quinta-feira, 30 de abril de 2009

Preparação de uma celebração

Mais do que conhecer cada passo e detalhe da celebração e distribuir funções e papéis, a preparação feita pelas equipes de liturgia tem por objetivo fazer com que todos os envolvidos penetrem no mistério celebrado.
É bom que haja várias equipes que se revezem. Mas tenha-se em mente que a liturgia não é posse de ninguém. Ela é dom de Deus. Em se tratando da Missa, é o próprio Cristo que atualiza seu sacrifício único.
Na reunião de preparação é bom que estejam presentes um representante da pastoral litúrgica paroquial, que garantirá a unidade paroquial e a unidade da liturgia católica; um representante de cada serviço a ser desempenhado (leitores, músicos, etc.); o presidente da celebração (no mínimo seja informado e consultado).
A reunião pode seguir os seguintes passos:
1. Oração: afinal é Deus quem age na liturgia, não a criatividade das pessoas.
2. Avaliação das celebrações passadas: com o objetivo de melhorar as futuras. Levar em conta se o que “apareceu” foi o mistério e se houve boa interação entre equipe, assembleia e presidência.
3. Situar no tempo litúrgico e na vida da comunidade: lembrando sempre que o centro de tudo é Cristo. Na liturgia, nos dirigimos ao Pai por meio Dele.
4. Experiência da Palavra: ler e aprofundar. Pode-se começar pelo Evangelho.
5. Idéias: o que pode ser feito à luz das reflexões feitas e respeitando-se as diretrizes da liturgia católica. Perguntar sempre se a sugestão favorece a celebração do mistério ou se é apenas gosto e vontade de uma pessoa ou equipe. Se coloque no lugar da assembleia.
6. Elaborar o roteiro e distribuir os ministérios: coloque tudo por escrito e seja minucioso. Lembre-se que não há ministérios maiores ou menores. Ninguém deve improvisar. Tenha-se em conta o local da celebração, os materiais, e todos saibam o que deve ser feito na hora certa.
Por fim, cheguem ao local da celebração com antecedência para orar e se concentrar. Tudo deve ser preparado antes que os fiéis cheguem. A sacristia, “pequeno sagrado”, é lugar de silêncio e pode servir para uma oração comum. Não é local de reunião, pois já foi feita!

sábado, 11 de abril de 2009

O Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar

Aquele que ressuscitou é o mesmo que morreu na cruz. As mãos e os pés, a carne e os ossos são de uma pessoa viva. Ele come conosco e se dá a conhecer ao partir o pão. E devia ser assim, segundo “a Lei de Moisés, os profetas e os salmos”. O Messias, o Libertador, não poderia ser alguém que livrasse o povo de seus sofrimentos cotidianos, mas alguém que elevasse essa humanidade limitada a uma condição superior, à participação na vida divina, à ressurreição.

Pela Ressurreição, Jesus deu-nos prova de que a humanidade é elevada à medida que busca transformar seus inevitáveis sofrimentos em caminho para o Pai. Não considerando a vida no mundo como finalidade em si mesma, mas não se esquecendo que só passando por esta vida chegaremos à vida definitiva em Deus, que se fez homem, viveu, morreu e, por isso, ressuscitou.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Eclesiologia na Carta aos Colossenses

A Igreja é o Corpo de Cristo, e este é Cabeça por ser o primeiro ressuscitado e o princípio de salvação.

Cl 1, 18 E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. 24 Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;

A participação no mistério de Cristo se dá pelo batismo

Cl 2, 12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.

A Igreja é universal[1]

Cl 3, 11 Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.

A vinculação a esse Corpo é motivo de paz

Cl 3, 15 E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.

Os que pregam doutrinas estranhas estão fora da Igreja, da comunhão com a Cabeça

Cl 2, 18 Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, 19 E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.

Nesta Igreja, a verdadeira ascese consiste em evitar os vícios e a praticar as virtudes

evitar Cl 3, 5 Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra, a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; 8 Mas agora, despojai-vos também de tudo, da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.

fazer Cl 3, 12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;13 Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. 14 E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.

O verdadeiro culto consiste em fazer tudo em nome do Senhor Jesus, pela palavra, louvor e obras

Cl 3, 16 A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração. 17 E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

A oração seja universal, por todos e para todos

Cl 4, 3 Orando também juntamente (unânimes) por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso;

A Igreja se manifesta nas relações domésticas e cotidianas

Cl 3, 23 E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, 24 Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.

Cl 4, 15 Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa.



[1] As assembleias locais formam uma grande comunidade de culto. Não só como esperança de uma reunião futura, mas uma realidade já presente.

Enquanto o vocábulo hebraico traduzido por sinagogé significa “assembleia reunida”, o vocábulo traduzido por ekklesía significa “tropa mobilizada”, no sentido de uma reunião supralocal e apolítica, tendo como modelo a assembleia do Sinai, no deserto, antes da constituição da nação. Por isso, a comunidade de culto é também atemporal.