quarta-feira, 25 de março de 2009

O ministro extraordinário da Sagrada Comunhão

«Só o sacerdote validamente ordenado é o ministro capaz de gerar o sacramento da Eucaristia, atuando in persona Christi». Pois o nome de «ministro da Eucaristia» só se refere, propriamente, ao sacerdote. Também, em razão da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da sagrada Comunhão são: o Bispo, o presbítero e o diácono, aos que correspondem, portanto, administrar a sagrada Comunhão aos fiéis leigos, na celebração da santa Missa.
Reprove-se o costume daqueles sacerdotes que, a pesar de estar presentes na celebração, abstém-se de distribuir a Comunhão, delegando esta tarefa a leigos.
O ministro extraordinário da sagrada Comunhão poderá administrar a Comunhão somente na ausência do sacerdote ou diácono, quando o sacerdote está impedido por enfermidade, idade avançada, ou por outra verdadeira causa, ou quando é tão grande o número dos fiéis que se reúnem à Comunhão, que a celebração da Missa se prolongaria demasiado. Por isso, deve-se entender que uma breve prolongação seria uma causa absolutamente suportável, de acordo com a cultura e os costumes próprios do lugar”.

Leia também: Qual o modo correto de um ministro extraordinário comungar?

sábado, 21 de março de 2009

Boletim mensal Memento "Lembrai-vos" - formação litúrgica - Ano II - 2010



Este boletim pretende ser um subsídio mensal para a formação de equipes de liturgia e de todos aqueles envolvidos e interessados na arte de bem celebrar os sagrados mistérios.
Muitas vezes, e em especial após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, algumas mentes pensaram e infelizmente adotaram um modelo demasiadamente criativo, que fez esquecer o caráter de dom da liturgia. De fato, na liturgia há aquilo que é imutável e mistérico, que pode muitas vezes ser deixado em segundo plano em favor de uma falsa compreensão do que é “participação plena, ativa e consciente”.
A necessidade atual de uma nova consciência litúrgica nos chama a escutar a voz do Sagrado Magistério, intérprete competente e guardião da reta doutrina (primeira página, onde selecionaremos textos oportunos dos Papas, santos e outros mestres); compreender a liturgia em seus aspectos gerais e específicos (segunda página e glossário); compreender o genuíno sentido dos ritos e textos, para que concordem entre si pensamento e voz, ações externas e intenção do coração (seção “Lembrai-vos!”, com trechos das normas litúrgicas e seção “Esclarecendo”, um espaço para as dúvidas e troca de ideias).
Desejamos que esta publicação possa contribuir para que nossas assembleias se conscientizem de que estão saboreando já a liturgia celeste.

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
Multiplique e distribua na sua comunidade!


Memento III- 25. Jan/2011 - Onde se baseia o martírio?; Promoção da música sacra; Lendas Litúrgicas 20; glossário: mártir, santoral; Simplesmente a Missa.
Memento II- 24. Dez/2010 -  O Verbo fez-Se carne; A música sacra; Lendas litúrgicas 18; glossário: gregoriano; O Coro na liturgia.
Memento II- 23. Nov/2010 - Solenidade de Todos os Santos; Ano Litúrgico: As festas dos santos; Lendas Litúrgicas 18; glossário: casula, alva; A lei litúrgica não mata.
Memento II- 22. Out/2010 - A construção da comunhão eclesial é a chave da missão; Ano Litúrgico: Exercícios de piedade, Domingo e Festas do Senhor; Lendas litúrgicas 17; glossário: genuflexão; A beleza e o Sagrado.
Memento II- 21. Set/2010 - A inspiração divina da Sagrada Escritura e a sua interpretação; As festas da Virgem e dos Santos; Lendas litúrgicas 16; "Procissão da Bíblia" e dança na liturgia.
Memento II- 20. Ago/2010 - A Mulher que vence o Dragão; O Ano Litúrgico; Lendas litúrgicas 15; glossário: memorial, hosana; O lugar do crucifixo em relação ao altar; A missa é muito mais que uma reunião fraterna.
Memento II- 19. Jul/2010 - Aos bispos do Brasil; O ofício divino; Lendas litúrgicas; glossário: lavabo; Criatividade nas Celebrações litúrgicas?
Memento II- 18. Jun/2010 - "Haurireis águas com alegrias das fontes do Salvador" (Is 12,3); O ofício divino; Lendas litúrgicas; glossário: embolismo, doxologia; É lícito a um ministro leigo elevar a patena ou o cálice na doxologia final?; Como se escolhe a Oração Eucarística?
Memento II- 17. Mai/2010 - Pentecostes: solene início da Igreja; Natureza dos sacramentais; Lendas litúrgicas; glossário: Pentecostes; Notícia: Papa mais uma vez fala sobre a Liturgia: “O culto não pode nascer de nossa fantasia”; Muitos fiéis lamentam um empobrecimento da atual práxis celebrativa. Que conselhos você daria para renovar e tornar mais bela e intensa a liturgia?
Memento II-16. Abr/2010 - A misericórdia revelada na cruz e na ressurreição; Os outros sacramentos e os sacramentais; Lendas litúrgicas; glossário: domingo; Afinal, como pode o fiel leigo ter maior participação na Missa?; Como o povo participa, com palavras ou gestos, no momento da consagração?
Memento II-15. Mar/2010 - São José: Patrono da Igreja do nosso tempo; O sagrado mistério da Eucaristia; Lendas litúrgicas; glossário: solenidade, festa; Há ainda a possibilidade de um padre celebrar "de costas para o povo"?
Memento II-14. Fev/2010 - Quarta-feira de Cinzas; O sagrado mistério da Eucaristia; Lendas litúrgicas; glossário: assembleia; Como proceder quando não há quem cante numa celebração?
Memento II-13. Jan/2010 - O Batismo com que Jesus foi batizado; A conexão entre a palavra e o rito; Lendas litúrgicas; glossário: ceia; As vestes e os paramentos litúrgicos; Qual o modo correto de um sacerdote não concelebrante comungar?

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Memento I-12. Dez/2009 - Natal do Senhor; O valor didático da liturgia; Lendas litúrgicas; glossário: rito, rubrica; Qual o modo correto de um ministro extraordinário comungar
Memento I-11. Nov/2009 - «Colocaram uma inscrição sobre a Sua Cabeça: "Este é o Rei"»; Os ministros inferiores; A participação do povo; A não-acepção das pessoas; Lendas litúrgicas; glossário: incenso; Qual o momento exato da con-sagração em que se deve estar de joelhos?; Por que só o sacerdote pode erguer as mãos na consagração e na doxologia?
Memento I-10. Out/2009 - Dia Mundial das Missões; A liturgia, ação da Igreja comunitária; Passos simples para melhorar a liturgia; glossário: ministérios; Como e quando se fazem as genuflexões e inclinações; A Missa em latim foi novamente permitida?
Memento I-9. Set/2009 - Exaltação da Santa Cruz; Vida espiritual extralitúrgica; Passos simples para melhorar a liturgia; glossário: cruz; Quais as condições existentes para o jejum eucarístico e suas razões?.
Memento I-8. Ago/2009 - Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu; A participação dos fiéis; Passos simples para melhorar a liturgia; glossário: altar, aleluia; Quando existem intenções de Missa, qual o momento para as anunciar?; A função litúrgica do animador.
Memento I-7. Jul/2009 - Tomé; Lugar da Liturgia na vida da Igreja; Passos simples para melhorar a liturgia; glossário: kyrie, procissão; A Comunhão sob as duas espécies; Celebração da Palavra e celebrações dominicais na ausência do presbítero.
Memento I-6. Jun/2009 - Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor; Lugar da Liturgia na vida da Igreja; Passos simples para melhorar a liturgia; glossário: sacramento, hóstia, missa; O significado do sinal da Cruz; "Orai irmãos e irmãs" e oração sobre as oferendas.
Memento I-5. Mai/2009 - Nosso verdadeiro céu é Cristo ressuscitado; A liturgia terra, antecipação da liturgia celeste; Preparação de uma celebração; glossário: tabernáculo, ambão, lecionário; O modo de receber a Sagrada Comunhão Eucarística; Celebrar, concelebrar, assistir ou participar da Missa?
Memento I-4. Abr/2009 - SENTIDO E ALCANCE SALVÍFICO DA RESSURREIÇÃO; Natureza da Sagrada Liturgia e sua importância na vida da Igreja; Como é calculada a data da Páscoa?; glossário: coleta, sacerdote; Pode-se substituir as leituras por outras?; Mensagens, homenagens e testemunhos dentro da Missa; O ministro extraordinário da Sagrada Comunhão
Memento I-3. Mar/2009 - MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009; Quaresma, Liturgia e Silêncio; Meses, semanas e dias temáticos; glossário: mistério; As preces dos fiéis ou
Oração Universal; A procissão das oferendas; Rito da Paz e a fração do Pão
Memento I-2. Fev/2009 - A Cátedra de Pedro; Natureza da Sagrada Liturgia e sua importância na vida da Igreja; glossário: sacrifício; Qual é a postura corporal correta durante a Oração eucarística?, Por que se leva a cruz na procissão de entrada?, Quantas procissões podem haver na Missa?
Memento I-1. Jan/2009 - A maternidade divina de Maria; Oração do liturgo; glossário: antífona, concílio, memento, ofício divino, patrística; Apresentação.

sábado, 14 de março de 2009

Teólogos liberais e teólogos "do Magistério"

Tenho ouvido e visto ultimamente alguns pretensos sábios criticarem os teólogos fiéis ao Magistério da Igreja e ao Papa – este também muito ou mais criticado. Os adjetivos empregados e as ideologias de fundo são em geral os mesmos. Atribuem a tais teólogos os adjetivos de medievais, enlatados, quadrados, nos seus sentidos pejorativos, é claro. Ouvindo isso muitas vezes nos últimos dias, refleti sobre esses adjetivos num sentido positivo.
Ora, chamar algum intelectual, como um teólogo, por exemplo, de medieval, deveria soar como elogio. Basta um pouco de conhecimento histórico despreconceituado para se saber que o Medievo foi o auge da razão e, principalmente, da ciência teológica.
Mas foi o último adjetivo que me provocou maior reflexão, e é o que mais tenho ouvido. Na visão desses críticos “abertos”, “flexíveis”, “interdisciplinares”, “ecumênicos”, “livres” (assim é como muitos deles se autoqualificam), um teólogo “quadrado” é alguém pronto, que não reflete, com conhecimento reduzido, um mero repetidor de fórmulas.
Essa forma de pensar tem a ver com a existência ou não da verdade absoluta e a possibilidade ou não do seu conhecimento. Sem mais delongas, a verdade existe. Do contrário todo discurso seria impossível. Se a verdade existe, ela é absoluta, imutável. Do contrário não seria verdade.
A teologia é um caso à parte entre as ciências, por não ser descoberta ou construção humana. O objeto da teologia é Deus, que, como tal, não é totalmente acessível por exceder nossa capacidade de compreensão. Logo, não há teologia se não há revelação de Deus. O único que pode falar com total acerto sobre Deus é ele mesmo.
A Revelação total e definitiva de Deus se deu por Jesus Cristo. O Verbo Eterno, o Filho, se encarnou, entrou na história, deu-nos a conhecer o Pai e a Sua vontade. De modo que não havemos de esperar outra revelação pública até o fim dos tempos .
O que cabe à teologia, então, é atualizar e compreender cada vez melhor a única Verdade, revelada de uma vez por todas em e por Cristo. Toda essa Verdade foi confiada por Ele àqueles que escolheu, os Apóstolos, para que a propagasse. Os Apóstolos, por sua vez, confiaram também esse encargo a seus imediatos sucessores para que, unidos entre si e tendo por vínculo de unidade a Pedro, esse evangelho chegasse incólume a todos os povos de todos os tempos1.
A teologia que não tem por critério de autenticidade a fé apostólica não é verdadeira teologia. O teólogo cristão tem a base firme da Tradição e de seu produto: a Sagrada Escritura. E é regulado e subordinado ao Sagrado Magistério Apostólico, intérprete, por autoridade divina, da Tradição e da Bíblia2. O teólogo cristão não é, pois, “redondo” ou disforme, levado por qualquer vento de doutrina, mas está preso, livremente, à Igreja, “coluna e fundamento da verdade” (I Tm 3,14-15), construída sobre o alicerce dos Apóstolos.

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1 Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina, 4.
2“... e as portas do inferno não levarão vantagem sobre ela (a Igreja)” (Mt 16,18). “Eis que estou convosco (com os Apóstolos) todos os dias até o fim do mundo(Mt 28,20); “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito (defensor), para que fique eternamente convosco” (Jo 14,16); “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14,26). “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal” (2Pe 1,20); “Nelas (nas cartas de Paulo) há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2Pe 3,16).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Papa, bispos, religiosos, padres e leigos

Breve explicação das diferenças e missão de cada membro da Igreja Católica, concedida em entrevista a um grupo do ensino religioso escolar.

PAPA

Dentre os Apóstolos, Jesus escolheu um para ser o líder: Pedro. Dentre os bispos do mundo inteiro, um é escolhido para ser o líder de toda a Igreja: o Papa, bispo de Roma, que é sucessor direto de Pedro. Sua missão é confirmar e unir todos os bispos e todo o povo numa só fé e num só ensinamento. O atual papa se chama Bento XVI.
BISPO
Os bispos tem como missão serem testemunhas do ensinamento de Cristo, ensinando, santificando e servindo o povo de Deus, como fizeram os Doze Apóstolos. Os bispos tornam-se responsáveis por uma parte dos fiéis, de uma região chamada diocese.
PADRES
Os padres são os colaboradores dos bispos. Acompanham mais de perto o povo, servindo-o com a oração, a pregação, as celebrações, principalmente a Santa Missa.
RELIGIOSOS
Os religiosos, homens ou mulheres, são aqueles que decidem seguir Cristo com maior liberdade e imitá-lo mais de perto, consagrando, cada um a seu modo, a própria vida a Deus. Trabalham exclusivamente para levar a mensagem de Cristo, abrindo mão de possuir bens próprios, de constituir família e sendo obedientes à Igreja e aos superiores. Podem ser padres, irmãos ou irmãs. Exemplos: padres e irmãos jesuítas, verbitas, redentoristas, franciscanos e irmãs ou freiras.
LEIGOS
Os leigos têm como missão própria viver o projeto de Deus em todos os ambientes, com todas as obras, preces, vida familiar e trabalho cotidiano. Anunciam Deus ao mundo mediante o testemunho de vida e da palavra. Os fiéis leigos intervêm diretamente na vida política e social e colaborando com todos, como autênticas testemunhas do Evangelho e agentes de paz e de justiça. Leigos são todos os batizados que não são religiosos ou ordenados (bispos, padres, diáconos).

Missão de todos: anunciar Jesus Cristo (evangelizar) com a vida e a palavra.