quinta-feira, 17 de maio de 2012

O céu já é acessível

Reflexão para o Domingo da Ascensão do Senhor, Ano B


Mc 16,20: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.” (Veja também: 1ª leitura: At 1,1-11; Salmo 47; leitura: Ef 1,17-23; Evangelho: Mc 16,15-20).

O céu já é acessível

A cada Domingo reafirmamos a fé na subida de Cristo aos céus, no sentido de que Ele está à direita do Pai. O céu que cremos não é a atmosfera ou o espaço além terra, mas o estar com o Pai.
A Ascensão do Senhor significa que o homem pode entrar na realidade misteriosa de Deus, presente e acima de tudo, mas não contido em nenhum espaço. Se o céu significa o inacessível, Deus fez com que subíssemos ao seu nível através do seu Filho, Deus co-eterno que entrou no nosso tempo e na nossa história, fez-se homem para levantar toda a humanidade, decaída pelo pecado.
Após a Ressurreição, Jesus retoma a sua condição de Deus eterno, desaparecendo do meio dos seus contemporâneos. Não deixa, porém, de ir para o Pai também com sua natureza humana, agora transformada e elevada. A seus discípulos, deixa a missão de anunciar tudo isto, que é para nós Boa Notícia: sua vida, sofrimento e morte tem sentido porque Deus eleva nossa condição de criaturas à condição de filhos, como e com o Filho ressuscitado.
Para garantir que esta Boa Notícia fosse propagada sem erro por toda a terra e por todos os tempos, Jesus promete assistência infalível àqueles seus Apóstolos, que vieram a ser guardiões de toda verdade revelada. Sem esta assistência do Espírito Santo, confirmada por inúmeros sinais ou milagres, o Corpo que Cristo constituiu como sua extensão, a Igreja, não pode se sustentar.

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