terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Inscrições abertas para o Curso de Iniciação Teológica Online gratuito

(Esta turma foi concluída. Saiba mais em www.cursoscatolicos.com.br

Inscrições abertas até 31/01/2011. Início oficial: 01/02/2011. Duração prevista: 6 meses.
O Curso de Iniciação Teológica pretende dar uma visão geral dos tratados da Teologia, fornecendo ao aluno subsídios para posterior aprofundamento. Além da visão geral, serão apresentados os pontos fundamentais de cada tratado, segundo as grandes fontes da Teologia católica: as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja.

Neste curso, serão apresentados os seguintes tratados:Teologia Fundamental, Introdução às Sagradas Escrituras,
Deus Uno e Trino, Antropologia Teológica (criação, pecado, graça), Cristologia, Eclesiologia, Mariologia, Sacramentologia, Escatologia, Teologia Moral, Liturgia.

Será adotado para o curso um método colaborativo em que os tópicos serão apresentados à medida do interesse e participação dos alunos, sendo o professor um estimulador e mediador.


Administrador e criador do curso: Márcio Carvalho da Silva
"Estou montando este curso na expectativa de contribuir para a formação teológica dos cristãos, que, especialmente no meio católico, está muito a desejar. Há muitas opções de estudo da teologia na internet, mas poucos com solidez e sistematicidade.
Após este primeiro curso e de acordo com a aceitação e avaliação dos participantes, vamos pleitear um reconhecimento institucional."


Curso totalmente online e com público-alvo adulto (do ponto de vista da leitura, escrita e domínio básico da informática), com interesse em iniciar estudos teológicos.
Participe deste projeto e divulgue!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Dez/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
Multiplique e distribua na sua comunidade!


Memento II- 24. Dez/2010 -  O Verbo fez-Se carne; A música sacra; Lendas litúrgicas 18; glossário: gregoriano; O Coro na liturgia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lançamento exclusivo no Brasil: livro Reflexões para o Ano Litúrgico - Anos A, B e C, do Papa Bento XVI

Com a consciência de que as palavras do Santo Padre são seguramente as mais úteis no que toca às Sagradas Escrituras, a Libreria Editrice Vaticana liberou a publicação de um apanhado de recentes reflexões, discursos e homilias públicas proferidas pelo Papa Bento XVI especificamente para as principais solenidades e festas litúrgicas católicas.

Oferecemos este livro com exclusividade neste blog, diretamente pelo editor.


BENTO, PAPA, XVI. Reflexões para o Ano Litúrgico: Anos A, B e C. Juiz de Fora: Zás, 2010.
380 páginas. formato: 14x21cm

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

“Liberdade religiosa, caminho para a paz”

A Mensagem do Papa Bento XVI para o 44º Dia Mundial da Paz, dia 1º de janeiro de 2011, tem como tema a “Liberdade religiosa, caminho para a paz”. Movido pelos recentes acontecimentos de violência e intolerância religiosa, o Papa exorta aos homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé.
“Sem o reconhecimento do próprio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, não consegue encontrar resposta para as perguntas do seu coração sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princípios éticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade autêntica e desenvolver uma sociedade justa.” A religião tem sua dimensão pessoal e pública que deve ser preservada por ser força de liberdade e de civilização. Por isso não pode ser instrumentalizada nem imposta pela força.
A própria Igreja nada rejeita do que nas outras religiões existe de verdadeiro e santo. «Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia refletem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens», o que não significa relativismo ou sincretismo religioso, mas busca comum da verdade em diversos âmbitos vitais.
“Que os discípulos de Cristo não desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição”, anima o Papa, indicando a via do perdão e da não-violência.
“A paz é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projeto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus está mais perto da paz, que não é simples ausência de guerra, nem mero fruto do predomínio militar ou econômico, e menos ainda de astúcias enganadoras ou de hábeis manipulações. Pelo contrário, a paz é o resultado de um processo de purificação e elevação cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana é plenamente respeitada.”

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Nov/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
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Memento II- 23. Nov/2010 - Solenidade de Todos os Santos; Ano Litúrgico: As festas dos santos; Lendas Litúrgicas 18; glossário: casula, alva; A lei litúrgica não mata.

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Out/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
Multiplique e distribua na sua comunidade!


Memento II- 22. Out/2010 - A construção da comunhão eclesial é a chave da missão; Ano Litúrgico: Exercícios de piedade, Domingo e Festas do Senhor; Lendas litúrgicas 17; glossário: genuflexão; A beleza e o Sagrado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A vida futura

Havia dois gêmeos, um menino e uma menina, tão inteligentes e precoces que, mesmo no útero materno, já conversavam entre si.
A menina perguntava ao irmão: “Pra você, haverá vida após o nascimento?”.
Ele respondia: “Não seja ridícula. O que faz você pensar que exista algo fora desse espaço estreito e escuro em que nos encontramos?
A menina, criando coragem, insistia: “Talvez haja uma mãe, alguém que nos colocou aqui e que vai cuidar de nós.”
Ele disse: “Você vê alguma mãe em algum lugar? O que você vê é tudo que existe”.
Ela de novo: “Mas você não sente, às vezes, uma pressão no peito que aumenta dia a dia e nos impele para frente?”.
“Pensando bem, ele respondeu, é verdade, sinto isso o tempo todo”.
“Veja, concluiu, triunfante, a irmã mais nova, essa dor não pode ser para nada. Eu acho que está nos preparando para algo maior do que este pequeno espaço”.

Pe. Raniero Cantalamessa, segunda pregação do Advento 2010.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

“O próprio Senhor vos dará um sinal”

Reflexão para o 4º Domingo do Advento

Mt 1,21: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.” (Veja também: 1ª leitura: Is 7,10-14; Salmo 23; leitura: Rm 1,1-7; Evangelho: Mt 1,18-24).

“O próprio Senhor vos dará um sinal”
O povo espera, mas muitas vezes desanima. Não sabe mais o que esperar. É preciso vozes proféticas que mostrem sinais de que Deus não se esquece de seu povo.
Do último Domingo do Advento aprendemos que Deus mesmo dá seus sinais e que não esquece suas promessas. Quando o povo espera um Messias, um libertador, Deus promete algo mais, o próprio Emmanuel, Deus no meio dos seus, que traz a libertação definitiva, a salvação. E Ele vai ao seio da humanidade, tornando-se também homem, por meio de uma mulher, virgem.
O mistério que celebramos no Natal é exercício daquela mesma fé que moveram Maria e José a fazerem a vontade de Deus. Aparecem-nos muitos motivos para não acreditar ou desviar nosso olhar dos sinais de Deus. A pureza e justiça de Maria e José permitiram que vissem além de sua boa fama e deram lugar ao verdadeiro Protagonista da história da salvação.
Deus não se impõe, quer ser aceito. E neste caso significa O considerar no seu devido lugar de Deus que se manifesta em nós, com a nossa colaboração. Assim como Paulo, pela participação no mistério de Cristo somos vocacionados ao apostolado “a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu Nome. Entre esses povos estais também vós...” (Rm 1,5s)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cresce o índice de confiança na Igreja, segundo FGV

A Igreja Católica ocupa a 2ª posição no ranking de confiança da população brasileira nas instituições. O número faz parte do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), produzido pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (Direito GV), referente ao 3º trimestre do ano (jul-set).

Segundo a pesquisa espontânea, 54% das pessoas entrevistadas consideraram a Igreja uma instituição confiável, atrás apenas das Forças Armadas, que obteve 66% de confiabilidade.

No 2º trimestre (abr-jun), a Igreja ocupava a sétima posição, com 34%.



Para Luciana Gross Cunha, professora da Escola de Direito da FGV-SP e coordenadora do ICJ Brasil, podem ter pesado para o aumento do índice tanto a controvérsia sobre o aborto travada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais quanto a baixa da confiança nos três meses anteriores por causa das acusações de pedofilia contra padres. A próxima pesquisa deverá confirmar os dados.


Fontes:
 Diário Catarinense, Estadão, Portal Canção Nova, FGV

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja

Apresentamos a Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja

Todos recordam que que há dois anos, de 5 a 26 de outubro de 2008, los bispos de todo o mundo se reuniram, convocados pelo Santo Padre, para dialogar acerca da Palavra de Deus na vida e missão da Igreja.
Agora, em 11 de novembro de 2010, o Papa publicou a Exortação apostólica Verbum Domini, na qual nos dá a conhecer as conclusões daquela reunião.
É um documento precioso que nenhum católico pode deixar de ler, no que o Papa nos exorta em cada parágrafo a ter cada vez mais familiaridade com a Sagrada Escritura e tomá-la sempre em conta em nossa vida ordinária de homens e cristãos.

A exortação consta de três partes:

PRIMEIRA PARTE

A primeira parte é intitulada Verbum Dei e o Papa fala sobre o papel de Deus, o Pai, como fonte e origem da palavra.

Está dividida em três capítulos:

1."O Deus que fala" Trata da "vontade de Deus para abrir e manter um diálogo com os seres humanos, em que Deus toma a iniciativa e se revela de várias maneiras".

2. "A resposta do homem ao Deus que fala" Trata de como "o homem é chamado a entrar na aliança com seu Deus que ouve e responde às suas perguntas. Um Deus que fala, o homem responde com a fé.".

3. "A hermenêutica das Sagradas Escrituras na Igreja". Trata da interpretação correta da Sagrada Escritura (hermenêutica) que exige a complementariedade dos sentidos literal e espiritual, uma harmonia entre fé e razão.

SEGUNDA PARTE

A segunda parte é intitulada "Verbum in Ecclesia" e consiste em três capítulos:

1. "A Palavra de Deus e a Igreja", fala que "graças à Palavra de Deus e à ação sacramental, Jesus Cristo é contemporâneo aos homens na vida da Igreja. "

2. "A Liturgia, lugar privilegiado da Palavra de Deus" fala do "nexo vital entre as Escrituras e os sacramentos, especialmente da Eucaristia." A importância do lecionário, a leitura e a homilia.

3. "A Palavra de Deus na vida da Igreja", aqui é o lugar onde o Papa fala da "importância da formação bíblica dos cristãos, a Bíblia Sagrada na pastoral, na catequese, nos grandes encontros eclesiais, e em relação com as vocações."

TERCEIRA PARTE

A terceira parte, intitulada "Verbum mundo", fala do dever de todos os cristãos de proclamar a Palavra de Deus no mundo em que vivemos e trabalhamos. Composta por quatro capítulos:

1. "A missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo", fala de como a Igreja está orientada para proclamar o Evangelho àqueles que não conhecem a Jesus Cristo, mas também aqueles que foram batizados, mas que precisam de uma nova evangelização .

2. "Palavra de Deus e compromisso com o mundo", o Papa recorda que os cristãos são chamados a servir a Deus nos menores dos irmãos.

3. "A Palavra de Deus e as culturas". O Papa expressou sua esperança de que a Bíblia seja mais conhecida nas escolas e universidades e que os meios de comunicação social usem todas as possibilidades técnicas para sua difusão.

4. "Palavra de Deus e o diálogo inter-religioso" O Papa dá algumas indicações úteis sobre o diálogo entre cristãos e pessoas de outras religiões não-cristãs.

Não faltam no documento indicações e sugestões muito práticas, como por exemplo, que todas as famílias tenham uma Bíblia em casa e que possam ler e rezar com ela.

Autor: Lucrecia Rego de Planas | Fuente: Catholic.net
Tradução: Márcio Carvalho
Documento completo: vatican.va

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Alegrai-vos pois o fim está próximo

Reflexão para o 33 Domingo do Tempo Comum
Primeira leitura - Ml 3,19-20a; Segunda leitura - 2Ts 3,7-12; Salmo - Sl 97;Evangelho - Lc 21,5-19.

Os três últimos domingos que encerram o ano litúrgico vem relatando a última viagem de Jesus a Jerusalém, onde haveria de morrer. O discurso, porém, é sobre os nossos últimos dias.
“Tudo será destruído”, é a advertência de Jesus neste texto de Lucas. Diante da tendência de algumas épocas ou grupos de ver nas guerras, calamidades e perseguições o indício de um fim muito próximo, hoje ouvimos: “É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. Grande perseguição à Igreja foi prenunciada. Em última análise, a perseguição é ao próprio Cristo: “Todos vos odiarão por causa do meu nome.” Àqueles que permanecerem fiéis a esse Nome será certa a vida, não esta que passa, mas a futura.
Se o fim dos tempos anunciado pelo Cristo e ensinado pela Igreja não pode ser previsto, o fim de cada indivíduo é certo e vem em breve. São Paulo adverte que isso não é motivo de para quietismo ou ociosidade, mas todos devem trabalhar e cooperar com a graça divina. A caridade cristã não permite a acomodação e a resignação passiva, nem o extremo oposto do pietismo, que pretende comprar a salvação por meio das muitas obras.
O fim dos tempos, tanto no plano individual quanto no universal, é motivo de esperança e alegria, conforme o salmista: “Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade”. Porque Deus é justo, e sua justiça é a misericórdia.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Papa Bento XVI: Carta aos seminaristas

Bento XVI começa a carta lembrando seus dias de seminário. Na foto, Joseph Ratzinger (à direita) e seu irmão Georg no dia seguinte a ordenação ocorrida em 29 de junho de 1951.
Eis alguns dos principais pontos tratados:
Necessidade de sacerdotes: "os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. [...] Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir."

O sacerdote deve ser homem de oração: "O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus. Quando o Senhor fala de «orar sempre», naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contacto interior com Deus. Exercitar-se neste contacto é o sentido da nossa oração."

A Eucarisitia e sua celebração litúrgica como centro: "O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; [...] Para uma recta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando."

Necessidade da Penitência: "Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. [...] Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo."

Respeito pela piedade popular: "Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. [...] Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus»."

Estudar com empenho: "Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas."

Amadurecimento humano e sexualidade: "Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro». [...] Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva."

Servir à unidade da Igreja: "Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. [...] Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário."

Texto na íntegra em http://www.radiovaticana.org/POR/Articolo.asp?c=431640

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mau exemplo na Basílica de Aparecida

Entrada de baianas ao som de "Aquarela do Brasil" no último dia da novena de N. Sra. Aparecida.
Vídeo e comentário do blogueiro Flávio Monte: http://cristaocomprometido.blogspot.com/2010/10/baianas-e-aquarela-do-brasil-na-missa.html

É lamentável que este Santuário-Basílica nunca tenha sido exemplo em questão de liturgia. O desrespeito é ainda maior por se tratar de celebração televisionada.
O folheto "litúrgico" produzido por lá, "Deus Conosco", não merece nosso apoio, apesar das melhoras nos últimos anos, a mando da CNBB.

Lembro-me também da Missa de abertura do V Celam, também em Aparecida, que o Santo Padre o Papa Bento XVI era constantemente atrapalhado pelo tagarela "comentarista", padre da Basílica, que impediu o papa de iniciar a Missa com o sinal da cruz várias vezes:
http://www.youtube.com/watch?v=lKuli_Cx7nw

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Demanda por práticas tradicionais é predominantemente de jovens


"O Capelão da Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, Monsenhor Sergio Costa Couto está ajudando o Arcebispo na tarefa de implementar a Missa. Ele explicou que, a partir do decreto do Papa João Paulo II, todo sacerdote de rito latino pode celebrar essa missa na forma antiga, como está no manual de 1963, feito pelo Papa João XXIII.

- Essa missa é celebrada em latim, podendo, eventualmente, fazer as leituras em português. Percebe-se que há uma demanda muito grande de pessoas afeiçoadas às práticas tradicionais, explicou.

Ele contou que fiéis desvinculados da linha pastoral moderna, que predomina no ambiente católico atual, buscam a missa em latim. Curiosamente, esta parcela de fiéis é composta, em sua maioria, por jovens entre 20 e 30 anos, que já nasceram sob a vigência da missa reformada, mas conheceram e simpatizaram com esta forma de Liturgia Tradicional.

Ele acrescentou que as diferenças entre a antiga e a nova liturgia vão muito além do idioma, envolvem as fórmulas, as orações, os gestos, a postura do padre (de costas para a assembléia), os cantos."

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro


Vide, também, o fenômeno da evangelização na internet, predominatemente de linha tradicional, fiel ao Magistério da Igreja e levada a cabo por jovens, enquanto que a linha "liberal" ou "modernista" é alimentada por "velhas ideias" e pessoas idem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“Procissão da Bíblia” e dança na Liturgia

A prática da entrada ou procissão da Bíblia, logo antes da primeira leitura, muitas vezes acompanhada de dança, vem sendo tolerada há muito tempo. Fato é que esse “rito” não existe oficialmente, isto é, nos livros e normas litúrgicas. O motivo pelo qual ainda não foi permitida oficialmente, apesar da intensa prática, é que (1) não tem nenhum sentido litúrgico-teológico e ainda (2) perturba o andamento da celebração.
1. Na liturgia, Cristo está presente na “palavra proferida”, não no livro: “Ele está presente em sua palavra visto que é ele próprio quem fala quando as Escrituras são lidas na Igreja”. Esta presença é sinalizada pelo ambão e pela beleza dos livros litúrgicos, isto é, o lecionário e o evangeliário. Em virtude deste sinal, o livro venerado deve ser o que vai ser lido. O livro das leituras ou a Bíblia não é Palavra de Deus se serve apenas como enfeite.
2. Após a Oração do dia ou coleta, os fiéis imediatamente se sentam e fazem silêncio para ouvir a Palavra de Deus. É a prática de séculos. Quando se introduz um rito não previsto neste momento, gera-se um desconforto na assembleia, quebra-se o ritmo. É um “ruído litúrgico”. O que é previsto é a entrada do evangeliário na procissão de entrada, levado pelo diácono ou, na falta deste, um leitor. É colocado no centro do altar, voltado para o povo, e é levado novamente em procissão na hora do Evangelho, por aquele que proclama. Na falta do evangeliário, entra o lecionário que vai direto ao ambão.
A CNBB, num tópico das “Orientações para a celebração da Palavra de Deus” de 1994, diz: “Convém que as comunidades, conforme as circunstâncias específicas, encontrem, dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitem valorizar e realçar o Livro da Palavra (Bíblia, Lecionário) e a sua proclamação solene. O Livro, sinal da Palavra de Deus, é trazido em procissão, colocado na Mesa da Palavra, aclamado antes e depois da leitura e venerado. Não é recomendável que o leitor proclame a Palavra usando o folheto” (n. 70). Note-se que não se diz o momento adequado, nem que esta sugestão seja aplicável à Missa. Tinha em vista corrigir o abuso que é “folheto”, correndo o risco de gerar outros (o que, de fato, ocorreu). Pelo zelo e pela obrigação, opte-se pelas normas do Missal Romano, sinal da unidade litúrgica católica.
Sobre a dança, Cardeal Ratzinger escrevera: “A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século III, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia (…) As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas – invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior a Liturgia do “sacrifício da Palavra”. É totalmente absurdo – na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente” recorrer a espetáculos de pantomimas de dança (Introdução ao Espírito da Liturgia, pg. 146). É permitida, assim como as palmas, somente nas culturas onde faz parte do acompanhamento natural do canto, que não é o nosso caso.
Quem incentiva essas práticas (normalmente “equipes de liturgia” que compreendem mal o sentido de criatividade) deveria se colocar antes no lugar da assembleia.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Set/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
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Memento II- 21. Set/2010 - A inspiração divina da Sagrada Escritura e a sua interpretação; As festas da Virgem e dos Santos; Lendas litúrgias 16; "Procissão da Bíblia" e dança na liturgia.

sábado, 21 de agosto de 2010

Era de se esperar: Dilma Rousseff não vai ao debate da TV Canção Nova e Rede Aparecida


Quinta-feira, 19 de agosto de 2010, 10h04

Dilma Rousseff não vai ao debate da TV Canção Nova e Rede Aparecida


Da Redação


A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, alegou problemas de agenda e disse estar impossibiltada de participar do debate promovido pela TV Canção Nova e a Rede Aparecida.

O encontro com os presidenciáveis está marcado para a próxima segunda-feira, 23, às 22h, com transmissão ao vivo por diversas emissoras de inspiração católica.

Já os candidatos José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) confirmaram a participação no debate.


Leia nota oficial da TV Canção Nova sobre a ausência de Dilma Roussef:

Dilma Roussef (PT) comunicou oficialmente, nesta quarta-feira, 18/8, a impossibilidade de sua participação no debate com os candidatos a presidente da República que a TV Canção Nova e a Rede Aparecida realizarão no dia 23 de agosto, às 22h, no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo.

Em telefonema ao presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora da TV Canção Nova, Wellington Silva Jardim, a candidata pediu desculpas e a compreensão de todos por sua ausência, alegando como motivo a dificuldade de conciliar a agenda do período eleitoral, repleta de viagens, gravações e debates promovidos pelas emissoras de TV.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O lugar do crucifixo em relação ao altar

IGMR 308: “Sobre o altar ou junto dele coloca-se também uma cruz, com a imagem de Cristo crucificado, que a assembleia possa ver bem. Convém que, mesmo fora das ações litúrgicas, permaneça junto do altar uma tal cruz, para recordar aos fiéis a paixão salvadora do Senhor.”
A liturgia é a celebração do Mistério de Cristo e em particular do Mistério pascal (CIC 218). “A partir desta definição, entendemos que o centro da ação litúrgica da Igreja é Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, e seu mistério pascal da Paixão, Morte e Ressurreição. A celebração litúrgica deve ser a transparência dessa verdade teológica. Por muitos séculos, o símbolo escolhido pela Igreja para a orientação do coração e do corpo durante a liturgia é uma representação de Jesus crucificado.
A centralidade do crucifixo na celebração do culto divino é mais proeminente no passado, quando existia a tradição de que o padre e os fiéis durante a celebração eucarística estavam voltados para o crucifixo no centro, acima do altar, que era geralmente contra a parede. Para o costume de celebrar o atual "versus populum", muitas vezes, a cruz está localizada ao lado do altar, perdendo a sua localização central.
O então teólogo e cardeal Joseph Ratzinger, tinha reiterado que, mesmo durante a celebração "versus populum" (voltada para o povo), o crucifixo devia ser mantido na sua posição central
(Nota do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice).
"Mover a cruz do altar para a lateral para dar ao povo uma visão do padre sem interferência é algo que eu classifico como um dos grandes absurdos das últimas décadas. A cruz atrapalha a Missa? O padre é mais importante que o Senhor? Esse erro deve ser corrigido o quanto antes, e pode ser feito sem necessidade de reformas. O Senhor é o ponto de referência." (Cardeal Ratzinger).
Depois de se tornar papa, Bento XVI tem celebrado somente com a cruz no centro do altar (num arranjo com seis candelabros e a cruz no centro, já chamado de arranjo beneditino, em homenagem ao papa), e se mostra feliz de que muitos o sigam na sua sugestão de "não avançar com novas transformações, mas simplesmente pôr a cruz no centro do altar, para que esta possa assistir ao mesmo tempo sacerdote e fiéis, para serem orientados, assim, para o Senhor, a Quem nós oramos juntos."

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Busque as coisas do alto

Reflexão para o 18º Domingo do Tempo Comum

Lc 12,20-21: "Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus." (Veja também: 1ª leitura: Ecl 1,2;2,21-23; Salmo 89; 2ª leitura: Cl 3,1-5.9-11; Evangelho: Lc 12,13-21).

Busque as coisas do alto

Que resta ao homem de todo o seu labor? - pergunta o Eclesiastes. Nada! Tudo é vaidade, responde, até mesmo o descanso é uma ilusão. Esse pessimismo em relação às coisas terrenas é transformado por Cristo em esperança de uma vida futura ótima e definitiva.
Esperança para nós, que ainda vivemos neste mundo de vaidades, em que tudo é passageiro, portanto, ilusório. Porque o Cristo já vive a nova vida, a Ressurreição, da qual participamos já pelo batismo e pela Eucaristia, que nos restaura constantemente, até atingirmos o conhecimento perfeito (2ª leitura).
A vida plena desejada por Deus só pode ser a vida definitiva que Cristo nos garantiu por sua morte e ressurreição. Jesus não veio para satisfazer aos interesses terrenos. "Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?", respondeu ao que estava preocupado com uma divisão de herança. "Buscai as coisas do alto", recomenda São Paulo.
Os evangelhos dos últimos domingos nos conduzem à conclusão que só Deus é a felicidade. "Que devo fazer para conseguir a vida eterna?": Ame a Deus e ao próximo (parábola do bom samaritano); "Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas"; Jesus ensina a rezar e a pedir o necessário, e o Pai "dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!". Hoje e adiante, Jesus ensina a desprezar a riqueza material.O cristão é aquele que vive em meio ao mundo que passa buscando a vida eterna, que não passa. Ele conta os seus dias com sabedoria (cf. Salmo) na esperança da vinda d'Aquele que pode dar a verdadeira alegria.

Márcio Carvalho da Silva

terça-feira, 27 de julho de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Ago/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
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Memento II- 20. Ago/2010 - A Mulher que vence o Dragão; O Ano Litúrgico; Lendas litúrgicas 15; glossário: memorial, hosana; O lugar do crucifixo em relação ao altar; A missa é muito mais que uma reunião fraterna.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Jul/2010 disponível

Disponível para download no formato PDF. Imprima em folha A4 frente e verso e dobre ao meio para obter o boletim.
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Memento II- 19. Jul/2010 - Aos bispos do Brasil; O ofício divino; Lendas litúrgicas; glossário: lavabo; Criatividade nas Celebrações litúrgicas?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Crucifixo no centro do altar

"Mover a cruz do altar para a lateral para dar ao povo uma visão do padre sem interferência é algo que eu classifico como um dos grandes absurdos das últimas décadas. A cruz atrapalha a missa? O padre é mais importante que o Senhor? Esse erro deve ser corrigido o quanto antes, e pode ser feito sem necessidade de reformas. O Senhor é o ponto de referência."

Cardeal Ratzinger. Introdução ao espírito da liturgia.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa

http://www.zenit.org/article-25257?l=portuguese

Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa


Em seu discurso ao congresso da diocese de Roma

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de junho de 2010 (ZENIT.org).- “A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada”, assegura Bento XVI, ao exortar toda a Igreja a celebrá-la com toda a dignidade.
O Pontífice deu esta indicação central aos participantes do congresso da diocese de Roma, que começou no dia 15 de junho, na Basílica de São João de Latrão, catedral do bispo da Cidade Eterna.
“A Santa Missa, celebrada com respeito pelas normas litúrgicas e com um uso adequado da riqueza dos sinais e gestos, favorece e promove o crescimento da fé eucarística”, garantiu o Papa.
“Na celebração eucarística, não inventamos algo, e sim entramos em uma realidade que nos precede; mais ainda, ela abarca o céu e a terra e, portanto, também o passado, o futuro e o presente.”
“Esta abertura universal, este encontro com todos os filhos e filhas de Deus, é a grandeza da Eucaristia: saímos ao encontro da realidade de Deus presente no corpo e no sangue do Ressuscitado entre nós.”
Portanto, “as prescrições litúrgicas ditadas pela Igreja não são algo exterior, mas expressam concretamente esta realidade da revelação do corpo e sangue de Cristo e, desta forma, a oração revela a fé”.
Segundo o Bispo de Roma, “é necessário que, na liturgia, apareça de forma clara a dimensão transcendente, a dimensão do mistério do encontro com o Divino, que ilumina e eleva também a dimensão ‘horizontal’, isto é, o laço de comunhão e de solidariedade que se dá entre os que pertencem à Igreja”.
De fato, “quando prevalece esta última, não se compreende plenamente a beleza, a profundidade e a importância do mistério celebrado”.
O Papa deu este conselho aos fiéis de Roma, em particular aos seus sacerdotes: “Celebrai os divinos mistérios com uma participação interior intensa, para que os homens e mulheres da nossa cidade possam santificar-se, entrar em contato com Deus, verdade absoluta e amor eterno”.
E exortou os católicos de Roma a “prestar mais atenção, entre outras coisas com grupos litúrgicos, à preparação e celebração da Eucaristia, para que os que participam possam encontrar o Senhor. Cristo Ressuscitado se faz presente em nosso hoje e nos reúne ao seu redor”.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O misterioso matrimônio cristão

“É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e a Igreja” (Ef 5,32). Mas também é grande o mistério do matrimônio cristão. Afinal, era sobre isso que Paulo falava: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Ef 5,31, citando Gn 2,24).
Na Igreja, entre batizados, o matrimônio é um sacramento. E como todo sacramento, sinaliza e torna atual uma realidade transcendente, divina. No batismo, pela água, é significada e realizada a inserção da pessoa em Cristo, em sua morte e ressurreição, através de seu Corpo visível que é a Igreja. No matrimônio, pelo consentimento mútuo de amor dos esposos e sua promessa de fidelidade, é significada e realizada a união amorosa entre Cristo e a Igreja.
De fato: Deus amou o mundo antes mesmo de o criar; por isso criou, para comunicar seu amor. E comunicou definitivamente se fazendo homem, em Jesus Cristo, e amando até o fim, isto é, até a morte (cf. Ef 5,2; Fl 2,8). Este é o modelo de amor proposto ao homem: “Amai-vos uns aos outros, como eu [Jesus] vos amei” (Jo 13,34; 15,12). Amor até o fim, incondicional, que não busca benefícios para si, mas coloca o outro acima da própria vida.
Exigência utópica? Nem tanto. Não é tão raro encontrar esse tipo de amor na família, mesmo que em algumas circunstâncias apenas, porque o ser humano falha sempre. O matrimônio, instituição fundante da família, é o lugar da melhor vivência do amor ao próximo, lugar da partilha e da doação, onde só se ganha sendo os dois “uma só carne”, uma só vida. Morre o interesse individual (não o indivíduo) para dar lugar ao casal, a nova vida a dois. Quando um quer ganhar sozinho, os dois perdem. Quando um perde em vista do bem comum do casal, os dois ganham. Doam um ao outro tudo que têm e que são, psicológica, espiritual e fisicamente.
E o amor não se esgota no círculo fechado dos dois. Um amor total, como o de Deus, tende a transbordar. Busca o infinito. O próprio Deus, que é Amor, é Três, e ainda criou tudo o que existe para transbordar seu amor. No matrimônio, sinal desse amor, homem e mulher estão abertos a outras vidas, gerando-as inclusive. São, ainda mais, sinal do amor criador de Deus, coparticipantes do dom da criação. Os filhos são como que a coroa do matrimônio e ainda preventivo de um possível egoísmo a dois. O filho fruto do amor dos pais se torna o novo centro para o qual converge aquele amor-doação. Longe de diminuir o amor do casal, a paternidade responsável reforça aquele vínculo afetivo-espiritual que agora une três, fazendo da família um sinal da Trindade eterna. É como Cristo que ama a Igreja, pela qual se entregou, e a Igreja que gera e educa filhos para Deus: a missão da Igreja é a missão da família.
A falta desta consciência dos bens do matrimônio e de suas exigências é um dos motivos pelos quais os casamentos e a própria instituição familiar passa por dificuldades. Se esta formação é precária mesmo dentro da Igreja, onde o casamento não é mera formalidade mas sacramento, a tarefa dos casais de serem sinal do amor de Deus pelos homens torna-se ainda mais urgente. Para o bem da humanidade.

sábado, 12 de junho de 2010

Autoridade e hierarquia são serviço

Recordou o Papa na audiência geral de 26 de maio de 2010 (grifos meus):

"O que é realmente, para nós cristãos, a autoridade? As experiências culturais, políticas e históricas do passado recente, sobretudo as ditaduras na Europa do Leste e do Oeste no século XX, tornaram o homem contemporâneo suspeitoso em relação a este conceito. [...] Mas precisamente o olhar sobre os regimes que, no século passado, semearam terror e morte, recorda com vigor que a autoridade, em qualquer âmbito, quando é exercida sem uma referência ao Transcendente, se prescindir da Autoridade suprema, que é Deus, acaba inevitavelmente por se voltar contra o homem. É importante então reconhecer que a autoridade humana nunca é um fim, mas sempre e só um meio e que, necessariamente e em cada época, o fim é sempre a pessoa, criada por Deus com a própria intangível dignidade e chamada a realizar-se com o próprio Criador, no caminho terreno da existência e na vida eterna; é uma autoridade exercida na responsabilidade diante de Deus, do Criador. Uma autoridade tão intensa, que tenha como única finalidade servir o verdadeiro bem das pessoas e ser transparência do único Bem Supremo que é Deus, não só é alheia aos homens, mas, ao contrário, é uma preciosa ajuda no caminho para a plena realização em Cristo, rumo à salvação.
A Igreja está chamada e compromete-se a exercer este tipo de autoridade que é serviço, e exerce-a não em seu nome, mas no de Jesus Cristo, que do Pai recebeu todo o poder no Céu e na terra (cf. Mt 28, 18). De facto, através dos Pastores da Igreja Cristo apascenta a sua grei: é Ele quem a guia, protege e corrige, porque a ama profundamente. Mas o Senhor Jesus, Pastor supremo das nossas almas, quis que o Colégio Apostólico, hoje os Bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, e os sacerdotes, seus mais preciosos colaboradores, participassem nesta sua missão de se ocupar do Povo de Deus, de ser educadores na fé, orientando, animando e apoiando a comunidade cristã ou, como diz o Concílio, cuidassem "para que cada fiel seja levado, no Espírito Santo, a cultivar a própria vocação segundo o Evangelho, a uma caridade sincera e activa e à liberdade com que Cristo nos libertou" (Presbyterorum ordinis, 6). Portanto, cada Pastor é o meio através do qual o próprio Cristo ama os homens: é mediante o nosso ministério queridos sacerdotes é através de nós que o Senhor alcança as almas, as instrui, guarda e guia."

"Se esta tarefa pastoral se funda no Sacramento, contudo a sua eficácia não é independente da existência pessoal do presbítero. Para ser Pastor segundo o coração de Deus (cf. Jr 3, 15) é preciso um radicamento profundo na amizade viva com Cristo, não só da inteligência, mas também da liberdade e da vontade, uma consciência clara da identidade recebida na Ordenação sacerdotal, uma disponibilidade incondicionada a conduzir o rebanho confiado aonde o Senhor quer e não na direcção que, aparentemente, parece mais conveniente ou mais fácil."

"Nos últimos decénios, utilizou-se muitas vezes o adjectivo "pastoral" quase em oposição ao conceito de "hierárquico", assim como, na mesma contraposição, foi interpretada também a ideia de "comunhão". Talvez seja este o ponto sobre o qual pode ser útil uma breve observação sobre a palavra "hierarquia", que é a designação tradicional da estrutura de autoridade sacramental na Igreja, ordenada segundo os três níveis do Sacramento da Ordem: episcopado, presbiterado, diaconado. Prevalece na opinião pública, para esta realidade "hierárquica", os elementos de subordinação e jurídico; por isso para muitos a ideia de hierarquia parece estar em contraste com a flexibilidade e com a vitalidade do sentido pastoral e também ser contrária à humildade do Evangelho. Mas este é um sentido da hierarquia compreendido mal, historicamente também causado por abusos de autoridade e por carreirismo, que são precisamente abusos e não derivam do ser próprio da realidade "hierárquica". A opinião comum é que "hierarquia" é sempre algo relacionado com o domínio e assim não correspondente ao verdadeiro sentido da Igreja, da unidade no amor de Cristo. Mas, como eu disse, esta é uma interpretação errada, que tem origem em abusos da história, mas não corresponde ao verdadeiro significado daquilo que é a hierarquia. Comecemos com a palavra. Geralmente, diz-se que o significado da palavra hierarquia seria "domínio sagrado", mas o verdadeiro significado não é este, é "origem sagrada", ou seja: esta autoridade não provém do próprio homem, mas tem origem no sagrado, no Sacramento; submete portanto a pessoa à vocação, ao mistério de Cristo; faz do indivíduo um servo de Cristo e só como servo de Cristo ele pode governar, guiar para Cristo e com Cristo. Por isso quem entra na Ordem sagrada do Sacramento, a "hierarquia", não é um autocrata, mas entra num vínculo novo de obediência a Cristo: está ligado a Ele em comunhão com os outros membros da Ordem sagrada, do Sacerdócio. E também o Papa ponto de referência de todos os outros Pastores e da comunhão da Igreja não pode fazer o que quiser; ao contrário, o Papa é guardião da obediência a Cristo, à sua palavra resumida na "regula fidei", no Credo da Igreja, e deve preceder na obediência a Cristo e à sua Igreja. Hierarquia implica por conseguinte um tríplice vínculo: antes de tudo com Cristo e com a ordem dada pelo Senhor à sua Igreja; depois o vínculo com os outros Pastores na única comunhão da Igreja; e, por fim, o vínculo com os fiéis confiados a cada um, na ordem da Igreja."

"O modo de governar de Jesus não é o do domínio, mas é o serviço humilde e amoroso do Lava-pés, e a realeza de Cristo sobre o universo não é um triunfo terreno, mas encontra o seu ápice no madeiro da Cruz, que se torna juízo para o mundo e ponto de referência para a prática da autoridade, que seja verdadeira expressão da caridade pastoral."

texto na íntegra aqui.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A política tem o primado sobre as finanças

Trechos do discurso do Santo Padre em audiência aos participantes de um congresso da Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice, no dia 22 de maio de 2010.

"Com efeito, a crise e as dificuldades de que no presente sofrem as relações internacionais, os Estados, a sociedade e a economia, são em grande medida devidas à falta de confiança e de uma adequada inspiração de solidariedade criativa e dinâmica, orientada para o bem comum, que leve a relacionamentos autenticamente humanos de amizade, de solidariedade e de reciprocidade, também "dentro" da actividade económica. O bem comum é a finalidade que dá sentido ao progresso e ao desenvolvimento que, caso contrário, se limitariam unicamente à produção de bens materiais; eles são necessários, mas sem a orientação para o bem comum terminam por prevalecer o consumismo, o desperdício, a pobreza e os desequilíbrios; factores negativos para o progresso e para o desenvolvimento."

"A política deve ter o primado sobre as finanças e a ética deve orientar todas as actividades."

"No entanto, aquilo que é fundamental e prioritário em vista do desenvolvimento de toda a família dos povos, é o esforço em vista de reconhecer a autêntica escala dos bens-valores. Somente graças a uma correcta hierarquia dos bens comuns é possível compreender que tipo de desenvolvimento deve ser promovido. O desenvolvimento integral dos povos, finalidade fulcral do bem comum universal, não é dado apenas pela difusão do empresariado (cf. ibidem), dos bens materiais e cognitivos, como a casa e a instrução, das escolhas disponíveis. Ele é dado de maneira especial pelo incremento daquelas escolhas positivas que são possíveis quando existe a noção de um bem humano integral, quando existe um telos, uma finalidade sob cuja luz o desenvolvimento é pensado e desejado."

"A exclusão das religiões do âmbito público, como por outro lado o fundamentalismo religioso, impedem o encontro entre as pessoas e a sua colaboração para o progresso da humanidade; a vida da sociedade empobrece-se de motivações e a política assume um rosto opressor e agressivo (cf. ibid., n. 56)."

texto na íntegra aqui.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Jun/2010 disponível

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Memento II- 18. Jun/2010 - "Haurireis águas com alegrias das fontes do Salvador" (Is 12,3); O ofício divino; Lendas litúrgicas; glossário: embolismo, doxologia; É lícito a um ministro leigo elevar a patena ou o cálice na doxologia final?; Como se escolhe a Oração Eucarística?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Que o apelo dos bispos não seja apenas bonito no papel

Carta dos bispos brasileiros aos presbíteros na 48ª Assembleia Geral da CNBB.
BRASÍLIA, domingo, 16 de maio de 2010


"Pedimos que zelem pela comunhão eclesial, alimentando-a com a celebração cotidiana da Eucaristia, com a oração fiel e generosa, de modo especial a Liturgia das Horas, com a busca frequente do Sacramento da Penitência e a orientação espiritual, com um estilo de vida sóbrio, que tome distância dos apelos do consumismo, da cultura da banalidade, da invasão do secularismo."

 Texto na íntegra aqui.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Imagens de belas liturgias

Para contrapor as imagens de abusos litúrgicos postadas anteriormente, procurei algumas belas imagens de celebrações. Digo que não foi fácil, mas existem alguns esforços para promover a dignidade da liturgia conforme o real desejo do Concílio. A "reforma da reforma" proposta por Bento XVI há de vingar!

Belos paramentos e vasos litúrgicos, dignos do Sacrifício que o piedoso padre está oferecendo. O relógio aparece na foto, mas acredito que ninguém percebe isso numa liturgia bem celebrada (Valinhos/SP).

Distribuição da Sagrada Comunhão na forma tradicional: de joelhos, na boca, com patena segurada pelo acólito. O padre celebra de casula e o acólito com batina e sobrepeliz (Holanda).

Todos os sacerdotes de casula e em atitude reverente. O acólito (canto esquerdo) com veste adequada e de joelhos na consagração. Repare o crucifixo voltado para o celebrante principal (Holanda).

Sobriedade no tempo quaresmal. Os padres sem casula não ocuparam o altar (Brasil).

Simples e digno. (Brasil)

E não poderia faltar o nosso modelo: o Santo Padre. E isso não é uma Missa tridentina. É o mesmo rito novo de Paulo VI, que nunca proibiu a posição versus Deum.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Imagens de abusos litúrgicos


Brasília, 06 de maio de 2010 – Missa na Assembléia Geral dos Bispos do Brasil. “Portanto, reprove-se qualquer uso, para a celebração da Missa, de vasos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros vasos de cristal, argila, porcelana e outros materiais que se quebram facilmente” (Redemptionis Sacramentum, 117).
Fonte: Fratres in Unum

 Sim, é a Marta Suplicy no altar...
 Repare ainda algumas "coisinhas" no altar (IGMR 306. "Sobre a mesa do altar, apenas se podem colocar as coisas necessárias para a celebração da Missa").
 Além do já dito sobre coisas no altar, extremo mau-gosto.
Que cena! Cadê o mistério?
Um folhetinho, um crucifixo deitado "pra dizer que tem"...
A cara do povo condena o ridículo.
Olha Pe. Joãozinho celebrando Missa...

Sem comentários...
Olha a consagração.
Nem é preciso citar normas litúrgicas. Mas pode ter alguém que ache "bonitinho".
Vai um "pãozinho" aí?
Esta retrata bem o que a liturgia é para alguns.

MISERERE NOBIS, DOMINE!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Mai/2010 disponível

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Memento II- 17. Mai/2010 - Pentecostes: solene início da Igreja; Natureza dos sacramentais; Lendas litúrgicas; glossário: Pentecostes; Notícia: Papa mais uma vez fala sobre a Liturgia: “O culto não pode nascer de nossa fantasia”; Muitos fiéis lamentam um empobrecimento da atual práxis celebrativa. Que conselhos você daria para renovar e tornar mais bela e intensa a liturgia?  

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"O culto não pode nascer da nossa fantasia"

 O Sucessor de Pedro manifestou aos bispos do Pará e Amapá, 15 de abril no Vaticano, em visita ad limina, sua preocupação constante "por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica":  Jesus Cristo "vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados."
"Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… ", disse o Papa referindo-se às comunidades que não preservam o recolhimento na liturgia, atarefando-se em introduzir elementos que ofuscam o mistério. Afastam-se da verdadeira natureza da Igreja aqueles que, "em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa".
Bento XVI também rejeita o erro de pensar a Eucaristia simplesmente como "um encontro fraterno ao redor da mesa" desprovido de valor sacrifical, como já dissera o Servo de Deus João Paulo II.
Por fim, o Sumo Pontífice deseja que Jesus Eucarístico "seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total." E convida: "Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!"

Leia o discurso completo aqui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Papa tomará iniciativas e “não deixará de nos surpreender”

É o que afirma o Cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, o "número dois do Vaticano", como tem sido chamado. Em coletiva de imprensa no Chile, onde faz visita de 6 a 13 de abril como enviado do Papa por ocasião do Bicentenário da República, a tônica dos repórteres foi as polêmicas dos casos de pederastia, como era de se esperar.
Ele afirmou: “creio que o Papa ainda tomará outras iniciativas. Não posso antecipar, mas se estão pensando outras iniciativas. Não vai deixar de nos surpreender com essas iniciativas sobre este tema específico”.
Mas o que causou maior celeuma foi a sua afirmação de que a pedofilia está mais ligada à homossexualidade do que ao celibato. “Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e me disseram recentemente, que há relação entre homossexualidade e pedofilia”. Veja as reações pelo mundo clicando aqui.

Aguardemos as novas iniciativas do Papa. Com certeza elas virão. A paciência e o acerto são virtudes que Bento XVI tem demonstrado desde sempre.

DECLARAÇÃO DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ, P. FEDERICO LOMBARDI, SI - 14/04/2010

Respondendo a perguntas de jornalistas sobre o debate após uma entrevista do Cardeal Secretário de Estado no Chile em questões de abuso sexual por membros do clero, o diretor da Sala de Imprensa disse:

A autoridade da Igreja não considera sua responsabilidade fazer declarações gerais de caráter médico ou psicológico, que naturalmente se referem a estudos técnicos e de investigação em curso sobre o assunto.

Por parte da autoridade eclesiástica, nos casos de abuso de crianças por padres nos últimos anos, dirigida pela Congregação para a Doutrina da Fé, consta simplesmente os dados estatísticos relatados na entrevista de Mons. Scicluna, que falou de 10% dos casos de pedofilia no sentido estrito, e de 90% dos casos a serem definidos como efebofilia (ou seja, contra os adolescentes), dos quais aproximadamente 60% relataram pessoas do mesmo sexo e 30% de caráter heterossexual. Trata-se, naturalmente, da questão do abuso por padres e não da população em geral.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ressurreição, uma nova criação

Reflexão para o 2º Domingo da Páscoa - 1ª leitura: At 5,12-16; Salmo 117; 2ª leitura: Ap 1,9-11a.12-13.17-19; Evangelho: Jo 20,19-31).

A novidade da Páscoa do Senhor Jesus Cristo é tal, e tamanho é seu mistério que ninguém pode abarcar toda a sua realidade. O apóstolo e evangelista João, eminente teólogo, não conseguiu sequer escrever todos os sinais que Jesus realizara (Jo 20,30; 21,25). Mas este pequeno trecho do Evangelho de hoje serve de reflexão sobre muitos aspectos.
A liturgia de hoje cita o “primeiro dia da semana” (Jo 20,19) ou oitavo dia (Jo 20,26), isto é, o Domingo, Dia do Senhor (Ap 1,10), várias vezes. É o dia de reunião dos cristãos (cf. At 5,12) porque é o dia que o Senhor fez para nós (Sl 117,24), o dia da nova vida, nova criação, oitavo dia, acima do tempo cronológico (sete dias). É nesse dia que os cristãos, como os discípulos, fazem a experiência do Ressuscitado. Naquele episódio, puderam ver a carne e os ossos de Jesus, tal e qual foi crucificado. É o mesmo que foi morto, sepultado num túmulo lacrado. Não é a visão de um fantasma. Se bem que esse corpo ressuscitado tem algo de misterioso: entra por portas fechadas e vai onde quer. É realmente uma nova criação, em que também a matéria é redimida. Saberemos como é isso no dia da nossa ressurreição, porque, por Jesus, também nós ressuscitaremos no último dia, num corpo glorioso (1Cor 15,43-44).
São João fez questão de contar como Tomé teve de ter a certeza palpável da ressurreição, contra a heresia de que o Senhor não teria ressuscitado corporalmente, mas “espiritualmente” ou “na experiência subjetiva dos Apóstolos”. O que a fé apostólica nos transmitiu foi que o Senhor ressuscitou verdadeiramente, em carne e ossos (Lc 24,39). Também é citada por duas vezes a chaga do lado aberto de Jesus, como prova de que Ele também morreu verdadeiramente.
Nesta manifestação aos discípulos, Jesus dá a eles, além da prova da ressurreição, a missão e o poder sobre a Igreja, fundada por Ele, quando do seu lado aberto na cruz jorrou sangue e água, prefigurando o Batismo, pelo qual somos incorporados a Ele, e a Eucaristia, pela qual participamos do seu Corpo Glorioso. As palavras “como o Pai me enviou, Eu vos envio” e o gesto de soprar sobre eles o Espírito, também é sinal dessa realidade nova que é a Igreja de Jesus Cristo fundada sobre o fundamento dos Apóstolos.
No relato da criação, o Espírito pairava sobre as águas (Gn 1,2). O Espírito agora paira sobre a Igreja. A Ela foi dado o poder de perdoar pecados (Jo 20,23), enviada a anunciar a misericórdia de Deus a todos os povos (Mt 28,19). É feliz quem crê no testemunho dos Apóstolos: “Vimos o Senhor” (Jo 20,25), porque “felizes aqueles que creem sem ter visto!” (Jo 20,29). Assim acontecia na primeira geração de cristãos: ouviam e presenciavam os sinais e maravilhas realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos (At 5,12). À sombra de Pedro sentiam a força de Cristo (At 5,15).
Hoje, a Igreja de Cristo continua sendo guiada pelos Apóstolos, sob a autoridade de Pedro. A este foi dada especial autoridade pelo próprio Cristo, pelo tríplice “Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21,15-17), pela promessa “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18), e pela entrega das “chaves do Reino dos céus” (Mt 16,19), isto é, autoridade total no que toca à fé cristã. Por tudo isto é que mesmo em meio às tormentas, perseguições e calúnias, a Igreja é sempre vitoriosa, porque não são os membros pecadores que prevalecem, mas a Cabeça toda Santa que é o próprio Cristo. E eis que Ele está conosco, membros de sua Igreja una, católica e apostólica, “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20).

terça-feira, 6 de abril de 2010

Igreja - informação versus campanha

Em meio à insana campanha anticatólica e antipapa, a imprensa laica brasileira - quem diria! - dá sinais de sensatez. Um artigo de CARLOS ALBERTO DI FRANCO - O Estado de S.Paulo, de 5 de abril, critica com serenidade seus colegas de profissão que tratam o caso como trampolim para o sucesso editorial. Eis os trechos mais importantes. Matéria completa disponível aqui.

Márcio Carvalho da Silva
***
"Os casos de abuso sexual protagonizados por clérigos são, de fato, matéria jornalística inescapável. O que me impressiona, e muito, é a perda do sentido informativo e o inequívoco tom de campanha assumido por alguns jornais norte-americanos."
"Um só caso de pedofilia, praticado na Igreja Católica por um padre, um religioso ou uma religiosa, é sempre demais, é inqualificável. Mas jornalismo não pode ser campanha. Devemos, sem engajamentos ou editorialização da notícia, trabalhar com fatos. "
"O Vaticano recebeu 3 mil denúncias de abuso sexual praticado por sacerdotes nos últimos 50 anos. Segundo monsenhor Scicluna, chefe da comissão da Santa Sé para apuração dos delitos, 60% dos casos estão relacionados com práticas homossexuais, 30% com relações heterossexuais e 10% dos casos podem ser enquadrados como crimes de pedofilia."
"Os abusos têm sido marcadamente de caráter homossexual e refletem um grave problema de idoneidade para o exercício do sacerdócio. [...] Quem entra sabe a que veio. É tudo muito transparente. Quem assume o compromisso o faz livremente. O que não dá, por óbvio, é para ficar com um pé em cada canoa. "
"Segundo Jenkins, mais de 90% dos padres católicos envolvidos com abusos sexuais são homossexuais. O problema, portanto, não foi ocasionado pelo celibato, mas por notável tolerância com o homossexualismo [...]"
"Na Alemanha, por exemplo, existiram, desde 1995, 210 mil denúncias de abusos. Dessas 210 mil, 300 estavam ligadas a padres católicos, menos de 0,2%. Por que só as 300 denúncias contra a Igreja repercutem? E as outras 209 mil denúncias? Trata-se, sem dúvida, de um escândalo seletivo."
"A guerra continuará, "entre outras razões, porque um papa como Bento XVI, que sorri, mas não retrocede um milímetro, alimenta o embate".
Precisamos informar com o rigor dos fatos. Mas devemos, sobretudo, entender o que se esconde por trás de algumas manchetes e de certas interpretações."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Boletim mensal para formação litúrgica "Memento" Abr/2010 disponível

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Memento II-16. Abr/2010 - A misericórdia revelada na cruz e na ressurreição; Os outros sacramentos e os sacramentais; Lendas litúrgicas; glossário: domingo; Afinal, como pode o fiel leigo ter maior participação na Missa?; Como o povo participa, com palavras ou gestos, no momento da consagração?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Declarações sobre os casos de pedofilia

 Diante da onda de ataques contra a Igreja Católica e, particularmente, ao Papa Bento XVI, (vide notícias relacionadas no Google Notícias), na qual as notícias são lançadas superficialmente, deturpadas, copiadas, recopiadas, remascaradas e difundidas, falta um pouco de seriedade da imprensa.
Por que o levantamento de tantos casos passados, justamente agora, e a tentativa ferrenha de relacionar o Papa em todo e qualquer caso? Segundo algumas personalidades da Igreja, como os Cardeais Bertone, Saraiva Martins, Pe. Lombardi, Pe. Cantalamessa, tudo isso faz parte de uma intensa campanha contra a Igreja, que vem por ondas. Estamos agora no topo, com a tentativa de incriminar o Santo Padre.
Mas a verdade prevalecerá. E a Igreja sairá vitoriosa, conforme a promessa de seu Divino Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Veja as últimas declarações sobre os casos, muito mal (ou nunca) conhecidas pela imprensa sensacionalista:

"Declaração do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SI, sobre o caso MURPHY

A seguir está o texto completo da declaração dada ao New York Times, em 24 de março de 2010: (original em inglês)

O trágico caso do padre Lawrence Murphy, um sacerdote da Arquidiocese de Milwaukee, envolveu vítimas particularmente vulneráveis, que sofreram terrivelmente com o que ele fez. Por abusar sexualmente de crianças que eram deficientes auditivos, o Padre Murphy violou a lei e, mais importante, a confiança sagrada que suas vítimas havia colocado nele.

Durante meados dos anos 1970, algumas das vítimas do Pe. Murphy relataram seu abuso às autoridades civis, que investigaram-no naquele momento; no entanto, segundo relatos da imprensa, a investigação foi abandonada. A Congregação para a Doutrina da Fé, não foi informado do assunto, até cerca de vinte anos depois.

Tem sido sugerido que existe uma relação entre a aplicação do Crimen sollicitationis [Instrução sobre crime de solicitação durante uma confissão sacramental] e a não notificação de maus-tratos às autoridades civis no caso em apreço. Na verdade, não existe essa relação. De fato, ao contrário de algumas afirmações que têm circulado na imprensa, nem Crimen, nem o Código de Direito Canônico nunca proibiram o relato de abuso às autoridades policiais.

Na década de 1990, depois de mais de duas décadas passadas que o abuso tinha sido relatado aos à diocese e à polícia, foi apresentado à Congregação para a Doutrina da Fé pela primeira vez a questão de como tratar o caso Murphy canonicamente. A Congregação foi informada do assunto, porque se trata de solicitação no confessionário, que constitui uma violação do sacramento da Penitência. É importante notar que a questão canônica apresentada à Congregação foi alheia a qualquer processo civil ou criminal potencial contra o Padre Murphy.

Em tais casos, o Código de Direito Canónico não prevê sanções automáticas, mas recomenda que seja feito um julgamento, não excluindo mesmo a maior pena eclesiástica de demissão do estado clerical (cf. cânone 1395, no. 2). À luz dos fatos de que o Padre Murphy era idoso e com a saúde muito ruim, e que vivia em reclusão e que as alegações de abuso tinham sido relatadas há mais de 20 anos, a Congregação para a Doutrina da Fé sugeriu que o arcebispo de Milwaukee, em consideração a resolução da situação, por exemplo, restringisse o ministério público de Pe. Murphy exigindo que ele assumisse a plena responsabilidade pela gravidade de seus atos. Pe. Murphy morreu cerca de quatro meses depois, sem mais incidentes."

Declaração do dia 26/03/2010 (em inglês e italiano):

"O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé , padre Federico Lombardi, quando perguntado por repórteres sobre um novo artigo no The New York Times em 26 de março, com referência ao período em que o cardeal Ratzinger foi arcebispo de Mônaco da Baviera, referiu-se ao comunicado divulgado esta manhã, da Arquidiocese do Mónaco, onde se lê: "O artigo no The New York Times não contém nenhuma informação nova para além do que a arquidiocese já informou sobre o conhecimento da situação do então padre H".

A Arquidiocese confirma sua posição de que o então arcebispo não sabia da decisão de restabelecer o padre H. à pastoral paroquial.

Recusa-se qualquer outra versão como mera especulação.

O então vigário-geral, Dom Gerhard Gruber, assumiu total responsabilidade por sua própria decisão errada de reassumir H.  à paróquia."

terça-feira, 16 de março de 2010

Mensagem do Papa aos jovens: enfrentar o Eterno

Mensagem na íntegra, clique aqui.

Na vigésima quinta edição da Jornada Mundial da Juventude, o tema remete ao primeiro ano (1985), quando o Venerável Papa João Paulo II escreveu a primeira carta destinada diretamente aos jovens: "Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?" (Marcos 10,17).
O trecho evangélico que serve de reflexão (Mc 10,17-22) é o diálogo entre um jovem rico e Jesus. Bento XVI destaca o movimento daquele jovem em procurar conversar com Jesus, chamado "Bom Mestre", e a atitude de Jesus que "olhou para ele e o amou" (Mc 10,21). O Papa exorta então, repetindo João Paulo II, a "desenvolver uma conversa com Cristo".
À  pergunta típica "O que devo fazer?", o Papa encoraja os jovens a enfrentar esse tipo de questão, escutar o desejo do próprio Deus e não ter medo da resposta. Como ao jovem do evangelho, Jesus também faz uma proposta a cada um hoje, "Vem, segue-me", que exige uma resposta sem cálculos e interesses, com confiança sem reservas em Deus. Aquele que não tem a coragem de seguir este apelo, vai embora triste, como o personagem do evangelho. Ao contrário, "Ele sabe como dar uma grande alegria para aqueles que respondem com coragem!"
"Mas o que é a "vida eterna", a que se refere o jovem rico?" Parece uma questão distante a muitos jovens de hoje. Mas a vida plena que todos buscam não se dá em horizontes limitados e passageiros; deve-se levar em conta a eternidade. "Deus nos criou para estar com Ele para sempre". Este horizonte "ajudará a dar sentido pleno a sua escolha e acrescentará qualidade a sua existência."
A citação dos mandamentos por Jesus vai contra ao pensamento que sugere uma liberdade irrestrita. "Os mandamentos não limitam a felicidade, mas ensinam como encontrá-la".
Frente aos desafios de hoje, como os já elencados na encíclica Caritas in Veritate - o uso dos recursos da terra e do respeito pela ecologia, a justa divisão dos bens e controle dos mecanismos financeiros, a solidariedade com os países pobres, como parte da família humana, a luta contra a fome no mundo, a promoção da dignidade do trabalho humano, o serviço à cultura da vida, a construção da paz entre os povos, o diálogo inter-religioso, o uso apropriado dos meios de comunicação - o Papa apela aos jovens: "Precisamos de vocês". "Não desanimem nem desistam de seus sonhos![...] se quiserem, o futuro está em suas mãos, porque os dons e as riquezas que Deus tem presos no coração de cada um de vocês, moldados pelo encontro com Cristo, pode trazer esperança real para o mundo!"

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alegria pela vida nova

Reflexão para o 4º Domingo da Quaresma



Lc 15,20: “Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou”. (Veja também: 1ª leitura: Js 5,9a.10-12; Salmo 33; leitura: 2Cor 5,17-21; Evangelho: Lc 15,1-3.11-32).

Alegria pela vida nova

Já passamos da metade do itinerário quaresmal e já despontam no horizonte os sinais da Ressurreição. É um Domingo de Alegria em meio a um tempo de penitência. Como pode? A penitência tem por fim a alegria. Porque Deus quer o amor mais que os sacrifícios (Os 6,6), no sentido de que as ações devem ser motivadas por boas intenções.
Os israelitas, após seus quarenta anos de deserto, chegam, enfim, à Terra Prometida (1ª leitura). Lá, cessa o maná, do qual estavam fartos, e comem do pão sem fermento, figura da realidade nova onde os erros do passado já não são levados em conta, (2ª leitura) e figura do novo povo de Deus, a Igreja, em que o alimento é o próprio Cristo, feito alimento eterno.
O Evangelho do Domingo da Alegria é a parábola do pai misericordioso, ou do filho pródigo, ou dos dois filhos, conforme o aspecto que se queira ressaltar. No contexto do tempo litúrgico, um aspecto importante se faz notar: o filho mais jovem sai em busca da felicidade. Ele, com o pai e o irmão eram donos de uma próspera propriedade, mas parece que estava farto do cotidiano da família e do trabalho. Apesar de ter o suficiente (talvez até mais!) para a subsistência, tentou uma vida diferente, esbanjando os bens. Só caiu em si quando percebeu que seus bens se acabaram (como todos os bens se acabam) e que se tinha colocado abaixo dos porcos!
Quando a segurança material e os prazeres imediatos não mais escravizam o homem, este, liberto, descobre a misericórdia do Pai que nem sequer pergunta pelos erros passados, mas se alegra e convida a todos à sua alegria.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Contra a tese da ruptura histórica na Igreja de Cristo

Audiência do Papa Bento XVI em 10 de março de 2010, continuando a catequese sobre São Boaventura. 

"Nós sabemos como, depois do Concílio Vaticano II, alguns estavam convencidos de que tudo é novo, que há uma outra Igreja, que a Igreja pré-conciliar é finita e teríamos outra, totalmente diferente. Um utopismo anárquico e, graças a Deus, os sábios timoneiros da barca de Pedro - Papa Paulo VI, Papa João Paulo II - defenderam, por um lado, a novidade do Concílio e, ao mesmo tempo, a unicidade e continuidade da Igreja, que é sempre Igreja de pecadores e sempre um lugar de graça".
"Também hoje vale afirmar: 'Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt' ['As obras de Cristo não retrocedem, não são enfraquecidas, mas progridem'], ide avante. São Boaventura nos ensina, pelo exemplo, o discernimento necessário do realismo sóbrio e da abertura a novos carismas doados por Cristo, no Espírito Santo, à sua Igreja".
"A riqueza das palavras de Cristo é inesgotável, e também entre as novas gerações podem parecer novas luzes. A unicidade de Cristo também nos garante novidade e renovação em todos os períodos".

"1. [...] Deus é um só para toda a história e não pode ser dividido em três divindades; [contra a ideia que considera o Antigo Testamento como a era do Pai, seguida pelo tempo do Filho, o tempo da Igreja e ainda a se esperar pela terceira era, do Espírito Santo] [...]
2. Jesus Cristo é a última palavra de Deus - n'Ele, Deus disse tudo, dizendo e dando a si mesmo. [...] Portanto, não há um outro Evangelho superior, não há uma outra Igreja a se esperar. [...]
3. Isso não significa que a Igreja seja imóvel, fixa no passado, e não possa exercer novidade alguma"