O meu comentário limita-se à reportagem, e não à temática, por enquanto.
A petição não é nova e o sr. José Maria Mayrink ainda manipula os fatos para causar sensação.
"O documento final do 12º Encontro Nacional de Presbíteros, encerrado ontem no Mosteiro de Itaici, município de Indaiatuba (SP), propõe ao Vaticano a busca de alternativas para o celibato sacerdotal".
Duas coisas: o documento final ainda não saiu e, quando sair, trará uma síntese das reflexões do encontro e pistas de ação para serem debatidas pelos padres em suas dioceses, não uma "proposta ao Vaticano". Poderá tratar da temática pois, como sempre, foi colocada pela Associação Rumos de padres casados.
"Aprovado por 430 delegados que representavam os 18.685 padres ..."
Participaram do encontro 451 pessoas. É um encontro promovido pelo CNP - Conselho Nacional de Presbíteros, uma associação livre de padres. Os 430 que aprovaram o documento final (não a petição a ser enviada ao Vaticano) não falam por todos os padres do Brasil. É um encontro à semelhança dos sindicatos.
"As duas reivindicações contrariam normas em vigor na Igreja"
A primeira (celibato do clero) contraria sim as normas em vigor, mas pode muito bem ser debatida como é feito e poderá um dia a Igreja Romana ordenar homens casados, como é feito nos ritos orientais, sem a extinção do celibato.
A segunda reivindicação ("orientações mais seguras e definidas sobre o acompanhamento pastoral de casais de segunda união") não contraria em nada as normas em vigor. É um pedido de orientação, não de mudança. O problema dos casais em segunda união é de caráter sacramental e não haverá mudança de doutrina.
"A Igreja restabeleceu o diaconato permanente, ... Os diáconos podem pregar nos templos e administrar sacramentos, embora não todos. Batizam, dão a unção dos enfermos..."
Sempre houve o diaconato permanente. O diácono permanente não pode ministrar a unção dos enfermos.
A carta aprovada pode ser lida aqui:
http://www.cnbb.org.br/index.php?op=not
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Padres sugerem o fim do celibato - Estadão 20/02/2008

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