sábado, 1 de agosto de 2009

A institucionalização da dissidência dos teólogos

Apresentado na Itália um novo livro que põe em causa o papel dos teólogos após a conclusão do Concílio Vaticano II

http://www.sectorcatolico.com/2009/07/presentado-en-italia-un-nuevo-libro-que.html

Citado por http://padreelilio.blogspot.com/2009/07/conturbados-tempos-pos-conciliares.html

23/07/09 O filósofo americano Ralph McInerny acaba de apresentar a versão italiana do seu novo livro O que correu mal no Vaticano II ( "What went wrong with Vatican II"), que aborda a situação da Igreja Católica após 44 anos a conclusão da última grande Concílio Ecuménico e o único que não teve caráter dogmático em seus 2000 anos de história.

Para o veterano professor da controversa Universidade de Notre Dame (Indiana, Estados Unidos), os principais problemas vividos pela Igreja Católica nos anos que nos separam do Concílio Vaticano II não teve seu ponto de partida no próprio Concílio, mas na publicação da encíclica Humanae Vitae, explica em seu blog o jornalista Diego Contreras, ex-correspondente em Roma.

A oposição que a encíclica encontrou, especialmente entre os teólogos, foi um fato sem precedentes na história da Igreja. O problema fundamental não era realmente a contracepção, mas a autoridade na Igreja e, portanto, a concepção da própria Igreja. A quem devemos obedecer, o Papa que disse uma coisa ou teólogos que afirmam o contrário?

Desde então, espalhou a ideia de que a missão profissional dos teólogos era a de avaliar e filtrar os ensinamentos do Magistério da Igreja, para ver se eles são aceitáveis ou não. A imprensa encontrou nos teólogos dissidentes do Magistério da Igreja aliados muito rentáveis: cada vez que o Vaticano falava, a mídia poderia ter a opinião contrária (e incentivar a polêmica). Os dissidentes apareciam como heróis envolvidos na luta contra a opressão.

Segundo McInerny, esta situação começou a mudar só depois de aparecer o livro-entrevista de Vittorio Messori com o Cardeal Ratzinger - Rapporto sulla Fede ("A fé em crise?", no Brasil) - em 1985. Até então, a dissidência já estava "institucionalizada" e muitos dos novos padres foram formados neste clima.

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