segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O pão descido do céu que nos leva ao céu

Jo 6, 50: “Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer”.
Reflexão para o 19
º Domingo do Tempo Comum - Ano B

As autoridades dos judeus não reconheciam em Jesus o enviado de Deus porque não esperavam mais de Deus, confiavam somente na própria autoridade de mestres. Davam por concluída a revelação de Deus pela Escritura e esperavam somente um líder que pudesse reabilitar seu pleno poder material.

Deus, porém, é inesgotável. O Pai atrai constantemente a todos e ensina através de seu Espírito. A revelação plena se deu em Jesus Cristo, o Filho, mas temos a necessidade de que o Espírito Santo renove constantemente nossas forças e nosso entendimento, para que possamos experimentar de forma plena a encarnação de Deus – divinização do homem.

Como Elias recebeu pelo pão a força para o caminho até o Horeb (monte da revelação), o cristão tem na Eucaristia o vigor necessário para a peregrinação rumo a Deus. Parece pão perecível como o de Elias ou como o maná, mas é pão da vida eterna. Os sentidos nos dizem que é pão; a fé revelada nos diz que é o Cristo Ressuscitado! Os que comeram do maná morreram sem chegar à meta, a terra prometida. Os que comungam da Eucaristia experimentam a presença da vida eterna já.

A Eucaristia nos é sinal daquilo que é a vida do ressuscitado: não uma prolongação desta vida biológica, mas algo diferente. Nada do que é perecível permanece. Tudo é novo de tal modo que não podemos compreender senão na Eucaristia: sinal (sacramento)-participação do que experimentaremos no último dia.

sábado, 1 de agosto de 2009

A institucionalização da dissidência dos teólogos

Apresentado na Itália um novo livro que põe em causa o papel dos teólogos após a conclusão do Concílio Vaticano II

http://www.sectorcatolico.com/2009/07/presentado-en-italia-un-nuevo-libro-que.html

Citado por http://padreelilio.blogspot.com/2009/07/conturbados-tempos-pos-conciliares.html

23/07/09 O filósofo americano Ralph McInerny acaba de apresentar a versão italiana do seu novo livro O que correu mal no Vaticano II ( "What went wrong with Vatican II"), que aborda a situação da Igreja Católica após 44 anos a conclusão da última grande Concílio Ecuménico e o único que não teve caráter dogmático em seus 2000 anos de história.

Para o veterano professor da controversa Universidade de Notre Dame (Indiana, Estados Unidos), os principais problemas vividos pela Igreja Católica nos anos que nos separam do Concílio Vaticano II não teve seu ponto de partida no próprio Concílio, mas na publicação da encíclica Humanae Vitae, explica em seu blog o jornalista Diego Contreras, ex-correspondente em Roma.

A oposição que a encíclica encontrou, especialmente entre os teólogos, foi um fato sem precedentes na história da Igreja. O problema fundamental não era realmente a contracepção, mas a autoridade na Igreja e, portanto, a concepção da própria Igreja. A quem devemos obedecer, o Papa que disse uma coisa ou teólogos que afirmam o contrário?

Desde então, espalhou a ideia de que a missão profissional dos teólogos era a de avaliar e filtrar os ensinamentos do Magistério da Igreja, para ver se eles são aceitáveis ou não. A imprensa encontrou nos teólogos dissidentes do Magistério da Igreja aliados muito rentáveis: cada vez que o Vaticano falava, a mídia poderia ter a opinião contrária (e incentivar a polêmica). Os dissidentes apareciam como heróis envolvidos na luta contra a opressão.

Segundo McInerny, esta situação começou a mudar só depois de aparecer o livro-entrevista de Vittorio Messori com o Cardeal Ratzinger - Rapporto sulla Fede ("A fé em crise?", no Brasil) - em 1985. Até então, a dissidência já estava "institucionalizada" e muitos dos novos padres foram formados neste clima.