quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TEOLOGIA DA MISSÃO

A Igreja no mundo é missionária por natureza, pois tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o propósito de Deus Pai. O fim universal de salvação que Cristo deu à Igreja é toda a sua razão de ser, mesmo na sua constituição hierárquica, sua organização e atividade. A Igreja recebeu de Cristo a missão de anunciar o Reino de Deus e instaurá-lo entre todos os povos.
Para isso a Igreja contém em si um tríplice encargo, ofícios dos quais cada membro participa segundo seu estado de vida: o ofício de ensinar, santificar e governar, segundo os ministérios profético, sacerdotal e pastoral. São estas as três dimensões do serviço e da missão que derivam de Cristo.
A missão pertence e alcança a todos, de modo que há diversidade de ministérios mas unidade de missão.
A ordem missionária de Cristo exige que sua verdade esteja sempre presente e seja ensinada de modo vivo e inteiro. Em primeiro lugar, este dever de ensino cabe à hierarquia, visto serem dotados da autoridade de Cristo pelo sacramento da ordem. Requer-se que estes e todos os demais membros da Igreja sejam fiéis ao depósito da fé revelada, contido nas Escrituras e na Tradição.
O ofício de santificar é o primeiro em importância. O fim da missão da Igreja é que todos cheguem ao conhecimento de Deus e participem dos seus mistérios. Toda ação missionária deve ter por fim a “salvação das almas”. Também a este ofício cabe primeiramente o ministério ordenado, pois pelo Sacramento se tornam dispensadores da graça de Cristo através da Igreja.
Uma missão especial desempenham os leigos, que vivendo em meio aos assuntos temporais são chamados a viver o espírito evangélico, santificando o mundo a partir de dentro, através do testemunho, principalmente. Tem a tarefa de viver as virtudes cristãs em suas profissões, na família e nas relações sociais, e em particulares situações que só por meio deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Jesus Cristo.
Todos os batizados são responsáveis pela missão da Igreja e têm obrigação de difundir o Evangelho. A consciência das próprias responsabilidades pressupõe renovação interior constante e empenho na vivência e no anúncio do Reino de Deus.

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