória. As demais coisas, de fato, das quais fazemos memória, nós as apreendemos com o espírito e com a mente, mas não obtemos por isso sua presença real. No entanto, nesta comemoração sacramental de Cristo, ainda que sob outra forma, Jesus Cristo está presente conosco em sua própria substância. De fato, enquanto estava a ponto de ascender ao céu, disse: 'Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos' (Mt 28, 20)".
O próprio Pontífice quis dar exemplo, celebrando a solenidade do Corpus Domini em Orvieto, cidade em que então residia. Precisamente por ordem sua, na catedral da cidade se conservava - e se conserva ainda hoje - o célebre corporal com as marcas do milagre eucarístico ocorrido no ano anterior, em 1263, em Bolsena. Um sacerdote, enquanto consagrava o pão e o vinho, teve fortes dúvidas sobre a presença real do Corpo e do Sangue de Cristo no sacramento da Eucaristia. Milagrosamente, algumas gotas de sangue começaram a escorrer da Hóstia consagrada, confirmando, dessa forma, o que a nossa fé professa. Urbano IV pediu a um dos maiores teólogos da história, São Tomás de Aquino - que naquela época acompanhava o Papa e se encontrava em Orvieto - que compusesse os textos do ofício litúrgico desta grande festa. Tais textos, em uso ainda hoje na Igreja, são obras-primas nas quais se fundem teologia e poesia. São textos que fazem as cordas do coração vibrar, para expressar louvor e gratidão ao Santíssimo Sacramento, enquanto a inteligência, adentrando-se com estupor no mistério, reconhece na Eucaristia a presença viva e verdadeira de Jesus, do seu sacrifício de amor que nos reconcilia com o Pai e nos dá a salvação.
Ainda que, após a morte de Urbano IV, a celebração da festa do Corpus Domini tenha se limitado a algumas regiões da França, da Alemanha, da Hungria e da Itália Setentrional, o Papa João XXII, em 1317, restaurou-a para toda a Igreja. Desde então, a festa teve um desenvolvimento maravilhoso e ainda é muito especial para o povo cristão.
Eu gostaria de afirmar com alegria que hoje, na Igreja, há uma "primavera eucarística": quantas pessoas dedicam seu tempo a estar diante do Tabernáculo, silenciosas, para desfrutar de um diálogo de amor com Jesus! É consolador saber que muitos grupos de jovens redescobriram a beleza de rezar em adoração diante da Santíssima Eucaristia.
Rezo para que esta "primavera eucarística" se difunda cada vez mais em todas as paróquias, em particular na Bélgica, a pátria de Santa Juliana. O Venerável João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia, constatava que, "em muitos lugares, é dedicado amplo espaço à adoração do Santíssimo Sacramento, tornando-se fonte inesgotável de santidade. A devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam. E mais sinais positivos de fé e de amor eucarísticos se poderiam mencionar" (n. 10).
Recordando Santa Juliana de Cornillon, renovemos, também nós, a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Como nos ensina o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, "Jesus Cristo está presente na Eucaristia dum modo único e incomparável. De fato, está presente de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está presente em modo sacramental, isto é, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo completo: Deus e homem" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 282).
Queridíssimos amigos, a fidelidade ao encontro com o Cristo Eucarístico na Santa Missa dominical é essencial para o caminho de fé, mas tentemos também visitar frequentemente o Senhor presente no Tabernáculo! Contemplando, em adoração, a Hóstia consagrada, encontramos o dom do amor de Deus, encontramos a Paixão e a Cruz de Jesus, assim como sua Ressurreição. Precisamente por meio do nosso olhar em adoração, o Senhor nos atrai a Si, dentro do seu mistério, para transformar-nos como transforma o pão e o vinho (cf. Bento XVI, homilia na solenidade do Corpus Domini, 15 de junho de 2006). Os santos sempre receberam força, consolo e alegria no encontro eucarístico. Com as palavras do hino eucarístico Adoro te devote, repitamos diante do Senhor, presente no Santíssimo Sacramento: "Fazei-me crer cada vez mais em vós, que em Vós eu tenha esperança, que eu vos ame!".
Obrigado.


         No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:
Queridos irmãos e irmãs:
Santa Juliana de Cornillon nasceu perto de Liège, na Bélgica, no último decênio do século doze. Tinha dezesseis anos, quando, numa visão, lhe apareceu a lua no máximo do seu esplendor mas cingida com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor fez-lhe compreender que a lua simbolizava a vida da Igreja sobre a terra, a faixa negra exprimia a ausência duma festa litúrgica na qual os cristãos pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a sua fé e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento. Por outras palavras, faltava a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que hoje temos, instituída pelo Papa Urbano IV cinqüenta anos depois da referida visão e por influência dela; este Papa, durante o seu ministério de arquidiácono precisamente em Liège, tinha conhecido Santa Juliana e deixara-se conquistar para a boa causa da Festa do Corpo de Deus.
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação cordial a todos vós, em especial aos grupos brasileiros de Curitiba e de Propriá. O céu cubra de graças os passos da vossa vida e os preserve do pecado, para que os vossos corações possam, domingo a domingo, hospedar Jesus Eucaristia no meio dos homens. Sobre vós, vossos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha bênção.
Tradução: Aline Banchier.
©Libreria Editrice Vaticana