terça-feira, 13 de abril de 2010

Papa tomará iniciativas e “não deixará de nos surpreender”

É o que afirma o Cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, o "número dois do Vaticano", como tem sido chamado. Em coletiva de imprensa no Chile, onde faz visita de 6 a 13 de abril como enviado do Papa por ocasião do Bicentenário da República, a tônica dos repórteres foi as polêmicas dos casos de pederastia, como era de se esperar.
Ele afirmou: “creio que o Papa ainda tomará outras iniciativas. Não posso antecipar, mas se estão pensando outras iniciativas. Não vai deixar de nos surpreender com essas iniciativas sobre este tema específico”.
Mas o que causou maior celeuma foi a sua afirmação de que a pedofilia está mais ligada à homossexualidade do que ao celibato. “Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e me disseram recentemente, que há relação entre homossexualidade e pedofilia”. Veja as reações pelo mundo clicando aqui.

Aguardemos as novas iniciativas do Papa. Com certeza elas virão. A paciência e o acerto são virtudes que Bento XVI tem demonstrado desde sempre.

DECLARAÇÃO DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ, P. FEDERICO LOMBARDI, SI - 14/04/2010

Respondendo a perguntas de jornalistas sobre o debate após uma entrevista do Cardeal Secretário de Estado no Chile em questões de abuso sexual por membros do clero, o diretor da Sala de Imprensa disse:

A autoridade da Igreja não considera sua responsabilidade fazer declarações gerais de caráter médico ou psicológico, que naturalmente se referem a estudos técnicos e de investigação em curso sobre o assunto.

Por parte da autoridade eclesiástica, nos casos de abuso de crianças por padres nos últimos anos, dirigida pela Congregação para a Doutrina da Fé, consta simplesmente os dados estatísticos relatados na entrevista de Mons. Scicluna, que falou de 10% dos casos de pedofilia no sentido estrito, e de 90% dos casos a serem definidos como efebofilia (ou seja, contra os adolescentes), dos quais aproximadamente 60% relataram pessoas do mesmo sexo e 30% de caráter heterossexual. Trata-se, naturalmente, da questão do abuso por padres e não da população em geral.

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