São Clemente I,também conhecido como Clemente Romano (em latim, Clemens Romanus), foi o quarto papa da Igreja Católica.
Há várias hipóteses sobre quem realmente foi Clemente Romano.
Segundo um romance siríaco, era viajante que perdeu as referências de sua família, encontrou São Pedro e posteriormente seus familiares, razão pela qual escreveu Recognitioes.
Segundo as Pseudo-clementinas, Clemente era membro da família imperial dos Flávios. Ou ainda era o próprio cônsul Tito Flávio Clemente, sobrinho do imperador Domiciano, executado em 95-96, por professar a fé cristã. E ainda, Clemente teria sido escravo da família Flávia. Liberto, converteu-se e se pôs a serviço da Igreja.
Outros o identificam com o colaborador de Paulo de Fl 4, 3. Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo e Irineu de Lião testemunham que Clemente foi o Sucessor de Pedro em Roma. Eusébio é da opinião de que Clemente pode ter sido o autor da Carta aos Hebreus, pelo estilo parecido com a Carta de Clemente aos Coríntios e pelas citações nesta de Hb.
Julgou-se que Clemente era de origem judaica. Cita amplamente o AT e também os apócrifos judaicos apesar de não discutir o legalismo judaico.
“Embora o nome de Clemente não apareça em nenhum lugar da carta [aos Coríntios], há elementos suficientes que o indicam como autor”. “Eusébio narra duas testemunhas antigas de peso em favor desta autoria: a de Hegesipo” e o próprio bispo de Corinto, Dionísio.
“A carta de Clemente se compõe [...] da carta primitiva dirigida à comunidade de Corinto e de extratos de homilias provindas do mesmo autor, que logo cedo foram intercaladas”.
Motivo da carta: “A comunidade de Corinto parece ter vivido em constante conflito. [...] Clemente pretende, embora com algum atraso, escrever para apaziguar e restabelecer a ordem na comunidade. [...] O conflito consiste, substancialmente, numa revolta de alguns membros contra os presbíteros”, talvez por parte de alguns poucos jovens. “Clemente recomenda como remédio eficaz, a conversão e o exílio voluntário”.
“Esta carta foi redigida, provavelmente, pelos fins do reinado de Domiciano 981-96), ou o começo do reino de Nerva (96-98) [...] Acredita-se que ele se refira à segunda perseguição movida por Domiciano que terminou em 95 ou 96. [...] Atribui-se, ainda a Clemente, um grupo de 20 homilias, 10 livros de Reconitiones (Reconhecimentos), sob o nome, hoje, de Pseudo-clementinas”.
A Carta aos Coríntios “aborda considerações, admoestações morais com o objetivo de restabelecer a paz e a concórdia na comunidade de Corinto. [...] A segunda parte, caps. 37-61, insiste sobre a hierarquia eclesiástica e a necessidade da submissão às legítimas autoridades”.
A carta é importante como introdução à História da Igreja, “para a jurisdição eclesiástica, sucessão apostólica, hierarquização dos membros da comunidade”. Fala sobre a autoridade dos apóstolos, “revela fé na divindade de Cristo, na ressurreição dos mortos; fé nas três pessoas divinas, na mediação de Cristo” e na redenção pelo sangue.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
São Clemente I: 3º sucessor de São Pedro

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